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ATENÇÃO ÀS BURLAS pela internet. Vigaristas não desistem e CONTINUAM AO ATAQUE!

 

Milhares e milhares de pessoas já foram burladas, através da internet, em negócios que envolveram elevadas quantias de dinheiro. Com redes, verdadeiramente, sofisticadas, os burlões informáticos têm, normalmente, como principal objetivo, obter dados da(s) conta(s) bancária(s) dos incautos, vendendo, por exemplo, produtos a preços chorudos, ou  aliciando-os a contrair empréstimos bancários com juros baixíssimos.

 

Como são muitas as pessoas que caem na esparrela, é importante ter-se certos cuidados quando se recebe, por e-mail ou pelas redes sociais (Facebook, Google+ e Twitter), propostas aliciantes, sejam elas oriundas de um particular, de uma empresa, ou até mesmo de uma instituição.

Tudo pode tratar-se de um grande embuste! Quando a “esmola é grande…!”

 

Os casos que se seguem são reais e devem ser levados em conta, principalmente pelas pessoas que não têm grandes conhecimentos quanto ao funcionamento da internet, sendo, neste caso, de destacar, os internautas mais idosos.

Antes de relatar os referidos casos, há, entretanto, que salientar os constantes avisos das autoridades (PSP e PJ) para esse tipo de situações, assim como a sua crescente ação – com resultados muito positivos – contra os burlões. Mesmo assim, escapa sempre algo…

 

 

O telemóvel que ia para a… “Nigéria”

 

 

A testemunha que se segue, esteve quase a ser vítima de uma burla, isto quando tentava vender, pela net, um telemóvel. O caso aconteceu há cerca de três anos, e é um dos muitos exemplos de algo que, facilmente, pode acontecer a si. Sim… a si! Normalmente pensa-se que estas coisas só acontecem aos outros, mas não!

 

Eis o relato:

“Estava interessado em vender, pela net, um telemóvel pelo valor de 70 euros, depois de já ter vendido, em leilões e com sucesso, cerca de 13 artigos. Quando coloquei o anúncio recebi, quase de imediato, uma mensagem interna em português, mas que, estranhamente, tive alguma dificuldade em decifrar.

Fui de imediato confirmar o “feedback” atribuído a esse possível comprador, o qual estava impecável, ou seja: tinha um historial bem sucedido. Avancei, então, para a comunicação com o utilizador interessado, via e-mail. Perguntei-lhe se estava realmente interessado no negócio e, assim, disposto a pagar os 70 euros”.

 

“Mais uma vez, num português muito duvidoso, respondeu-me: “Obrigado por seu e-mail. Estou pronto a comprar de você e vou oferecer-lhe mais €30 para o custo de transporte, com o custo total do item para o total de €100 e o transporte ser feito para o meu endereço do cliente na África. Para tudo o que eu preciso de você para continuar a vender é os detalhes de pagamento para que eu possa ir para o pagamento”.

Um português, realmente, muito estranho…

 

Continuemos.

“Concordei com o valor que ele pretendia pagar e”, relata ainda a testemunha, “enviei-lhe o endereço da minha conta PayPal. Depois, ele já me respondeu em inglês. Ou seja: ele disse já ter feito o pagamento via PayPal e pediu-me para enviar, de imediato, o telemóvel para uma morada africana, algures na Nigéria.

A minha desconfiança começou aqui. Acedi à minha conta PayPal e constatei que não tinha qualquer movimento associado a este negócio. Ele nunca tinha feito o pagamento dos 100 euros!”

 

“Voltei a contactá-lo, informando-o dessa situação e avisei-o que não procederia ao envio do telemóvel enquanto não tivesse o montante acordado na minha conta. Ele voltou-me a responder em inglês.

Bastou-me uma simples pesquisa no Google para confirmar as minhas suspeitas: existem inúmeros fóruns nacionais e internacionais que relatam episódios muito semelhantes ao ocorrido comigo. Depois de confrontar o presumível comprador com esses factos, ele nunca mais me voltou a contactar”.

 

Uma hora, pelos vistos, abençoada, não sabemos bem por quem.

A nossa testemunha e quase vítima de burla, descobriu, então, que “na net, a Nigéria é quase um sinónimo de fraude, e os nigerianos são etiquetados como vigaristas.  Muita gente, porém, caiu nesse conto do vigário.”

 

 

O capitão da Polícia… que já não era “capitão”

 

 

Exemplos de burlões na internet não são poucos, são milhares. Uns tentam e são “felizes”, outros têm pouca sorte, como o que a seguir iremos relatar.

O importante, nestes factos, é saber como  os vigaristas atuam na net, e se, de momento, falamos em questões de trapacice, outras há mais bem perigosas e que colocam, muita das vezes, a soberania dos Estados em causa.

 

Recentemente – facto que foi muito noticiado, mas que mão é de mais relembrar – um antigo capitão da polícia da Ucrânia, reformado há dez anos e desde essa altura a residir em Portugal, foi por cá – em Famalicão – sobrevivendo à custa de trabalhos temporários. Mas quando se viu sem alternativa laboral, e com a ajuda de cúmplices, montou um esquema informático através da internet, conseguindo desviar mais de 13 mil euros de contas bancárias.

 

E o que é que fazia o malandro, que, entretanto, foi detido pela Polícia Judiciária do Porto?

A burla passava por “backear” as páginas dos bancos na internet, que seriam substituídos por outros “sítios”, normalmente, semelhantes.

Os utilizadores, não desconfiando do esquema, faziam transferências bancárias deixando, consequentemente, os seus códigos.

Ora, nada melhor para o vigarista, esta atitude do incauto internauta.

O burlão, e seus cúmplices, tinham, desta forma, total acesso às contas, desviando depois elevadas quantias de dinheiro para o tal vigarista e antigo capitão da polícia ucraniana, e que, só depois eram enviadas para os cúmplices, a residir na Rússia e na… Ucrânia.

O “capitão” burlão, que já não era capitão, ficava com uma percentagem entre os cinco e os 10 por cento do montante roubado.

O burlão, como atrás se referiu, foi apanhado pela Polícia Judiciária.

 

Imaginemos, agora – e tendo em conta a crise que grassa em Portugal e por essa Europa e mundo fora – quantos potenciais burlões podem estar – daqui a pouco, quem sabe? – a tentar contactá-lo?

Leia com atenção as seguintes recomendações. Grave-as e imprima-as se possível…

 

 

Conselhos importantes

 

 

O nosso colaborador Hugo Sousa, especialista em informática e conhecedor profundo do funcionamento da internet, deixa-lhe, então, as suas dicas.

Na internet devemos ter o mesmo bom senso que temos na vida real. Por vezes, estando em casa, os utilizadores sentem uma falsa sensação de segurança e pensam que ninguém os pode atingir. Mas não é bem assim!

 

Existe um receio e desconfiança geral em relação a transações na Internet, mas a maioria das falhas de segurança nos sistemas informáticos são humanas. Ao navegar evite frequentar sites duvidosos e desconfie das ofertas fantásticas e aparentemente únicas.

Se receber um e-mail ou uma mensagem que lhe peça informação pessoal ou financeira, não responda nem clique no link da mensagem, tal como não responderia a um estranho na rua sobre essas informações. Muitas vezes fazer uma pesquisa sobre a mensagem é uma boa forma de verificar se a mesma tem intenções legítimas.

 

Em caso de compras na internet, tenha atenção quando inicia uma transação através de um sítio de Internet onde terá de fornecer dados, procure indicadores de que o mesmo é seguro, tal como um ícone de um cadeado na barra de status do browser ou um URL que comece com “https:” (o “s” significa “secure”). E mantenha o seu navegador sempre atualizado. Infelizmente, nenhum indicador é à prova de falhas.

É importante utilizar um programa antivírus e mantê-lo atualizado, bem como atualizar o sistema operativo.

Assim resolve eventuais “buracos” no sistema por onde podem entrar algumas ameaças, tais como ficheiros que registam as nossas preferências e os locais por onde navegamos com o intuito de nos mostrar publicidade (ou uma fraude) à medida dos nossos gostos.

Um bom local para obter conselhos e procurar referências é o sítio do projeto internet segura (http://www.internetsegura.pt/) que tem como missão, entre outros, a promoção de uma utilização segura da Internet.”

Ficam os avisos. Só caem na esparela os verdeiros incautos.

 

 

Texto: Repórter X

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