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“Estranha” longevidade

O “Etc e Tal Jornal” assinala, em julho de 2016, a sua 100.ª edição. E assinala-a não pelo simples facto de ser um “número redondo”, mas, essencialmente, porque representa um momento histórico para todos os colaboradores, leitores e amigos que nos acompanham nestas lides.

Muitos há que não compreendem ainda a longevidade deste jornal, principalmente pelo dito cujo ser uma publicação, exclusivamente, eletrónica. Neste campo, sabe-se, que, nos últimos anos, poucos resistiram às exigências económicas, financeiras de uma sociedade em transformação, mas que, ainda há pouco tempo, tentava – como tentou – bloquear, subtilmente, a liberdade de expressão, através de diversos e determinados condicionalismos dos quais, nós (Etc) nos livramos “sabe Deus como”. Ele sabe e eu também!

O nosso “Etc e Tal” não foi, não é, nem será, jornalisticamente falando, um tipo de “Maria vai com todas”. O “Etc” mantém, desde o seu primeiro número, a mesma postura, a mesma independência… a mesma seriedade.

Aqui podem estar algumas das razões para a tal estranha “longevidade”. Acreditem, que não é fácil fazer jornalismo sério, digno e independente no nosso país. Nós sabemo-lo muito bem! Mas, a experiência profissional de quem dirige este jornal, vacinou-o, contudo, contra certos e conhecidos “vírus”.

Esses, os “vírus”, saíram pela porta que entraram. O jornal está de boa saúde e recomenda-se.

O nosso “Etc”, além de tudo o que já referi, tem também a particularidade de não ser concorrente a quem quer que seja, o tipo-estilo de informação por nós desenvolvido é complementar a todas as outras. Continuamos a apostar na produção própria (de caráter regional), assim como na divulgação de factos que os outros colegas ignoram, mas que nós enaltecemos e divulgamos com audiência digna de registo.

Nunca nos venderemos a quem quer que seja! Não hipotecaremos, o bom nome do nosso jornal a interesses partidários, religiosos ou empresariais. Somos um jornal de portas abertas, pluralista, que dá voz a quem não a tem; que mantém o seu rumo e que aceita, de acordo com o seu (visível e de fácil consulta) Estatuto Editorial todo o tipo de opiniões, sejam elas da esquerda, da direita, de cima ou de baixo.

Tudo isto pode explicar a tal (estranha) longevidade, mas há mais, e não de somenos importância: os nossos colaboradores. Sem eles – e já são quase duas dezenas – seria impossível editar este jornal. A sua dedicação, responsabilidade, respeito interpessoal, e a qualidade dos seus trabalhos, fazem com que o “Etc e Tal” seja mais que um mero quadro redatorial: é, acima de tudo, uma família!

Uma família que tem vindo a crescer; uma família que compreende as orientações editoriais do jornal. Uma família que se respeita e que “dá o litro” quando tem de o dar.

Cem edições depois, é com orgulho que lidero este projeto. Um projeto que tem pernas para andar; que sabe como percorrer a (difícil) estrada da vida. Vida já nos confrontou, por algumas vezes, com a morte: a morte de gente querida – relembro a dos meus pais e a do meu camarada e amigo, nosso repórter fotográfico, António Amen. Isto num curto espaço de três anos… a última há pouco mais de dois meses.

Ultrapassei essas situações com muito custo. Disse “ultrapassei”, mas, na realidade, todos as “ultrapassamos”, porque a família “Etc e Tal” uniu-se e soube dar resposta cabal e inequívoca ao destino imposto, com solidariedade, trabalho e dedicação. Por isso estamos aqui!

Cem edições depois vamos continuar a caminhar, com os pés bem assentes na terra, rumo ao futuro. Vêm aí novas exigências: novos desafios: venham eles, estamos cá para dar provas da nossa competência.

Vêm aí mais excursões – que bom é sentir o pulsar de um povo alegre, que já é uma outra família dentro da família do “Etc”!-; vêm aí mais novidades, algumas surpreendentes. Vamos continuar a trabalhar, a lutar, a ultrapassar barreiras que muito pensarão ser intransponíveis. Vamos continuar a andar de cabeça erguida, aliás,como sempre andamos desde que nos formamos como projeto de utilidade pública.

Vamos, porque queremos, percorrer “mares nunca dantes navegados”. Não temos medo de Adamastores. Já os conhecemos de “ginjeira”.

Obrigado a todos os que estão do nosso lado, e, neste caso, para os milhares que nos leem, ao dia 01, dos quatro cantos do mundo – diáspora e mundo lusófono.

Obrigado a todos os que colaboram neste projeto, e que, também, – em boa verdade -, têm através dele a oportunidade de relevarem e revelarem as suas obras.

O Cem é número redondo, mas mais que um número “obeso”, é uma data a assinalar, sem pompas nem circunstâncias… é só para relembrar, a muita boa gente, que estamos vivos e bem vivos.

A todos, obrigado!.

José Gonçalves

01jul16

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1 Comment

  1. Carla Ribeiro

    E nesta que é a edição 100 deste magnífico Jornal, não posso esquecer-me de agradecer-vos a vocês, os nossos tão importantes leitores, seguidores e amigos.
    Sem vocês, a nossa escrita não faria qualquer sentido.
    Quero também agradecer e fazer a devida vénia ao diretor deste Jornal, José Gonçalves, que contra tudo e contra todos, retirando do caminho sempre que assim foi necessário, pedras e ervas daninhas, foi sempre a locomotiva deste Jornal, com a sua entrega e dedicação.

    A ti José Gonçalves, tenho que agradecer, pelo tanto que nos dás, mesmo quando nos atrasamos no envio das peças.

    Edição 100, um centenário de palavras, um centenário de sentidos.
    Parabéns a todos que com Amor e dedicação colaboram e tornam possível que este comboio sempre percorra caminho.
    Beijinhos
    Carla Ribeiro

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