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Um Abraço… um forte abraço!

Da tragédia causada por mais um ato hediondo de terrorismo gratuito em Ramblas, na Catalunha, escreve, nesta edição, como poucos, o José Luís Montero. Dos incêndios que devastaram milhares de hectares de floresta do nosso País, num outro tipo de ação terrorista, abordam, de forma pertinente, nas suas colunas, o António Pedro Dores e o José Lopes. Resta ao diretor desta publicação endereçar um abraço solidário aos familiares e amigos das vítimas de todas estas tragédias.

É um abraço… um abraço forte e chega; chega porque a canalhada que mata, que incendeia, o que quer é publicidade. Quer andar nas bocas do mundo e deve divertir-se com as ações públicas de solidariedade que se vão tornando rotineiras. Diverte-se com o esforço dos bombeiros em combater as chamas e ri-se com o desespero dos outros.

Pior do que isso, devem achar imensa graça às falhas de segurança do SIRESP, da INTERPOL, dos Serviços de Fronteiras, dos Serviços Secretos, de todos esses “grandes” instrumentos de insegura defesa da segurança.

Esta sanguinária “palhaçada” é circo para essa inqualificável canalhada que vai matando-brincando em nome não se sabe bem ainda do quê, nem de quem. Não há estudos – que conheça – que tracem o caráter dessa gentalha, sabendo-se agora, que são mais os jovens, e, de preferência, irmãos de sangue, os que estão prontos para morrer matando, e pouco mais. Os cientistas, os antropólogos, psicólogos e outra nobre gente que pela sua inteligência descobre, periodicamente, coisas maravilhosas em prol do futuro e do bem-estar da humanidade, ainda não foi notificada pelos governos para estudarem a sério, e a começar pelas pessoas, este grave problema que parece não ter fim.

Enquanto isso, eles engendram, sem qualquer tipo de contratempos – e sabe-se lá onde -, mais atentados. E riem-se, principalmente os líderes desses grupelhos, com as tais ações de solidariedade, e com a constante preocupação dos responsáveis pelos países que sofrem os atentados, em explicar ao mundo que as pessoas não têm medo. Ninguém tem medo deles; que, mesmo depois de um atentado, o dia-a-dia é igual ao dia-a-dia que se vive numa cidade pacífica, sem problemas. O tanas!

E eles riem-se.

Riem-se também os incendiários que são apanhados pelas autoridades e que, horas depois, estão em liberdade, prontinhos para cometerem, mais cedo ou mais tarde, os mesmos crimes. Atenção que estes também são terroristas e devem ser tratados como tal. Mas, não! Este país é de brandos costumes, tão brandos que até mete pena, às vezes, ver um criminoso ser culpado e preso pelos seus crimes.

E, por hoje, nada mais se escreve sobre essa canalhada. Fica um singelo alerta, só um singelo alerta, a quem coordena as seguranças contra o terror, e um forte abraço a quem perdeu muito de si com a morte e os monstros engendrados por outros que não são, de todo, extraterrestres.

01set17

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