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O misterioso caso do Pedro Chagas Freitas

Miguel Correia

As redes sociais fazem parte do nosso quotidiano. Apesar de haver bastante escolha, a preferência dos Tugas recai sobre o Facebook. Um rapaz imberbe – da Terra do ruivo falso mais odiado do planeta – conseguiu inventar um software que, ainda hoje, nos prende a uma qualquer bugiganga que consome dados e destrói a nossa coluna vertebral. Encontrar amizades antigas – propósito inicial desta rede do Diabo – deixou de ter piada. Afinal, tirando um “olá, como estás?!”, o que raio vamos perguntar a uma pessoa que não vemos há mais de vinte anos?! E foi aqui (como diria o José Hermano Saraiva) que surgiu uma atualização facebookiana que alterou as premissas iniciais: a divulgação profissional! As figuras públicas passaram a ser identificadas como tal. E sem limite de amizades, conforme acontece com o formato perfil (comum aos restantes utilizadores desconhecidos). E assim teve início a corrida aos “gostos”!

As preferências culturais, em Terras Tugas, passaram a ser consideradas não pelo talento, mas pelo número de seguidores da página. Numa nota pessoal confesso que prefiro o sistema do “gosto” ou “não gosto”. Nunca consegui assimilar o facto de ter de solicitar amizade a alguém que não conheço. Sempre aprendi que a amizade não se pede. Conquista-se! Voltando ao tema importa referir que algumas figuras públicas se mostraram renitentes em aderir a este programa. No sentido oposto, nomes como Cristiano Ronaldo e Nuno Markl superaram o meio milhão de seguidores! Números absolutamente fantásticos para celebridades Tugas! Mas a grande proeza nacional registou-se na página do escritor vimaranense Pedro Chagas Freitas. Teve mais de um milhão de seguidores! E, caros leitores, reparem que falo no passado. Porque sendo esta uma rede social – que tem pessoas por detrás de um teclado – é natural que sentimentos como a inveja saltem para dentro do ecrã…

gostos likes

Uma denúncia de página teve como resultado prático – por aquela gente que gere as reclamações – o encerramento definitivo da página do autor. Tudo o que estava publicado, pura e simplesmente, desapareceu. Várias fãs e leitoras assíduas deixaram de ler, diariamente, as frases românticas e amorosas que os calhaus, que têm como namorados ou cônjuges, não fazem ideia de como as dizer! Já não há românticos… Persistente e decidido, o Pedro Chagas Freitas, voltou ao Facebook para gáudio das suas leitoras ávidas de carinho e romance. Criou nova página a partir do zero. A palavra espalhou-se e seria de esperar que, em pouco tempo, as suas fiéis seguidoras voltassem a agitar o número de gostos para perto dos valores anteriormente conquistados. Curiosamente, a sua página atual tem perto de noventa mil seguidores. É minha regra fundamental destacar a peculiaridade da situação em vez de criticar pessoas. Não ponho em causa o talento e mérito do escritor! Unicamente destacar o estranho e misterioso desaparecimento de mais de novecentos mil seguidores. Será digno de investigação criminal?! Por vezes penso como seria, se no Facebook, existisse a opção de gastar dinheiro e comprar seguidores…

Foto: pesquisa Google

01jan19

 

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