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«UNITE WITH TOMORROWLAND – PORTO 2019»: A SAUDÁVEL “LOUCURA” VIVIDA POR MAIS DE 15 MIL PESSOAS NUM ESPETÁCULO DE ESPETÁCULOS… E DE EMOÇÕES CONTAGIANTES!

Foram 15 mil as almas que estiveram presentes no UNITE with Tomorrowland (UwT) pela primeira vez realizado em Portugal, no passado dia 27 e madrugada de 28 de julho, no Parque Oriental do Porto. No fundo, tratou-se de um espetáculo de espetáculos, com gente de todas as idades, divertida, alegre e muito criativa. Ou seja, foi algo de… inesquecível!

José Gonçalves

(texto e fotos*)

Curiosidade. Interesses direcionados nesta ou naquela atuação. Diversão e uns bons momentos para pôr o corpo a funcionar aos ritmos de EDM, House, Techno, entre outros estilos da música eletrónica, terão sido os motivos para levar uma multidão até ao Parque Oriental da cidade do Porto, banhado pelo (agora) despoluído rio Tinto.

Um dia agradável esse o de 27 de julho, com uma noite, e madrugada de 28, já mais frescas, mas que não chegou para desanimar (longe disso!) todos aqueles que vibraram com as atuações ao vivo – que é como quem diz no gigantesco (palco) Amicorum Spectaculum –, de Miguel Rendeiro, Diego Miranda, Martin Solveig, Robin Schulz, Alok e Carnage, e de – via satélite, Boom (Bélgica, sede do Tomorrowland), também para Barcelona (Espanha), Marsa (Malta) e Atenas (Grécia) -, Vini Vici, David Guetta e Dimitri Vegas & Like Mike.

Logo pelas 16 horas, uma hora antes do início do “espetáculo dos espetáculos”, já junto à entrada do Parque Oriental do Porto se formava uma considerável fila de pessoas prontas para entrarem no recinto (60 euros para o relvado; 150 para a zona VIP).

A maior parte delas (pelas indicações que tivemos) fez-se transportar nas viaturas da STCP, escalonadas para fazerem um serviço “vaivém”, entre a estação de Metro do Estádio do Dragão e o local do UwT, com paragem intermédia junto à antiga recolha de autocarros de S. Roque, local importante para quem chegou ao Porto – e foram muitos – por serviço ocasional de transporte rodoviário, que por lá ficou estacionado.

O “vaivém” da STCP iniciou-se horas antes do espetáculo e até ao seu final (cerca das quatro da manhã), dando exemplar resposta às exigências, isto mesmo tendo em conta os problemas de trânsito verificados com o facto de haver jogo no Estádio do Dragão.

Spetctaculum!

Sabendo-se que as grandes emoções estavam reservadas para a noite, altura em que seriam – como foram – mais visíveis os efeitos especiais sincronizados, a verdade é que, logo no início do espetáculo, o relvado do Parque Oriental, e frente ao Amicorum Spectaculum, já registava um número significativo de pessoas, ainda que algumas se ficassem pela zona de “comes-e-bebes” ou na área (contígua) destinada à venda de produtos (t-shirts, entre os 40 e os 70 euros) relacionados com o evento.

Mas, mesmo aí, a animação foi notória Alias, esse foi um facto predominante em praticamente todo o espetáculo. A alegria e a criatividade das pessoas, independentemente da sua idade… foi contagiante.

Para um estreante nestas andanças – como é o caso de quem vos escreve, independentemente de gostar de música eletrónica – o primeiro impacto foi de alguma surpresa, mas depressa se envolveu na “onda”, a começar pelas peripécias (engraçadas) de alguns imigrantes angolanos radicados no Porto, como também de um grupo de jovens da Galiza, mais concretamente de Vigo, que com Andas, de xadrez vestidos e fazendo-se de cartas de jogo, animou logo o espaço, reservado a maiores de 18 anos.

Espaço esse que estava estruturalmente bem delineado, e muito limpo. De salientar a presença – não muito discreta, diga-se de passagem – de agentes da PSP, assim como de elementos ligados aos serviços de limpeza da Câmara Municipal do Porto, um dos quais deu brado, ao demonstrar extraordinárias e surpreendentes habilidades dançantes… O pessoal “partiu-se” a rir, aplaudindo a inusitada mestria do senhor…

E se às 16h30 o cenário junto ao palco era este…

… às 17 horas, quando se iniciou o UwT, com a atuação de Miguel Rendeiro, a “coisa” já estava assim…

E começava o espetáculo dos espetáculos, com cada vez mais pessoas a encherem o recinto, muitas delas oriundas – e isto segundo dados da organização – da Lituânia, Itália, Estados Unidos da América, Austrália, Angola ou Arábia Saudita.

A animação era total e a criatividade de algumas pessoas em diversos pontos do Parque Oriental, até mesmo no palco destinado à comunicação social – mais concretamente a repórteres fotográficos e de imagem-,  surpreendente…

Emoções via satélite

Depois de Diego Miranda, era a vez de Martin Solverg subir ao palco, antecedendo a ligação via satélite (Unite) com a cidade belga de Boom.

E essa ligação, aconteceria às 19h50, com uma contagem decrescente e apresentação do evento, verdadeiramente, espetaculares, para gáudio das milhares e “irrequietas” de pessoas.

Com o escurecer começaram a ser mais visíveis e “sentidos” os efeitos especiais de pirotecnia, CO2, confetis e de luz.

Vini Vici, David Guetta e Dimitri Viegas & Like Mike animaram as milhares e milhares de pessoas presentes, não só no Porto, mas também em Atenas, Barcelona e Marsa, animação essa que era visível através das imagens (captadas muitas delas por drone) que se observavam nos écrans laterais do palco.

Puff!

Bem, e é nesta altura que o nosso material falha (por problemas com o nosso telemóvel, que vos deixou as anteriores imagens e algumas que se seguirão – os nossos repórteres fotográficos estavam em gozo de merecidas férias), recorremos, e com a devida vénia, às (cinco) fotos da Filipa Brito, do “Porto,”, que, diga-se de passagem fez um belo trabalho jornalístico.

Bem, vamos lá, então à parte final do UwT, que começou cerca da 22h50 com a presença no Amicorum Spectaculum, de Robin Shulz, e depois, já no dia 28 de julho (00h30), de Alok e já para encerrar (02h00) de Carnage.

O espetáculo foi mesmo de espetáculos…

Excelente este trabalho fotográfico da Filipa Brito.

Paulo Dias:Estamos todos de parabéns! Na primeira edição logo 15 mil pessoas!

E pronto estava encerrada o primeiro UNITE with Tomorroland em Portugal, e no Porto como sua cidade representante, para satisfação de Paulo Dias, diretor da UAU, produtora do evento, que teve a chancela de um dos maiores e mais conhecidos festivais de música eletrónica do mundo, o Tomorrowland, e a co-produção da PEV e da Câmara Municipal do Porto.

“Estamos todos de parabéns por trazer este festival para Portugal e por conseguirmos esgotar na sua primeira edição, atingindo as 15 mil pessoas. Ver estas pessoas completamente ao rubro com este projeto que ligou este ano a Bélgica, Atenas, Malta, Barcelona e a cidade do Porto foi incrível”. Ainda de acordo com Paulo Dias, e arrematar, este “é, sem dúvida, um grande projeto e esperamos que volte para o futuro.”

E agora, só falta saber quando será a próxima edição no Porto, e se o Porto será mesmo Tomorrowland, sendo assim o centro de todos os Unite with…

*) Com cinco fotos da Filipa Brito (Porto.) depois da avaria do nosso material.

01ago19

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