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ERMELINDA MARTINS (Sociedade Protetora dos Animais do Porto): “NÓS, POR GOSTARMOS DE ANIMAIS, NÃO TEMOS DE SER BURROS!”

Ermelinda Martins é presidente, há 15 anos, da Direção da Sociedade Protetora dos Animais do Porto (SPAP), uma das mais antigas instituições da cidade, fundada a 30 de maio de 1878.

Não ignorando a importância histórica da “Protetora”, não vamos aqui escalpelizá-la, se bem que, nem sempre de momentos áureos se caracterizou o seu passado. Mesmo assim, a verdade, é que a Sociedade chegou aos nossos dias, fruto do esforço de centenas e centenas de pessoas, que nunca negaram o seu “amor” e “dedicação” aos animais.

Opini - José + Pedro

José Gonçalves e Pedro N. Silva

(texto)     (fotos)

Hoje, instalada no antigo Matadouro Municipal do Porto, à Corujeira (Campanhã), com perto de 650 cães e seis dezenas de gatos, a SPAP vive momentos de incerteza quanto ao futuro, principalmente no que concerne à construção de um “canil” de raiz, na Quinta da Missilva, em Baguim do Monte (Gondomar). O projeto está aprovado, mas por “trincas políticas” locais ou por manifesto desagrado da população, o mesmo teima em não sair do papel.

Ermelinda Martins foi parca em palavras quanto ao desenrolar de todo este processo, que se arrasta desde 2011. Compreende-se se tivermos em conta que o assunto se encontra em Tribunal.

Mesmo assim, e para que o leitor tenha uma ideia concreta sobre este imbróglio, fique a saber que “em 2004, a SPAP fez um Pedido de Parecer Prévio (PIP) à Câmara Municipal de Gondomar (CMG) para a construção de novas instalações em Baguim do Monte, as quais contemplavam um edifício para apoio administrativo, serviços de pessoas e hospital veterinário, um hotel para animais e instalações para a receção e tratamento de animais para lá encaminhados.

O PIP deveria ter sido aprovado pela CMG em 2006. Nessa altura a SPAP comprou um terreno com a dimensão de 80 mil metros quadrados, na zona residencial da Quinta da Missilva. Até 2010, a “Protetora” aguardou pela licença camarária para poder construir, altura em que decidiu dar entrada com um processo judicial no Tribunal para obrigar a CMG a pronunciar-se. Até hoje… nada!

Fica historiado todo o processo relativo a um projeto fundamental para o futuro, e consequente, crescimento da SPAP. Instituição que hoje tem instalações degradas, sobrevivendo muito à custa de uma Clínica Veterinária, situada junto ao estádio do Dragão, a poucos metros do “canil”.

Ermelinda Martins fala-nos de tudo um pouco o que se relaciona com animais abandonados e maltratados. No fundo, da sua paixão pelos bichos. Mas não se esquece – e chega mesmo a emocionar-se quando se fala mais detalhadamente-, da “sua” Sociedade Protetora. “Sua”, pelo carinho, dedicação e empenho que tem dedicado à instituição. Mas, também “nossa”, porque é uma Sociedade do Porto, da cidade, das suas gentes, das gentes que amam e respeitam os animais.

Vamos, então, à conversa com a simpática Ermelinda Martins, que tem muita coisa para dizer, e alguns “puxões de orelha” a dar…

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Como se encontra a Sociedade Protetora dos Animais do Porto… a SPAP?

“Como todas as instituições. Tem as suas dificuldades, mas tem sobrevivido! Não tem subsídios, ao contrário do que muita gente pensa; e, também ao contrário do que alguns pensam, não faz recolha de animais. Não temos capacidade para isso.

Só os recebem…

“Só os recebemos. Temos ajudado os canis municipais de Gaia e do Porto, mas só os animais que estão doentes. A Lei agora não deixa abater os animais saudáveis, mas deixa os doentes. Por acaso, nestes dois canis, os veterinários são mais sensíveis e pedem-nos para recolhermos animais que não podem ir para adoção. Não os querem abater! De resto ficamos, com todos os animais que nos pedem, porque nunca dizemos “não” aos canis Se o disséssemos sabíamos que o destino deles era a morte.”

Os animais que cá se encontram eram errantes; foram pessoas que os vieram cá entregar…

“,,, temos de tudo! Há uma coisa que muito me choca: quando os idosos têm um animal, os filhos decidem coloca-los num lar, obrigando a que o seu animal de companhia tenha de vir para aqui. Esta é das situações que mais me toca… chocando. Nunca dizemos que não nesses casos. Depois, há ainda gente que emigra e que não pode levar os animais. Nós ficamos com eles. Nós vamos dizendo que sim, de acordo com o número de animais que vão saindo e, portanto, com o espaço que temos disponível.”

“DESDE QUE CÁ ESTOU, ESTÁ FORA DE QUESTÃO ANDAR A PEDIR DINHEIRO PARA A ALIMENTAÇÃO DOS ANIMAIS”

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E como é que suportam as despesas. Quantos associados têm?

“Temos mil e quinhentos associados, a pagar uma quota anual de vinte e cinco euros.”

Como é que, por exemplo, conseguem pagar aos funcionários, aos veterinários… a alimentação dos animais?

“Funcionários são vinte e um no total. Relativamente à alimentação… é pouca a despesa, até porque temos muitas ajudas. Vamos aos hipermercados e recolhemos alguma comida que nos dão. Nesses locais, pedimos, normalmente, ração e detergentes. Desde que cá estou está fora de questão andar a pedir dinheiro para alimentação dos animais. Quanto aos funcionários, o que os sustenta é a nossa clínica. Temos uma clínica com uns preços acessíveis. É uma clínica que funciona… normalmente. Por lá trabalham nove pessoas, entre médicos veterinários, auxiliares, tosquiadora, rececionista e empregada de limpeza. Para os nossos animais só temos uma veterinária e já há algum tempo…”

Então, é com os lucros da Clínica que conseguem manter vivo este espaço de apoio aos animais?

“Sim.”

“O PODER POLÍTICO ANDA A BRINCAR CONNOSCO”

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Mas, estas instalações não são nada condizentes com a projeção e a história desta sociedade.

“É verdade! Estas instalações são muito más. São instalações provisórias desde que para cá vim. O poder político anda a brincar connosco. Nós temos um terreno de oito hectares e onde está a ser muito difícil construir.

Um terreno em Gondomar.

“Exatamente. Nós compramos o terreno porque tínhamos tudo aprovado para lá construir. Mas, depois não nos deram a licença, baseando-se num parecer que, ainda por cima, não é vinculativo. Continuamos a litigar em Tribunal. Vamos a ver se ficamos com aquilo que é nosso.”

O terreno é onde, mais concretamente?

“Em Baguim do Monte, na Quinta da Missilva.”

Há, por lá, moradias?

“Há, mas o nosso projeto destina-se a construir em menos de metade do terreno, ou seja, na parte onde não há moradias. Portanto, a parte que fica por construir, é a zona de insonorização, porque no local existem muitas árvores. “

“A «SOCIEDADE» AINDA TEM FORÇA”

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Voltaremos já a esse assunto. Entretanto, gostaria de saber quais as razões que a levaram ter entrado para a Sociedade Protetora dos Animais do Porto?

“Sempre gostei muito de animais. Não foram os meus pais que me ensinaram a isso, mas sempre gostei de animais! Sempre ajudei a Protetora. Só que – se calhar é um defeito – como sou contabilista, uma vez, quem cá estava, teve que fazer uma Assembleia Geral – coisa que já não fazia há muitos anos-, e vi que a instituição estava na falência. Contestei! Assim sendo, fui para tribunal, onde andei dois anos, por minha conta, e consegui tirá-los daqui. Se assim não fosse – modéstia à parte-, a Sociedade Protetora já não existia.”

A Sociedade está viva e com força. É isso?

“Sim. Penso que tem força. Eu se calhar é que já não tenho tanta, mas a que tenho vou dando aos outros.”

Quais são as relações que a SPAP tem, por exemplo, com a Câmara Municipal do Porto?

“São muito boas. São pessoas extremamente acessíveis; não nos colocam qualquer tipo de problemas. Fossem assim as de Gondomar.”

“EM PORTUGAL, O ANIMAL AINDA NÃO É RESPEITADO COMO DEVE SER”

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Independentemente das imagens que nos entram pela casa dentro, de grandes afetos para com os animais, a verdade é que os mesmos continuam a ser maltratados, abandonados, mortos e até torturados…

“… tudo isso é verdade! Penso, que já foi dado um importante passo ao considerarem crime os maus-tratos a animais. Já se vai fazendo alguma coisa. Só que, em Portugal, animal ainda é ser animal. O animal ainda não é respeitado como deve ser. Continuo a pensar que quem gosta de animais, gosta, efetivamente, de pessoas. Ora, quem gostar de animais não maltrata as pessoas e, a verdade, é que as pessoas continuam a ser maltratadas.”

Tem presenciado alguns casos de maltratos a animais?

“Estou-me a lembrar de uma senhora, que é de Penafiel e trata de muitos animais. Aqui há tempos, viu duas cadelinhas pequenas amarradas a um poste com um fio muito grosso. Uma estava amarrada ao referido poste e também à outra bichinha. A que estava agarrada à outra, o fio já lhe tinha arrancado metade do pescoço. Essa senhora pensou que o melhor seria abater, dado o estado em que se encontrava o animal, trouxe-a para aqui e aqui, não a abatemos, e ela sobreviveu.”

“ISSO DO ABANDONO DE ANIMAIS NAS FÉRIAS JÁ FOI PIOR”

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Tem crescido, ou diminuído, o número de animais abandonados ou maltratados que chegam à Protetora? Ou a coisa está na mesma?

“É praticamente o mesmo. O que lhe posso dizer, entretanto, é que confio na juventude, pois penso que ela está mais sensibilizada para esta problemática. Até mesmo as escolas, que têm desenvolvido um importante papel no alerta dessas questões. Eles vão respeitar os animais, e, por certo, que o número de abandonos e maus-tratos vai diminuir futuramente.

Mas, mesmo assim, por esta altura do ano, e devido às férias, aumenta o número de abandono de animais de companhia…

…”isso das férias já foi pior. A propósito, gostava de alertar as pessoas que agora são obrigatórios os chips. Quando colocam o chip no animal, devem ter a certeza que os dados são remetidos para os respetivos sítios, ou seja, para o SIRA e para CICAF. Quando puserem o chip peçam sempre o documento de registo.

Isso quer dizer que se o animal se perder e depois for resgatado, a entidade que o resgata tem toda a informação sobre o animal?

“Sim. Nós temos todas as informações para podermos chamar o dono. O problema é que os donos estão convencidos que tendo o chip, para o animal é uma coisa muito boa no caso de fugir ou de se perder, mas sem o tal registo, de nada valem os nossos esforços.”

“TRATA-SE MELHOR O ANIMAL NA GRANDE CIDADE! NO INTERIOR SÓ SERVE PARA COMER RESTOS”

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O facto da SPAP se encontrar sediada numa grande cidade, leva a que tenha pela frente questões diferentes das que se colocam em outras áreas mais periféricas, ainda que no distrito do Porto? Há grandes diferenças comportamentais para com os animais?

“Há. Trata-se melhor o animal na grande cidade, porque no interior – ou melhor: nas zonais mais rurais -, por exemplo as pessoas que têm galinhas, cabras e ou vacas, acham que têm animais somente para comer restos e para fazer barulho se entrar alguém nas suas terras. A lei ainda permite, por exemplo, que o cão esteja acorrentado, que é algo que contesto. Mas, pronto! Já na cidade, por exemplo, nem sítio têm para os acorrentar. Podem é deixá-los fechados numa varanda – principalmente os cães-, mas aí a vizinhança alerta a polícia e os animais são resgatados.”

“OS PORTUGUESES GOSTAM MUITO DE TER ANIMAIS DE RAÇA QUE ESTÃO NA MODA (…) COMPRAM UM BULDOGUE FRANCÊS COMO COMPRAM UMA CARTEIRA”

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Acha que os canis e gatis cumprem com as condições exigíveis para acolher e tratar de animais?

“Não conhecemos muitos canis, porque me custa imenso lá ir. Mesmo assim, penso que o de Gaia está bom, e o do Porto vai ter um novo… de raiz.”

Quando falamos em animais de companhia, normalmente referimo-nos a cães e gatos, mas agora há outros, e cada vez mais, que fazem parte da família de muita gente…

…sim. Coelhos, porcos da índia,

E os turistas – que agora invadem a cidade – também não trazem os seus animais, alguns por certo, exóticos?

“Os turistas trazem os seus animais, mas não os da raça que está na moda. Ao contrário dos portugueses, que muito gostam de comprar animais que se encontram na moda, como é agora o buldogue francês, eles trazem animais que não obrigam a grandes custos financeiros quanto ao apoio que tem de lhes ser dado.

A moda agora é a do buldogue francês. É idêntica há que aconteceu, há uns anos, com os caniches. Não me admira nada que, num futuro próximo, sejam esses buldogues a serem abandonados pelos donos, como foram os caniches.

A verdade, é que as pessoas compram um buldogue francês como compram uma carteira, e não vão buscar o animal pelo simples prazer de gostarem dele. Sou contra o negócio das raças, e ainda por cima porque não é controlado. Mete-se animais na internet a torto e a direito…

… essa questão da venda de animais pela internet é, sem dúvida, pertinente.

“Nós podemos por animais no Facebook, mas é a pensar em dar o animal. O importante é que as pessoas venham cá ver o animal! O animal tem de simpatizar com a pessoa. Aqui podem vir ver um determinado animal e levar um outro. Isso tem-nos acontecido muitas vezes. Não é à frente de um écran que se adotam animais. Tem de haver sentimentos!

LUTAS DE CÃES: “É COMPLICADO FALAR SOBRE ESSE ASSUNTO…”

Armazém
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Tem chegado à Protetora algum animal maltratado na sequência de espetáculos de luta, por exemplo, entre cães potencialmente perigosos?

“Não. Esses nunca chegam cá! No crime organizado, eles tratam de tudo. Sabe que é complicado falar sobre esse assunto. Não quero acrescentar mais nada de especial, porque não quero atacar a classe. Há de tudo, como em todo lado. Por exemplo, não concordo com o fanatismo pelos animais. Há gente que trata melhor um animal do que uma pessoa. O ser humano é o ser humano!

É difícil saber ter-se um animal de companhia?

“Não. Hoje é mais fácil do que há uns anos.

Mas é preciso saber cuidar deles e ter meios para os tratar?

“Sim, mas o sacrifício não é assim tão grande. É mais o tratamento, mas, aí, continuo a contestar – já o fiz na televisão – a falta de apoio do Estado ao nível do IRS. Estou a falar em questões relacionadas com a saúde dos animais. Assim, as pessoas eram obrigadas a pedir fatura e o Estado ia buscar o IVA. O Estado ficava a ganhar com esse incentivo fiscal.”

“HÁ VETERINÁRIOS MUNICIPAIS QUE VÃO CONTORNAR A LEI (QUE IMPEDE O ABATIMENTO DE ANIMAIS) ”

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E essa verba poderia ajudar, em muito, as obras que alguns canis terão de efetuar, isto numa altura em que foi já aprovada a lei que impede o abatimento de animais…

“… sim, mas há veterinários municipais que contornam isso. Há veterinários que vão contornar a Lei. Se os canis não têm condições para aguentarem todos os animais, também tem de haver muita sensibilidade do veterinário municipal para ajudar a resolver o problema. De alguns, sei que não tem havido. A SPAP anda a ficar ainda com animais de outro sítio, porque as pessoas não os querem lá levar, uma vez que sabem que os animais que para lá vão são depois abatidos. Até a própria Polícia trouxe-nos, há uns dias, duas cadelas, porque sabia que se elas fossem para esse canil municipal seriam abatidas.“

“A PROTETORA NÃO É UM ARMAZÉM!”

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Que futuro espera estar reservado para a Sociedade Protetora dos Animais do Porto?

“Estamos à espera do terreno. Quanto ao resto, temos aguentado o barco. Estamos de cabeça erguida pelo trabalho que fazemos. Podia ser melhor, é certo, mas são as condições que temos. Quem quiser contestar, tem de vir às Assembleias. Os sócios é que decidem! Gostava que viessem mais, para se inteirarem dos nossos problemas. Temos também cerca de duas dezenas de voluntários que nos ajudam nas campanhas de angariação de alimentos; fazem a manutenção da nossa página no facebook; e vão passear os animais, etc. A construção das novas instalações é o que me faz não abandonar.”

Os tais oito hectares de terreno, em Baguim, na Quinta da Missilva.

“Estamos atentos à situação. Acho que a garantia de “insonorização”, pelos vistos não chega para os senhores da autarquia e para alguns moradores. Parece que, agora, mudaram o Plano Diretor Municipal – o que vamos contestar porque sabemos onde querem chegar. Nós, por gostarmos de animais, não temos que ser burros… nem temos que ser corruptos!”

Neste espaço, no antigo Matadouro Municipal do Porto, e nestas condições, tem vindo a aumentar o número de animais?

“Ao contrário do que muita gente pensa, a SPAP, mesmo com estas condições, não é um armazém. Isto tem uma lotação. Sou a favor da eutanásia, mas só em último recurso, ou seja, quando o animal está em grande sofrimento, mas aqui, raramente, fazemos isso. Há animais que já estão habituados ao canil.”

E cada vez mais importante instituições como a SPAP…

“…sempre! São sempre importantes instituições de solidariedade seja para pessoas ou para animais. São sempre bem-vindas. Nós, por cá, é para continuarmos com força.”

01mai17

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7 Comments

  1. Isabel Reis

    Ando há meses a pedir ajuda e nem o faz, muitas associações nem respondem, então diga-me serve de algo ligar ou mandar mensagens para vocês? Bonitas palavras na entrevista mas e depois? É a mesma coisa que dizerem desenrrasquense

  2. Manuel

    Tenho um vizinho que tem 9 cães e dois gatos, fechados em casa e no quintal.
    Os cães estão grande parte do dia a ladrar, por vezes violentamente, atiram-se a todas as pessoas que se aproximem do quintal da casa e tentam atacar. Não têm chip, nem vacinas, nem saiem nunca à rua com os donos. Quando o dia nasce, ladram incessantemente à porta da casa para receberem a ração, pela qual lutam, pois deve ser pouca.
    Tornam a vida dos vizinhos um inferno de barulho, todo o dia e toda a noite.
    Isto será ser amigo dos animais ?????? Animais que ladram todo o dia e noite estão bem ?????
    A G.N.R. de Arcozelo já lá foi mas disse que não era nada com eles. Desconheçem o D.L. 9/2007.
    Será que a S. P. de Animais não pode intervir nestas situações????
    A morada é Rua do Rochio 626, São Félix da Marinha. V. N. de Gaia.
    Obrigado.

  3. Maria Ribeiro

    Foi recentemente adoptar um animal e nem queria acreditar no que via. A minha pergunta é : como é possível os animais continuarem numa situação miserável, provisoriamente, há cerca de 15 anos? Situação clara de violação de direitos dos animais e de crueldade para com os mesmos. A maior e mais antiga associação de proteção ” dos animais do Norte de Portugal ???? Uma absoluta vergonha que é necessário tornar não publica, pois aparentemente toda a gente sabe e ninguém faz nada eficamente para alterar a situação, mas fora fronteiras para que toda a gente saiba de uma das faces ocultas do turismo na cidade do vinho do porto.

  4. Anónimo

    As condicoes nesse sítio são miseráveis… Os turistas deviam visitar a spa e o canil do porto para verem como os animais são tratados em Portugal

  5. Ana

    A realidade não é tão clara como a senhora que fazer passar. Ainda há dias liguei para a protetora do Porto, desesperada com uma cadela abandonada e a resposta foi “Nao, não estamos a receber animais. Ponha no facebook, procure associações, ponha no encontra-me” e desligaram. Não se interessaram em saber pormenores nenhuns. E a PSP a mesma coisa, disseram que tinha de ser com o canil,nem avaliaram a situação ou colocaram questões. É bonito dizer que se apoia os animais e se deve denunciar, mas quando alguém encontra um na rua não tem outro remédio senão leva-lo para casa ou deixa-lo onde está, porque a protetora nem se envolve e a PSP pouco se importa. Pelo menos este foi o meu caso.

  6. Fátima Machado

    Como voluntária sinto orgulho do vosso trabalho!!!E espero estar na inauguração das novas instalações!!! Talvez levar o assunto a SIC,na Linha Aberta!

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