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Dinheiro meu ou teu? Finanças conjuntas…

Patrícia Moreira

Nas finanças partilhadas a qualidade do pensamento de ambas as pessoas é determinante no caminho da prosperidade. Se um dos companheiros baseia o seu pensamento na escassez ou revolta isso poderá afetar negativamente a conta conjunta. Os pensamentos de escassez trazem mais carência, enquanto os pensamentos de gratidão trazem mais abundância.

Os assuntos financeiros entre casais podem ser uma fonte de conflitos, por isso torna-se de extrema importância o estabelecimento de regras desde o início. Desta forma estarão ambos preparados para lidarem com os problemas financeiros que possam surgir, sem prejudicarem ferozmente a vida amorosa.

Será importante chegarem a acordo sobre o que é mais importante e imprescindível para o bem-estar familiar. Resta saberem lidar com as diferenças de cada um no que diz respeito ao resto. Mas também não existem pessoas iguais e de certo até essas diferenças estarão na base do vosso amor, não é?

Deixo algumas dicas para gerirem as finanças conjuntas:

Independência – Ter uma conta conjunta para fazer face às despesas em comum. No entanto pode continuar com a sua própria conta. Desta forma poderá ter algum dinheiro para aquelas despesas triviais, como uma ida ao cabeleireiro ou um lanche com os amigos.

Gestão conjunta – a gestão dos vossos gastos não deve estar na mão de uma terceira pessoa. Um dos companheiros poderá fazer essa gestão, no entanto a outro deverá saber de todos os passos dados e fazer parte das decisões. Não se exclua por comodidade ou não aceite não fazer parte dessas mesmas decisões, pois mais tarde sairá ressentido, o que será mau para a relação.

Honestidade – um diálogo aberto acerca do que sentem será sempre a melhor solução. Sem receio exponha o que para si é importante e estabeleçam em conjunto o que pretendem poupar e quanto gastar. Este compromisso será para cumprir.

Ponderação – Se pretenderem ter um filho ou um dos elementos da relação quiser fazer uma mudança de emprego arriscando-se a ficar desempregado durante algum tempo, ponderem as alturas em que o farão. Estas decisões são de extrema importância, pois, tanto numa situação como na outra é exigida uma gestão de quantias avultadas de dinheiro. Não se aconselham decisões individuais e pouco ponderadas.

Futuro precavido – a dependência financeira de um dos elementos da relação nunca é uma boa solução. Sabemos que quando vivemos uma vida em conjunto á partida não vamos pensar numa separação. A vida amorosa tem inícios, mas também tem alguns términos. O aconselhável será ter sempre algum dinheiro que seja só seu, para o que der e vier.

As finanças de um casal poderão ser um desafio e são alguns os casais que até mim chegam com dúvidas acerca desta questão, principalmente quando tiveram de gerir o seu próprio dinheiro, sozinhos durante algum tempo. O amor que une dois seres humanos, também serve como elemento valioso para uma boa gestão financeira conjunta. Já agora, tenham em atenção que o pensamento de abundância conjunto é muito importante!

Fotos: pesquisa Google

01jun19

 

 

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