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Artur Villares: “O movimento ecuménico tem uma visão excessivamente política!”

Artur Villares é reverendo e fundador da Igreja Luterana de Portugal. Nasceu, há 59 anos, em Paranhos (Porto), tem duas filhas e dois netos, e recebeu-nos na bonita capela do Rei Carlos Alberto, aos jardins do Palácio de Cristal, no Porto.

O nosso convidado, que frequentou o Liceu Alexandre Herculano, é doutorado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; coordenador e investigador no Centro de Estudos Inter-Religiosos e Turismo ISLA- Gaia.

É ainda docente de História e Cultura Portuguesa e de Património Cultural na Licenciatura em Turismo no ISLA-Gaia e também diretor da Pós-Graduação em Informação Turística e Património, na referida instituição de ensino.

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Fundada há cerca de 20 anos (1997), a Igreja Luterana de Portugal vai crescendo, ao mesmo tempo que transmite a liturgia tradicional – “que não é pertença de nenhuma igreja, mas dos cristãos no seu todo-, disse Artur Villares – realçando os valores católicos surgidos com a Reforma de Martim Lutero, na Alemanha, há 500 anos.

Cristão e sublinhando as diferença teológicas com a Igreja Católica Romana, o nosso convidado considera que a “diversidade de abordagem é sadia” isto a propósito do diálogo ecuménico que o Papa tem promovido, e ainda, recentemente, com uma visita à Suécia, país luterano por excelência. Sobre esta questão, Artur Villares enfatiza o facto que “a Igreja Luterana de Portugal não está envolvida nesse diálogo ecuménico”, considerando que esse “movimento tem uma visão excessivamente política!”

Capela do rei Carlos Alberto (exterior)
Capela do rei Carlos Alberto (exterior)
Capela do rei Carlos Alberto (interior)
Capela do rei Carlos Alberto (interior)

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Contrário à eutanásia e à prática do aborto, pelo menos no que à Igreja Luterana de Portugal diz respeito – o que já não acontece com outras igrejas luteranas espalhadas pelo mundo, com especial destaque para a a alemã (13 milhões de seguidores) – Artur Villares explica também o facto de a sua Igreja ter aparecido tardiamente no nosso país, ao invés do que acontece em outros países. “A perseguição de que os luteranos foram alvo desde o século XVI até ao XIX explica esse facto. A Inquisição reprimiu até à morte os luteranos”. Veja-se, a propósito o que aconteceu com Damião de Goes.

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E, pronto, vamos conhecer mais um pouco sobre o que é o luteranismo, e, muito em especial, a Igreja Luterana de Portugal. A palavra a Artur Villares

 

 

 Texto/Entrevista: José Gonçalves

Fotos e vídeo-gravação: Pedro N. Silva

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1 Comment

  1. José Antonio Vilchez

    Excelente entrevista y una vista perspectiva de la iglesia cristiana luterana confesional. Hay elementos litúrgicos que agradecer a la iglesia católica pero deslindar en posiciones dogmáticas. Bendiciones.

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