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“Demais” e “de mais”. “Senão” e “se não”

Joaquim Castro

Vejam estes exemplos, que transcrevo: Tem 1,94 metros, pesa 1,4 toneladas e dá pelo nome de “Knickers”. Este animal é o maior boi da Austrália, segundo o dono, e conseguiu escapar do matadouro por ser grande “demais”. “De mais” seria o correcto.

O “E” EM VEZ DO “I”

A RTP e a RDP, estações nacionais, têm programas que servem para aperfeiçoar a Língua Portuguesa. São programas muito úteis, para esse fim. Neles, se discute como se escrevem, como se pronunciam, certas palavras.

Contudo, as perguntas feitas pelos repórteres de rua, nem sempre são pronunciadas com o rigor que se requer. Como por exemplo: “Protecção cevil” (civil), “fémias” (fêmeas), “destrito” (distrito) de Coimbra (no Jogo da Língua, da Antena 1)

A FALTA DE PONTUAÇÃO

Retirei esta frase de uma rede social: “tenho um clio 4 algum amigo sabe como atouliza o GPS estou farto de tentar e ainda não consegui obrigado”.

Como já referimos anteriormente, a falta de pontuação numa frase torna a missão do leitor num quebra-cabeças, que muitas vezes, pode dar o sentido contrário a uma frase.

Um exemplo: “Salazar já morreu não faz falta”. Neste caso, o político morreu. Se escrevermos: “Salazar já morreu? Não, faz falta”, aqui, o sentido é contrário ao da frase anterior. Não morreu.

Não é o caso da primeira frase, mas se for escrita, assim: “Tenho um Clio 4. Algum amigo sabe actualizar o GPS? Estou farto de tentar e ainda não consegui. Obrigado”.

Reparem na clareza da versão corrigida, relativamente à frase original.

O ERRO “ACELARAR”

Já se falou, aqui, na forma de escrita, “acelerar” (certa) e de “acelarar” (errada). Mas, nos últimos tempos, a forma errada “acelarar” voltou, e continua, a invadir, principalmente, as televisões. Os infractores têm no seu grupo, os nossos políticos e os nossos repórteres desportivos.

MELHOR E MAIS BEM

Um erro que persiste, tanto falado, como escrito, é o que diz respeito ao grau comparativo. É um erro, que se ouve também, muitas vezes, na Assembleia da República. Trata-se de “melhor que” e “mais bem que”.

Ora, quando se diz, “este orçamento está melhor equilibrado que o anterior”, devemos dizer, “este orçamento está mais bem equilibrado que o anterior”.

VERBOS E PLURAIS

Para finalizar, refiro os erros que são os plurais em alguns verbos.

Ouvi isto, na Antena 1: “Pessoas que acabam por “adoecerem” e “morrerem”. Neste e em casos idênticos, a forma do verbo acabar, “acabam”, não permite o plural nos verbos seguintes. Mas estes erros são muito ouvidos, nas rádios e nas televisões.

Nota: Por vezes, o autor também erra!

 

OBS: Por vontade do autor e, de acordo com o ponto 5 do Estatuto Editorial do “Etc eTal jornal”, o texto inserto nesta rubrica foi escrito de acordo com a antiga ortografia portuguesa.

01fev19

 

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