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Poetizo-me

Carla Ribeiro

Poetizo-me…

Hoje apeteceu-me simplesmente trazer-vos umas palavras diferentes.

Este mês vão poder ler alguns trabalhos com os quais participei em algumas Antologias / Coletâneas, ao longo do ano de 2017.

Seria de todo impossível mostrar-vos hoje todos, pois foram cerca de 10 participações minhas, em vários grupos de poesia, nos quais colaborei.

Considero que é uma forma mais alargada de fazer chegar a minha voz a outros nichos de leitura que pela distância, se torna impossível uma proximidade física.

Coletânea Amantes da Poesia II Volume

Perfumes
Sinto o rude aroma de óleo queimado,

Sinto o perfume das massas,

Até o viscoso aroma dos desperdícios.

Somos massa, somos vida,

Somos até, luz que nos guia no caminho.

No teu corpo está impregnado,

Este aroma do teu trabalho.

Despes as vestes, mas não despes o aroma.

Como se na rua morasses,

E mesmo de banho tomado,

Sinto em ti o aroma da solidão da rua…

Mudamos as vestes,

Mas fica em nós impregnado,

O sentir destas vestes de solidão,

Que já não estão na roupa,

Mas que revestem a pele do teu corpo,

E se cravaram no teu sentir.

Carla Ribeiro

2016.12.15

A Arte pela escrita Dez, Coletânea de prosa e Poesia, do Grupo Escritartes e Mosaico de Palavras Editora

Penetras-me…

Penetras-me, com esse teu olhar fugaz,

Que no meu rosto, provoca camoesas.

Penetras-me, sempre que atiras o meu corpo,

E na brisa suave me despes com os teus beijos,

E no meu corpo, provocas arrepios de prazer.

Penetras-me, quando ao meu ouvido,

Murmuras palavras de amor,

E me fazes soltar gemidos de prazer.

Penetras-me, sempre que ultrapassas os limites,

E deixas no meu corpo, o teu perfume…

Penetras-me, quando os meus lábios acaricias,

E no meu corpo despertas o desejo ardente,

De te fazer meu…

Beijas-me…

Beijo-te…

E neste penetrar constante,

De línguas húmidas e sedentas,

Penetras-me, no mais íntimo do meu ser Mulher.

Entre a brisa suave que separa os nossos corpos,

Percorres os caminhos do meu corpo,

Entre a volúpia e o deleite,

Entre o sonho e o real,

Entre o prazer e a luxuria,

Penetras-me…

Penetras-me até, quando nos teus lábios,

Soltas palavras de anseio, que de libido me penetram…

Penetras-me…

Carla Ribeiro

2016.09.26

Participação da I Antologia de Pérolas da Costa de Prata – “Pérolas de Poesia”

Nódoa

Foste na minha vida uma nódoa,

Como quem tatuou em mim um borrão.

Foste a nódoa,

Que no meu peito cravaste,

E com dor me rasgaste…

Nódoa…

És uma lembrança,

Que com espinhos, se aprisiona em mim,

E de dor me dilacera…

Nódoa…

És passado, e escondes-te em mim,

No ontem, e no hoje,

E não sei se do peito,

Te vou conseguir arrancar no amanhã…

És a Nódoa…

Que o sentir pregou em mim,

Que a vida sujou no meu corpo,

E que o tempo não apaga jamais…

Nódoa…

Que de negro vestes as minhas roupas,

No nojo e na vergonha do meu sentir…

Nódoa…

Carla Ribeiro

2017.06.13

E, é desta forma, que hoje me desnudei um pouco mais para todos vocês.

Vou aproveitar para vos convidar a visitarem a minha nova exposição, “Respira-me”, desta feita uma coletiva com Bruno Ribeiro, que vai ser inaugurada no próximo dia 2 de Março e vai estar até dia 28 de Abril na Galeria 302, do Grupo Desportivo do Banco Santander, na Rua 5 de Outubro, 302, no Porto, próximo da estação de metro da Casa da Música.

CARLA RIBEIRO_POETIZO-ME_1_

Despeço-me em tom de poesia…

Doce e amargo…

Sou o doce e o amargo da saudade

Neste turbilhão de sentir.

Sou o doce,

Que alimenta o nosso sentir,

Sou o amargo,

Que a distância nos impõem.

E neste âmago de sentir,

Não me peças para não ter saudades,

Nem tão pouco para não sentir,

Pois nesta doce e amarga saudade…

Eu Amo-te.

Carla Ribeiro

2016.12.12

Obrigada

Até breve com novos “sentir”, novos “amar”…

01mar18

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