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O regresso do Famalicão

Miguel Correia

A época de futebol 2018/19 aproxima-se do final. Esta é a altura em que os santos recebem mais pedidos de intervenção, seja para vencer o campeonato ou para evitar a descida de divisão. Como a divindade não consegue agradar a todos, alguns adeptos vão ficar desapontados e mudar de religião… porque a culpa é dos outros, nunca dos jogadores! Como adepto de futebol (sou Tuga, não podia ser de outra forma!) e apreciador da zona norte da Terra dos Tugas congratulo-me com a subida, à primeira divisão, do Gil Vicente, Paços de Ferreira e Famalicão. Uma palavra de solidariedade para o Feirense e desejo que, em breve, possa estar junto da elite do campeonato nacional de futebol.

Os diversos serviços informativos deram especial destaque ao Famalicão. Clube que está afastado das luzes da ribalta desde 1994: um quarto de século! Os mais acérrimos fanáticos deste desporto recordam que foi um campeonato vencido pelo Benfica e que teve um início atribulado, com muita polémica e manchetes de jornal, quando Paulo Sousa e Pacheco resolveram abandonar as águias e (atravessar a rua) para assinar pelo rival Sporting.

Para a história do campeonato – e dos clubes – fica o dia 12 de Março. O Famalicão deslocou-se ao Estádio da Luz e, perante uma assistência de 20.000 pessoas, sofreu uma derrota pesada: 8-0. Contudo, desse jogo imergiu um herói improvável que imortalizou o seu nome na história do futebol: Celestino da Silva. Tenham em mente que qualquer reputação – conquistada arduamente durante anos – pode ser destruída em poucos segundos graças a um lapso momentâneo. E será algo que nos persegue até ao final dos dias. Por exemplo, o Roberto Baggio falhou um penalty que custou um campeonato do mundo à Itália, o Zidane agrediu à cabeçada outro jogador e, no dia em questão, o defesa central Celestino, marcou dois golos no Estádio da Luz. Mas… na própria baliza!

Nesse ano jogou apenas três vezes. A sua prestação, ainda hoje, é recordada e ficou perpetuada na memória de quem esteve presente ou assistiu através da transmissão televisiva. Certamente, nos dias que correm, teria visto o seu nome associado a um ato de corrupção para enriquecer a sua conta bancária. Porque os nervos estão à flor da pele e um dia mais azarado é confundido com falta de escrúpulos e dinheiro. Os anos passaram e a atividade futebolística também. Hoje, quando recorda o passado e o seu legado, ri-se disto tudo. É este o espírito, carago!

Foto: pesquisa Google

01jun19

 

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