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Museu de Ovar expõe “Arte na Apicultura” e “Gravura, Pintura e Xilografia”

O significativo e representativo acervo do Museu de Ovar nas mais diversas áreas de arte que acolhe na sua grande “arca”, continua a ser um extraordinário recurso de património cultural e artístico, procurado por várias instituições para realização de exposições pelo país, mas é igualmente um “fundo” de obras de arte a que as sucessivas direções do Museu de Ovar recorrem, como refletem as duas exposições inauguradas no dia 6 de abril “Arte na Apicultura” e “Gravura, Pintura, Xilografia”, para divulgarem as muitas coleções e obras em que se encontram linhas de força do trabalho artístico de nomes de vulto da arte, não só portugueses, da pintura à gravura ou da cerâmica à escultura, entre outras áreas.

A atual direção eleita em janeiro a exemplo de outras temáticas do acervo já expostas em mandatos anteriores, reuniu obras de gravura, pintura e xilografia, para uma exposição dedicada à Mulher, á Maternidade ou à Família, com obras em que se destacam os italianos, Asquini ou Corsetti entre outros autores.

Na inauguração das exposições e na ausência do diretor Manuel Cleto por motivos de saúde, os membros da direção, António Dias, Carlos Granja e Emerenciano Rodrigues, que receberam os convidados, mereceram palavras de reconhecimento dos autarcas presentes, vereador da Câmara Municipal de Ovar, Ruben Jorge Ferreira e do presidente da União de Freguesias de Ovar, José Fragateiro, pelo trabalho desenvolvido na valorização do seu acervo e interesse que desperta, bem com as temáticas expostas em que se destaca a “Mulher”. Alusões a ambas as exposições que podem ser visitadas até 8 de junho.

No caso da exposição “Arte da Apicultura” em que o tema está umbilicalmente ligado à Sala própria existente no Museu de Ovar dedicada ao Ciclo da Apicultura. A mostra de várias peças de arte alusivas às abelhas e ao mel, são parte integrante da coleção doada a esta Instituição com 58 anos de fundação, em que se podem ver placas decorativas de Licínio Costa, “Abelhas e Flores” (1993), “Colheita do Mel – Primavera” (1998), “Apanha de um enxame” ou “Apanha do mel pelo homem primitivo” (1997).

Já na exposição “Gravura, Pintura, Xilografia”, é possível admirar obras que assim voltam a ganhar vida, preservadas e conservadas pelas técnicas da “casa”, Leonor Silva e Lurdes Soares, que proporcionam este contacto com trabalhos de artistas italianos, como, litografias e gravuras de Asquini, “A família” (1970), “Maternidade” (1967), “Mãe e Filha” (1974) entre várias outras obras suas dedicadas à “Família” datadas dos anos 70. Enquanto de Corsetti estão expostos trabalhos em xilografia, “Amor de Mãe” (1955) e “Natividade” (1960). Ou ainda a espanhola Maria Josefa Colon com a gravura “Triplico” (1971) e “Mãe” (1973) em linóleo, e o holandês Dolbenburgh com litografias, “Retrato da Minha Mãe” (1958) e “Mãos da Minha Mãe” (1964). Em menor número de obras estão ainda representados, Daniel Duínea, com linogravura “Maternité II” (1976) e Nogei com a litografia “Amor de Mãe”. Uma escolha de temas felizes para as exposições no Museu de Ovar durante este tempo de Primavera entre abril e maio, com fim anunciado para 8 de junho.

Texto e fotos: José Lopes  

01mai19

 

 

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