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Pudim de Pão

O pão é o alimento mais popular no mundo, sendo produzido em quase todas as sociedades. Entretanto, ele não foi feito sempre da mesma forma e nem teve sempre o mesmo aspeto. Ao longo do tempo, sua produção foi sendo alterada e chegou ao que nós temos nos dias de hoje.

A produção do pão foi desenvolvida há mais de 6.000 anos e ainda hoje é essencial na alimentação da população

A História, a origem e a evolução do pão acompanham a História da Humanidade

O uso do Pão na alimentação humana é antiquíssimo de milhares de anos a.C. quando era feito com bolotas de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com água fervente para tirar o amargor. Em seguida, essa massa era colocada ao sol para secar, e faziam-se broas com a farinha que eram cozidas sobre pedras quentes ou sob cinzas.Foto 03 origem do pão

Foi com os Egípcios que tudo foi melhorando de qualidade e se inventaram os fornos de cozedura, as farinhas foram feitas de outros cereais, é também atribuída a eles a fermentação do pão para o tornar leve e macio.
Os pães preparados com trigo de qualidade superior eram destinados apenas aos ricos. Com o pão no Egipto também se pagavam salários.


Os judeus também fabricavam seus pães na mesma época, porém não utilizavam fermentos por acreditarem que a fermentação era uma forma de putrefação e impureza.

Na Europa o pão com qualidade chegou através dos gregos.
O pão romano era feito em casa, pelas mulheres, tendo passado, posteriormente, a ser fabricado em padarias públicas, surgindo, então, os primeiros padeiros e padarias.

Com a queda do Império Romano, acabaram-se as padarias, o senhor feudal permitia apenas o uso do moinho e dos fornos e o pão passou a ser feito em casa de cada um. Cozia-se pão para toda a semana. Nessa época, somente os castelos e conventos possuíam padarias.

Ao longo da história, a posição social de uma pessoa podia ser discernida pela cor do pão que ela consumia. Pão escuro representava baixa posição social.

A invenção de novos processos de moagem da farinha contribuiu muito para a indústria de panificação. Os grãos de trigo, inicialmente, eram triturados em moinhos de pedra manuais, que evoluíram para o de pedra movido por animais e depois para os movidos pela água e, finalmente, pelos moinhos de vento. Apenas em 1784 apareceram os moinhos movidos a vapor. Em 1881 ocorre a invenção dos cilindros, que muito aprimorou a produção de pães.

O pão acompanha toda a história do Homem, principalmente pelo seu lado religioso. É o símbolo da vida, alimento não só do corpo como da alma, foi partilhado na Santa Ceia, e até hoje, simboliza a fé, na missa católica (hóstia), representando o corpo de Cristo. Pelo Santo António, ainda hoje são distribuídos em várias igrejas no dia, 13 de junho. Acredita-se que, o que estiver junto com esse pão, não faltará durante aquele ano. Este costume português chegou até nós através dos jesuítas.

Conta-se que, no ano de 1333, em Portugal, houve uma fome terrível durante a qual nem os ricos eram poupados. Reinava, então, D. Diniz, casado com D. Isabel, una rainha cheia de virtudes, que hoje é a padroeira dos padeiros, para aliviar a situação da fome dos mais pobres, metia dinheiro e pães no regaço do vestido para distribuir e ao ser abordada por D. Diniz sobre o que levava no manto, ela fez o milagre de transformar pães em rosas. Muitas mais histórias há em que o pão e a religião protagonizam momentos dramáticos da história.

Sandwich: uma das invenções da Humanidade

Reza a lenda que no século XVIII em Inglaterra o Conde de Sandwittch IV estava com os amigos numa jogatina e não a queria largar, então ordenou ao seu mordomo que fizesse “qualquer coisa” para comer, simples e muito rápida e que não sujasse as mãos.
Quase em pânico, o mordomo apanhou duas fatias de pão e enfiou entre elas um naco de presunto. O Conde adorou e o pedido tornou-se um hábito, nunca mais jantou formalmente, só comeu sanduíches. Logo os amigos o imitaram. De lá para cá, as pessoas ficaram muito mais ocupadas que o nobre inglês e a criação do mordomo virou mania universal. Atraente pelo visual, simples, a sandwich viu passar mais de dois séculos. Incorporando à sua fórmula básica tudo o que se possa imaginar de comestível e assim nasceu a sanduíche.

Muito fica por contar.

Agora o que nos interessa é o pão para fazer o nosso Pudim que é económico e muito saboroso.

PUDIM DE PÃO

O pão confere uma textura extraordinária a este pudim. O leite, os ovos, o açúcar e a raspa de limão, resultado final. É um pudim muito requintado e macio.

Grau de dificuldade       fácil

Custo                                médio

Tempo preparação        20 minutos

Tempo cozedura           60      “

Número de doses          08 +/-

Ingredientes

12 gemas de ovo

2 claras de ovo

200 g miolo de pão branco esfarelado (Pão do dia anterior, preferência do chamado pão de leite)

400 g açúcar (Se quiser pode reduzir um pouco ao açúcar)

Raspa da casca de 1 limão

Caramelo para forrar a forma de pudim

Preparação

Amoleça o pão em metade do leite morno e triture com a varinha mágica.

Junte as gemas e as duas claras, com o açúcar e mexa bem até ficar homogéneo (Sem Bater)

Junte, o leite, com o leite com pão que preparou anteriormente e a raspa de limão.

Misture bem, sem bater (para não entrar ar que pode formar bolhas ao cozer.

Deite numa forma bem caramelizada, tape-a, leve a cozer em banho-maria durante 60 minutos. Em panela alta tapada para não entrar água ao ferver.

Dicas: Basta uns três dedos de banho-maria, vá verificando se não se evaporou, se assim for acrescente um pouco de água a ferver. (Não coloque muita água para não entrar na forma.)

(Se a sua forma de pudim não tiver rebordo exterior no fundo, coloque duas ou três facas de sobremesa no fundo da panela, para a forma não assentar no fundo da panela.

(Há quem goste de cozer no forno em banho-maria) aí leva 40 minutos.

Desenforme depois de frio.

Se gostar sirva com lascas de amêndoa.

Aconselha-se para o pudim de pão  o uso de pãezinhos franceses. Porém, se tiver sobras de pão aí por casa, não hesite em utilizá-las. Tire-lhe a côdea. É importante dar uso aos restos e também, por que não recriar as receitas que lhe sugerimos. Em culinária quase tudo é permitido, basta imaginação e perder o medo de experimentar.

Bom Apetite!

 

Texto: Carmen Navarro

Fotos (da receita): Luís Navarro

Fotos (gerais): pesquisa Google

 

01jun19

 

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