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Excursão “Etc e Tal” a Viseu – NO “CORAÇÃO DO CENTRO”… VOUZELA FOI A (AGRADÁVEL) SURPRESA!

A cidade de Viseu foi o destino principal da 34.ª excursão organizada pelo “Etc e Tal”, no passado dia 21 de julho. Nela participaram 27 excursionistas, que foram transportados numa confortável e segura (as verdades são para serem ditas) viatura da empresa “Transviagens”, conduzida (e bem!) pelo jovem Luís Mendonça .

A viatura que nos levou de viagem…

O jovem motorista, Luís Mendonça (à direita) e a equipa Etc e Tal
Alguns dos nossos e das nossas companheiro(a)s de passeio

José Gonçalves                            Fernando Neto

(texto)                                               (fotos)

Com todos estes predicados publicados na abertura desta reportagem, só se pode concluir que, o quarto passeio do ano organizado por este jornal, correu da melhor maneira.

E correu!

Até o estado do tempo (com sol e sem calor) ajudou à “festa”, que depois da habitual paragem na Área de Serviço de Antuã – quando nos deslocamos para as Beiras –, ainda mais agradável se tornou, com a surpresa que nos estava reservada (quem vos escreve nunca lá tinha ido) em Vouzela.

Não que Vouzela tivesse guardado alguma “prenda” particular para nos oferecer; reservou-nos, isso sim, uma surpresa geral, ou seja, a vila em si. Bonita, florida, mais que limpa, e de uma beleza natural e arquitetónica que a fazem mesmo ser o “Coração do Centro”.

Município recente, ou seja, formado 2015, Vouzela oferece, não só os seus deliciosos pastéis (que provamos), nem tão só a Vitela de Lafões – que atrai à localidade milhares de forasteiros -, mas também aquilo que ela é fisicamente, com esbeltas e bem tratadas casas residenciais; ruas, ruelas, praças e pracetas limpas e bem ordenadas, e um património cultural digno de registo, destacando-se (bem aproveitada depois de suprimida a linha de comboio) ponte ferroviária sobre o rio Vouga, e todo o espaço envolvente junto à marginal. O famoso pelourinho, a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia, são outros pontos de referência da vila que só mesmo a visitando o(a) leitor(a) pode descobrir.

Da organização (sabe-se!) fica a promessa de, para o próximo ano, esta ser uma das localidades eleitas para “visita principal” e, assim, com calma, podermos desfrutar de tudo quanto Vouzela nos oferece.

Viseu e uma boa “cacimbada”

Após a visita a terras vouzelenses, partimos, então, para a capital de distrito, da Beira Alta e da sub-região do Dão-Lafões, a cidade de Viseu.

Algum calor, e com o estômago a dar horas, foram mesmo assim percorridos a pé algumas praças e ruas, para chegarmos até  à (famosa) Sé Catedral, assim como a outros pontos de interesse no centro histórico da cidade.

Pior foi depois encontrar– e já nas bonitas ruas e ruelas do centro histórico – um restaurante aberto para descansarmos o irrequieto estômago. Nada! Alguns tinham até ementas na montra, mas na porta o implacável “Fechado!”.

Mas, pronto, com a ajuda de um simpático viseense (quem tem boca, neste caso, põe-na a funcionar) lá encontramos um restaurante que – como os outros estavam fechados – se encontrava a transbordar de gente.

Toca a esperar (mais ou menos 45 minutos, que mais pareceram 45 dias), mas, diga-se de passagem, valeu a pena a espera, já que, depois – e só depois! -, ficamos satisfeitos com tudo o que nos foi servido e bem servido.

Parabéns, assim, ao Restaurante “O Cacimbo”, na Rua Alexandre Herculano. A “coisa boa” aqui faz-se publicidade, mesmo que não tenhamos a ganhar nada com isso, a não ser – e já não é mau – uma excelente refeição.

Castro Daire ao resguardo do calor

Arrumadinhos em termos estomacais, e abrigados do calor no Parque Aquilino Ribeiro, e, ainda por cima, com toda a gente satisfeita com os menus escolhidos, rumamos, para Castro Daire.

Castro Daire que, consultando a Wikipédia, não lhe traça a melhor imagem, destacando a desertificação que grassa pela terra, assim como os problemas económicos que afetam a região.

Em boa verdade, não constatamos muito essa realidade, se bem que por lá tenhamos ficado somente uma horita. Mesmo assim vimos algo de interessante…

No fundo, foi agradável esta visita a Castro Daire, com gente simpática mas recolhida, a maior parte dela, em locais frescos, pois o calor que se fazia sentir não dava para mais alternativas. Mesmo assim, ainda contactamos com algumas pessoas num café da localidade, onde os mais idosos se entretinham a jogar uma “suecada” (e sem barulhos!)…

Aos esses…

A partir de Castro Daire é que foram “elas”!

Bem. Com elas ou sem elas, não nos íamos de livrar das curvas até Castelo de Paiva, mas sempre acompanhados por paisagens verdadeiramente paradisíacas da Serra de Montemuro, com uma altitude média  dos seus oitocentos e tal metros. Cuidado!

“Cuidado!” terão pensado os companheiros e companheiras de viagem em dizer tal ao motorista, mas não, o Luís Mendonça portou-se à altura e – não podia deixar de ser – mesmo depois de duzentas, trezentas ou mais curvas (não as contamos… era impossível!), sempre se mostrou simpático ainda que cansado (não era para menos).

Foi uma hora e tal aos esses, pela Nacional 225.

Paramos em Nespereira, para um xixizinho e tomar um cafezinho, e depois rumamos, definitivamente, a Castelo de Paiva,

E foi com foguetes que fomos recebidos em Castelo de Paiva. Não por nossa causa (ainda não somos assim tão famosos!) mas pela procissão em honra da Nossa Senhora dos Milagres, e que encheu de gente o bonito centro da vila, mais concretamente o Largo do Conde, mas não só…

Dos nossos excursionistas houve quem tentasse fazer de umas iscas de bacalhau (famosas em Castelo de Paiva) o seu lanche, mas a esmagadora maioria não teve sorte.

E pronto.

Era hora de regressar ao Porto, com paragem intermédia em Parada (Penafiel) para lá deixar o nosso repórter fotográfico – natural que ele é de Paços de Sousa.

Antes, porém – e como sempre fazemos quando atravessamos o Douro, ou de Castelo de Paiva para Entre-os-Rios, ou vice-versa -, cumprimos silêncio ao atravessar a nova ponte, em homenagem às 59 vítimas mortais do colapso de parte da ponte Hintz Ribeiro, a 04 de março de 2001, a maior parte das quais se fazia transportar num autocarro e… em excursão, depois de visita às Amendoeiras em Flor.

E passado pouco tempo depois, estávamos no Porto. Satisfeitos por mais uma excursão, que é, no fundo, um espaço de convívio e conhecimento, pois este País guarda-nos sempre agradáveis surpresas.

01ago19

 

OS EXCURSIONISTAS FORAM TRANSPORTADOS NUMA VIATURA DA…

 

 

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3 Comments

  1. José Gonçalves

    Muito obrigado pelas suas palavras, e pela sua chamada de atenção.
    Assim é que se faz jornalismo, numa interatividade autor-leitor.
    Uma vez mais, o nosso agradecimento, e mantenha-se leitor deste jornal que caminha para o seu 10.º aniversário e tem uma média de 35 mil leitores mensais… 35.001, a contar consigo…

    Abraço

    O Diretor

    José Gonçalves

  2. Eleuterio

    Senhor José Gonçalves, texto esclrecedor, fotografias fantasticas uma forma de mostrar o nosso país pelas vossas viagens.
    Apenas uma correcção;
    – Vouzela é vila anitga “O concelho tem origem no antigo concelho de Lafões, do qual era uma das duas sedes, juntamente com São Pedro do Sul. Em 1836, Lafões foi repartido entre Vouzela e São Pedro do Sul”.
    – “O município de Vouzela, criou em 2015 a marca institucional “Vouzela – o Coração do Centro”. Ou seja 2015 é a data de criação da marca institucinal, não do Concelho,
    Obrigado e continuem a publicar as vossas viagens.

  3. Maria dos Anjos

    E sempre bom conhecer o nosso Portugal que temos maravilhas espetaculares apesar de vermos as nossas felorestas km e km em vez de verde vestidas de preto mas mesmo assim e lindo ver obrigado a quem se esforça por organizar estes convívios um abraço ao senhor Gonçalves pois tenta sempre cumprir com zelo

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