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BAIONA: ONDE O MAR DOMINA UMA TERRA DE MÚLTIPLOS ENCANTOS QUE A GALIZA RELEVA E EXPANDE… ATÉ À RAIA

Dia 15 de agosto, feriado religioso em Portugal, foi a data marcada para a realização da 35.ª excursão organizada pelo “Etc e Tal”, tendo como destino principal a estância balnear galega de Baiona. Um passeio que acabou por ser considerado dos melhores até hoje realizados, tendo em conta a opinião da esmagadora maioria das cerca de três dezenas de pessoas que desfrutaram das belas paisagens da costa galega, até à raia, e do belíssimo dia primaveril em época de Verão, propício a saudáveis e convidativos passeios…

José Gonçalves                       Roberto L. Fernando

(texto)                                              (fotos)

E foi, uma vez mais, numa viatura da Transviagens (houve quem referiu tratar-se de “um avião sem asas”), conduzida de forma irrepreensível. por profissional que foi, pelo simpático (e boavisteiro) motorista Arlindo Silva, que nos deslocamos a Baiona.

O “avião sem asas” e o “piloto”, Arlindo Silva

Este passeio constituiu para algumas pessoas um desafio, já que era a primeira vez que iam a Baiona; que participavam numa excursão por este jornal organizada; e (para uma em especial!) por se tratar de uma estreia no campo da reportagem fotográfica, como aconteceu com o nosso novo colaborador Roberto L. Fernando.

Os desafios para estreantes e para a organização estavam, então, lançados, para, numa luxuosa viatura da Transviagens, cumprirmos um itinerário que resultaria na plenitude se S. Pedro nos ajudasse, como, afinal, nos veio ajudar, com um dia maravilhoso de Sol sem muito calor.

É claro que calor houve, e muito, mas foi humano. Aliás, essa continua a ser uma caraterística muito própria dos passeios organizados pelo “Etc e Tal”, que, e cumprindo com a tradição sempre que vamos para o noroeste português ou espanhol, fez a sua primeira paragem na Área de Serviço de Barcelos, da A3, onde muitos tomaram (como já tradicionalmente fazem) o seu pequeno-almoço e iniciaram o convívio mais próximo com os seus companheiros e companheiras de viagem. E isto, depois de, uma hora antes, termos deixado (08h00) o nosso ponto de partida – como sempre – junto à Estação de Metro do Heroísmo… no Porto.

Finda a meia hora na referida área de serviço, rumou-se para (também já costumeira paragem quando nos dirigimos para a Galiza) Valença, onde paramos um pouco, com a promessa de, a essa nobre terra do norte minhoto, darmos no futuro um pouco mais de atenção, até porque a beleza dos seus monumentos e a simpatia das suas gentes, já para não falar na gastronomia, com destaque para o cabrito-montês assado no forno, e a sopa seca como sobremesa, assim o merecem.

Após esta pequena paragem em Valença do Minho, que durou um pouco mais devido a um problema de desencontro com a camioneta por parte de um companheiro – nada que não fosse resolvido, mais ou menos a tempo e horas -, abalámos, então, para a vizinha Galiza, e mais concretamente para Baiona.

Perto do meio-dia, hora espanhola (como sabem, mais uma que em Portugal), estávamos em Baiona, mais concretamente no Pozo de Aguada, onde todos deixamos o “avião sem asas” da Transviagens, para ir à procura de um restaurante, no casco velho da cidade.

Sol, temperatura agradável (23º), e um mar calmo junto à praia da Ribeira. Muitos turistas, entre os quais uma considerável percentagem de portugueses com os quais nos cruzamos, e recebia-nos assim, a Baiona da Fortaleza de Monterreal, da Virgen de la Roca, das bonitas ruas tradicionais com as casas de pedra ou granito, igrejas seculares, enfim… tudo o que as imagens do Roberto L. Fernando reportam de seguida…

A equipa de reportagem mais o companheiro de viagem, Américo Rodrigues, ao almoço
Companheiros e companheiras de viagem a prepararem-se para “darem ao dente”…

Já na Fortaleza de Monterreal. Vista geral sobre Baiona

Às 15h30 portuguesas deixamos, então Baiona, um pouco mais morenos do que quando chegamos, e com os nossos companheiros e companheiras de viagem com um sorriso estampado nos lábios, demonstração mais que visível da satisfação que tiverem em visitar uma das mais emblemáticas estâncias balneares na Galiza.

Excetuando um ou outro caso, a maioria ficou satisfeita com o almoço, ainda que, de alguma forma, tenha contestado o preço, mas estava tudo satisfeito, servindo também de exemplo quem levou merenda, pois a praia estava convidativa e os jardins eram bonitos, fresquinhos e práticos para lá se “dar ao dente”.

Partimos, então para La Guardia / A Guarda, já perto da fronteira com Portugal, e sempre pela estrada junto á costa marítima.

Lindas paisagens; estrada em boas condições (vá lá!) e lá fomos nós…

Bonita esta localidade galega de La Guardia, ou A Guarda, já com pequenos traços arquitetónicos do nosso Alto Minho, dada também a influência portuguesa sobre esta terra. Recorde-se que a fortaleza aí existente esteve nas mãos lusitanas que a ocuparam durante anos e anos até abandonarem em 1668.

Encontramos La Guardia quase que deserta (hora da sesta), mas ainda que a recomeçar a animação do dia, quanto mais não seja com o anúncio de um espetáculo de circo…

E, pronto. Era altura para nos despedirmos da nossa “irmã” Galiza e regressarmos a Portugal, atravessando o Rio Minho, pela ponte que liga a Vila Nova de Cerveira à Galiza.

E foi mesmo onde ficamos mais de uma hora: Vila Nova de Cerveira, um território com uma história rica e prístina, também intitulada “Vila das Artes”, resultante das suas Bienais internacionais, onde se destaca o Castelo, com as suas oito torres e muralhas, a Igreja Matriz, dedicada a S. Cipriano, reconstruída em 1877 depois de um terramoto, e as suas ruas pracetas e bonitas ruelas, onde a cada esquina se respira história, e, assim, a identidade de um terra verdadeiramente sui-generis.

E, finalmente, em Esposende parámos única e simplesmente para tirarmos a foto que se segue. Prometemos ficar lá mais tempo numa outra altura, se bem que numa excursão com destino a Barcelos, lá tenhamos parado um bom tempo.

Foto de conjunto… formal
Foto de conjunto… informal

Seguimos depois para a Invicta, sendo mais que notória a satisfação de todos aqueles que partilharam esta jornada de sã camaradagem. O passeio foi bonito e, pelo que nos disseram, bem organizado.

Ainda bem.

Venha daí a 36.ª excursão “Etc e Tal”, a realizar dia 22 de setembro, tendo como destino principal a capital da Chanfana: Mirando do Corvo.

01set19

ESTA EXCURSÃO TEVE COMO TRANSPORTE UMA VIATURA

DA

 

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