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E aquele ano, foi-se

José Luís Montero

Brexit. Coletes amarelos. Touradas fora do contexto civilizacional. Broncas e arruaças do submundo no futebol. Marcelo Rebelo de Sousa, fábrica de selfies e desconhece as questões laborais da sua namorada. Cristiano Ronaldo muda de clube. Costa continua no mesmo clube e a geringonça não usa vídeo árbitro. Para mim, o ano salvou-se porque sempre me resta Paço de Arcos para passear. Mas, acabei o ano esgotado; muito esgotado e sem sorrisos. No entanto, cheguei a uma conclusão: Portugal precisa de um António Banderas para fazer filmes do Zorro e lançar algum perfume.

Portugal não precisa de revoltas do género dos coletes amarelos, Portugal revolta-se com um belo fadinho que cante Ó Gente da Minha Terra. Que pode aportar uma revolta de coletes amarelos em Portugal? Nada. Somente mais negócio para as lojas chinesas. E os chineses não se manifestam; nem os portugueses, mas, estes têm um motivo: as manifestações coincidem sempre com os jogos do Benfica. E as pessoas têm critérios; sabem escolher e bem. Eu ultimamente não vejo o Benfica, mas, é por razões destintas. Sou um benfiquista dissidente e no exílio. Não gosto do Luís Felipe Vieira. Aliás, não gosto de nenhum presidente do Benfica desde o tal Fernando Martins. Só gosto do quem ninguém gosta: gosto do treinador, do André Almeida, do Alfa Semedo, Bruno Varela e do treinador-assistente chamado Pietra. E peço por caridade que devolvam o Jonas ao Brasil ou ao Valência.

2018 - adeus

O Benfica jamais será uma toupeira. O Benfica se um dia deixar de ser águia, será uma bela zebra que atravessa todas as selvas com elegância, cor e charme. Por isso, o Presidente dos selfies não é do Benfica. Não sairia na foto. Teríamos fotos cheias de paisagem ou paisagem e pessoas normais que quando sorriem, não o fazem de forma postiça. Estou convencido se entendermos estas questões, Portugal será outro e a geringonça assumirá a Catarina Martins como líder natural do centro-esquerda.

O sol nasce todos os dias e a dona May parece imitar o sol. Não renasceu, mas, é como se tal tivesse acontecido: tem prorroga de um ano…. Disseram-lhe: querida, entretém-te e cansa esses europeus meios selvagens, meios doutro continente… E Europa, mais uma vez, com respostas tíbias e dúbias. Pobre Europa; pobre continente que pariu cultura sobre cultura e alumiou o mundo para além da piratagem que se exerceu sobre outras partes do mundo. No entanto, que eu saiba, nenhum pirata está num vitral de uma catedral como está o corsário Ferdinand Brake em Bristol ao lado, comodamente acompanhado, pelo Almirante Nelson. Qual dos dois era realmente o pirata com olho de vidro e cara de mau? Não se sabe…

Que fica do ano que se foi? Nada. Talvez algum amor; uma prenda inesperada; um sorriso angelical ou um jantar entre amigos. Bom, também fica esta publicação que me vai permitindo o velho vício de escrever e sonhar com o Porto de Camilo Castelo Branco e com o Porto da efervescência república. E com esse Porto cheio de igrejas para admirar e azulejos de espantar como quem se espanta quando vê uma obra de Dalí ou de Rubens.

Foto: pesquisa Google

01jan19

 

 

 

 

 

 

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2 Comments

  1. José Gonçalves

    José Luís Montero morreu, hoje (06jan18) PAZ À SUA ALMA. E os votos de sentidos pêsames á família e amigos enlutados, de toda a equipa que faz este jornal.

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