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E EIS UM PASSEIO POR UMA “COSTA DE PRATA” COM “VISTAS ALEGRES” E ONDE A RIA É “OURO” NUMA REGIÃO FORTEMENTE LIGADA A UM… MAR DESAFIANTE!

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 10 de junho. Dia também para este jornal celebrar cinco anos de excursões com a sua chancela, ou, se preferirem, por ele organizadas. Trinta e duas pessoas fizeram parte desta iniciativa, que nos levou pela zona norte e centro da Costa de Prata.

José Gonçalves

(texto e fotos)

Partimos do Porto, mas a viajem, em si, começou em Esmoriz (primeira paragem) e terminou, por assim dizer, em Mira e na sua bela praia.

É certo que ainda fomos à zona da Bairrada procurando o famoso leitão, para, com um bom repasto, encerrarmos a jornada, mas a greve dos veterinários fez com que a coisa não corresse da melhor maneira e… leitões… nem vê-los!

À partida, junto à estação de Metro do Heroísmo
Os nossos companheiros e companheiras de viagem

O nosso motorista… Filipe Sousa

Transportados numa confortável, funcional e simpática viatura da Transviagens, conduzida, de forma irrepreensível, por Filipe Sousa, o 33.º passeio “Etc e Tal” foi como que “brindado”, em dia de aniversário, com um sol bonito e uma temperatura muito agradável para… passear.

Deixando a Invicta rumo à conhecida cidade da Barrinha, foi lá que iniciamos esta jornada pela Costa de Prata. Localidade piscatória, mas onde a tanoaria tem forte presença na sua história, Esmoriz recebeu-nos na zona da praia ainda com ruas semidesertas, mas já com o início de um pulsar de vida muito próprio, e, em dia de feriado, muito ativado pelos campistas que, em número considerável, têm as suas instalações no parque pertença do Clube de Campismo do Porto.

Aliás, foi o campismo que durante mais de meio século deu vida a esta zona de Esmoriz, principalmente no aspeto económico, obrigando também, com a sua presença, e alguns com a sua permanência na cidade, à despoluição do ex-libris da cidade: a Barrinha.

Em crescimento, mas a debater-se constantemente com o avanço das águas do mar, a verdade é que Esmoriz tem respondido com eficácia aos desafios que o futuro lhe coloca, e tem, em boa verdade, se transformado num verdadeiro centro de atração turística, onde a natureza e o contacto com ela, tem papel de grande relevância.

O mar azul, as praias limpas e alguns (resistentes) palheiros dão uma caraterística muito própria a esta cidade, que faz parte do concelho de Ovar. Esmoriz tem o seu próprio modus vivendi, que foi observado, ainda que ao de leve, pelos companheiros e companheiras de passeio.

Pela Florestal e Marginal da Ria de Aveiro

Saindo de Esmoriz-Praia, passámos pela vizinha Cortegaça, e rumo a ao Furadouro (Ovar); deslocamo-nos pela estrada florestal, hoje com extensos passadiços e ciclovias, muita das vezes nem sempre respeitadas pelos seus utilizadores. A paisagem, durante estes cerca de doze quilómetros, é “refrescante” e convidativa a uns bons passeios, quanto mais não seja até à escondida, mas muito bonita, praia de Maceda.

Estrada Florestal (Esmoriz-Furadouro-Esmoriz)

Do Furadouro fomos, então até à Torreira, pela bela marginal da Ria de Aveiro, e acompanhados pelas paisagens naturais que a Ria oferece, assim, como toda a zona envolvente até mesmo com a intervenção do homem, principalmente na pesca, assim como na promoção do turismo, visível em muitos barcos de recreio ancorados ao longo da marginal.

Estrada marginal da Ria de Aveiro (Ovar-S.Jacinto)

A Torreia, que visitámos ainda que não fizesse parte do programa, é uma simpática vila, onde ainda resistem alguns exemplares dos alpendres caraterísticos da região.

Com o dia a começar a aquecer, ainda que, mesmo assim, com temperaturas agradáveis e um vento suave para refrescar um pouco as coisas, fomos de abalada ao ponto central deste passeio, ou seja, à conhecida mas sempre pronta a ser revisitada cidade de Aveiro, passando antes por Estarreja, isto, claro está, depois de atravessarmos a Ponte da Varela, que nos fez separar, ainda que por instantes. da bela Ria.

E foi nesse período da viagem que apareceu – para surpresa dos “turistas” – a primeira surpresa agradável do passeio: as cegonhas que se instalam em muitos dos pontos altos da região de Cacia.

E, pronto, depois de quase uns bons 45 minutos entre a Torreia e Aveiro, chegamos à considerada “Veneza de Portugal”, onde, durante três horas, tivemos tempo para almoçar e revisitar esta mais que linda capital de distrito.

De Aveiro rumo a Sul, sempre pelo litoral…

Findo o almoço e a visita a Aveiro retomamos o passeio, desta feita pela região das Gafanhas, destacando-se a extração de sal, assim como a seca de bacalhau. E fomos até ao Forte da Barra de Aveiro (Gafanha da Nazaré), com o seu farol sempre no centro das atenções, por lá parando para se tirar uma foto em conjunto, da autoria de um jovem que por lá circulava e foi convidado a tal….

E continuamos este périplo pela zona norte da Costa de Prata, tendo agora como principal destino Ílhavo, famosa pela indústria de porcelana Vista Alegre (vamos já lá) e pela sua forte ligação à pesca do bacalhau, facto que levou os residentes a construírem um museus onde se destaca essa ligação ao mar e essa vertente piscatória: o Museu Marítimo de Ílhavo, que por sinal, e ser feriado, estava fechado.

Ílhavo (centro)

E, então foi altura de começarmos a preparar a visita à Vista Alegre, ao seu museu e espaço onde a empresa está sediada, isto quando nos dirigíamos para Vagos.

E da Vista Alegre ficam estas vistas maravilhosas, principalmente da capela da Nossa Senhora da Penha de França.
Uma verdadeira “jóia”, integrada no espaço museológico da Vista Alegre, entre Ílhavo e Vagos.
Esta capela foi mandada construir por D. Manuel de Moura Manoel, e adquirida por José Ferreira Pinto Basto, em 1816, contempla azulejos setecentistas da autoria de Gabriel del Barco, destacando-se, entre outras raridades, um fresco da Árvore de Jessé, no teto da capela.

Deslumbrados partimos para Vagos, onde chegamos em dia de festa. Estivemos lá um pouco, mas pouco tempo para ver o que tinha de ser visto, pelo que fica a promessa de um regresso. Mas, no pouco tempo que lá paramos, os nossos companheiros e companheiras de viagem gostaram do que viram.

Vagos

A partida deu-se para rumarmos à praia de Mira, último ponto de paragem desta jornada pela Costa de Prata, num verdadeiro “esticão” que passou praticamente despercebido em termos de saturação, pelas encantadoras paisagens por todos observadas.

E lá chegamos a Mira, onde apanhamos os últimos raios solares do dia… visitando a capela da Nossa Senhora da Conceição, feita em madeira e… na praia. Bonita…

Interior da capela

Leitão? Não há!

E, pronto, preparávamos-nos para o habitual Leitão, quando regressamos de viagens a sul do Porto, andamos ainda que meio perdidos (“meio” é favor) por algumas terras da Anadia, para depois quando encontramos o restaurante que habitualmente vamos – desta vez o percurso para lá chegar à que foi diferente – e lá chegarmos, deparamos com o facto de não haver leitão.

Foi o desnorte total! Mas, o “bicharoco” tinha desaparecido não só do referido restaurante, como de todos os outros da região. A malta ficou triste; rumámos para o Porto sem satisfazermos um desejo, e na Invicta soubemos que leitão não havia, por causa da greve dos veterinários.

E foi assim mais uma a (33.ª) excursão com a chancela do “Etc e Tal jornal” e comemorativa do quinto ano de atividades do género por nós organizadas.

De realçar, o bom serviço prestado pela Transviagens, não só pelo seu excelente profissional do volante, Filipe Sousa, mas pela comodidade e segurança da viatura. Continuamos a ser muito bem servidos.

Agora, dia 21 de julho, o destino é Viseu, com visitas a Vouzela, Castro Daire, Alvarenga, Castelo de Paiva e Penafiel.

Até lá…

01jul19

Permuta

 

 

 

 

 

 

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1 Comment

  1. Fernando Aurélio Ribeiro

    Com muita pena minha não estarei presente no próximo passeio a Viseu , pois nessa altura já tenho outro compromisso assumido. Descobri esta Organização em cartazes espalhados pela Freguesia do Bonfim. Mais tarde na hora da partida tive o prazer de conhecer o responsável o José Gonçalves , que durante a viagem nos foi deliciando com boa música e palavras sábias relativas aos locais por onde íamos passando.

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