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A classe “out”

José Gonçalves

O “Etc e Tal jornal”, neste Dia do Trabalhador, saúda todos os que fazem parte da sua equipa, que, mesmo em regime de voluntariado, não deixam de, com trabalho e dedicação, colaborar com um projeto em crescimento.

E isto no mundo do jornalismo, onde há constantes e silenciadas injustiças, pouco ou nada alertadas pelo Sindicato (?!) da classe, ou pelos (quase inexistentes) Conselhos de Redação.

Há poucos dias, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) mostrou-se indignado com o anúncio de despedimentos no Global Media Group, feito por um acionista chinês. Não sei se leram a notícia? Por acaso li, porque dei uma vista de olhos ao site do Sindicato, de resto, mais nada transpirou a propósito.

E como este caso, há mais!

Todos nós queremos, como o SJ, uma Imprensa Livre e uma Europa Democrática, agora falta saber é como se concretizam esses objetivos, quando não há ações que justifiquem a luta por tais propósitos.

Ao certo, ainda não sei como, em muitos dos “grandes” órgãos de comunicação social portugueses, se encontra o “estatuto” do colaborador a “recibo verde”? Se este ainda é “pau para toda a colher”, se continua a ser o “tarefeiro” de sempre, e a receber “migalhas” pela prestação dos seus serviços (em agenda), os tais que ninguém quer fazer?!

Pelos vistos, e tendo em conta a ausência de informação sobre o assunto, penso que,  nas redações, tudo estará a correr da melhor maneira.

Também não sei como é que a esquecida imprensa regional está a funcionar? Será que os jornais locais ou regionais continuam – na sua maioria – dominados por caciques, gente ligada a grandes empresas e a executivos camarários, como a partidos políticos, sendo aqui a liberdade de imprensa quase inexistente? A ameaça sobre jornalistas que não cumpram os requisitos redatoriais diretamente condicionados por questões político-partidários, e que são psicologicamente perseguidos e convidados, simpaticamente, à demissão, ou coisa do género, continua a ser uma realidade, como o era há poucos anos?! Realidade essa que o SJ pouco ou raras vezes denunciou.

Não querendo ser mais papista que o Papa, até porque há doutos senhores que se assumem como perenes defensor dos interesses dos jornalistas – não sei onde é que eles andam –, e que, com tal “estatuto”, podem abordar esta questão melhor que eu, a verdade é que, pergunto-lhe a si, se tem lido ou ouvido algo sobre estes assuntos; assuntos que são autênticos atentados à liberdade de expressão e ao trabalho digno dos… jornalistas?

No 1.º de Maio falar-se-á de tudo e mais alguma coisa. Haverá centrais sindicais prontas a levantar bandeiras para todas as questões mais relevantes quanto à denominada “luta” pelos direitos dos trabalhadores. Pergunto: os jornalistas estão metidos nesse “saco”?

Não, não estão!

Mas, como ninguém se queixa é porque está tudo bem.

E, se assim é, vai daqui um viva ao 1.º de Maio e aos jornalistas portugueses, que nunca estiveram tão bem na vida como hoje. Mas, por certo, só no 1.º de Maio, porque nos restantes dias do ano, não sei se será bem assim…

Foto: pesquisa Google

01mai19

 

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