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Canoagem (entrevista) – DEPOIS DOS BONS RESULTADOS NO “MUNDIAL” IGOR PINHO QUER CONTINUAR A SONHAR COM MAIS…

Atleta formado no Clube de Canoagem de Ovar (CCO), nas limitadas condições do canal assoreado da Ria, em que, na maré baixa, só uma linha de água rasga a lama, como “pista” em que decorrem os treinos e a formação da escola de canoagem deste clube. Igor Pinho ali “temperado”, continua a destacar-se desportivamente ao serviço do CCO, mas tem sido ao serviço da seleção nacional da Federação Portuguesa de Canoagem (FPC), que mais tem evidenciado o trabalho de formação do seu clube, que tem contribuído com reconhecidos valores para o engrandecimento da modalidade a nível nacional e internacional, como o exemplo também de João Tiago Lourenço, com um percurso de atleta e treinador no CCO (e ex-NADO), entretanto responsável técnico da FPC que integrou igualmente a delegação no mundial que decorreu em Pitesti, na Roménia no primeiro fim de semana de agosto.

Mundial em que a tripulação portuguesa K4 sub23 da qual fez parte o Igor Pinho, alcançou o feito, de, 30 anos depois regressar às finais “A” em que, conquistou um honroso 5.º lugar na final “A” dos 500 metros.

José Lopes

(texto)

Perante mais esta extraordinária caminhada e conquista da seleção nacional partilhada com reconhecido entusiasmo e empenho desportivo do Igor Pinho do CCO, o nosso jornal partilha aqui também com os seus leitores, mais este feito da canoagem portuguesa e experiencia pessoal do atleta que por mérito próprio, temos acompanhado a sua carreira de campeão.

Como reconheceu a FPC a propósito dos resultados conseguidos pela seleção nacional nos mundiais ICF Junior & U23 Canoe Sprint World Championships 2019, que se realizaram na Roménia, “as tripulações de K4 masculinas foram umas das grandes surpresas desta época internacional. Numa prova Olímpica muito concorrida, Portugal foi um de apenas 4 países a conseguir apurar as suas duas tripulações masculinas para as finais A, a par da Hungria, Alemanha e Ucrânia. A FPC recorre mesmo ao “histórico disponível” do seu site, para concluir que, “teríamos de esperar por 2019 para vermos uma tripulação de K4 numa final A”, que assim regressaram às finais “A” mundiais após 30 anos.

Segundo a informação da FPC, que realça as excelentes prestações, tanto dos juniores, com tripulação constituída por Iago Bebiano, Bruno Macedo, Francisco Santos e Tiago Henriques, que acabou em 8.º lugar, depois de ter garantido o apuramento direto para a final A. Como dos Sub23, tripulação composta por Igor Pinho, Ruben Boas, João Pereira e Kevin Santos, que, “após terminarem a sua eliminatória na 2ª posição, atrás da Austrália que viria a sagrar-se campeã do mundo, a equipa portuguesa venceu a sua semifinal, à frente da Itália e Ucrânia que também conseguiriam o apuramento para a final, deixando de fora as equipas da Rússia (medalha de Bronze no Europeu 2019), Bielorússia (Campeões da Europa 2019), Polónia e Espanha”, enquanto na Final a equipa portuguesa “esteve em grande nível”, terminando no 5.º lugar “a 7 décimos da equipa da Alemanha. “A vitória foi para a Austrália, seguida da Dinamarca e da Hungria”.

Foi tendo por base, mais estas extraordinárias prestações da seleção nacional, que tem entre os seus protagonistas, Igor Pinho, que obtivemos do atleta algumas reações após o seu regresso da Roménia. Destacando-se a sua vontade de não querer parar por aqui, uma vez que, como afirmou, é o seu último ano como sub23, mas quer continuar a sonhar “com mais e melhores resultados desportivos”, assumiu ao nosso jornal.

O quinto lugar é um patamar para novas exigências em prestações desportivas, como objetivos atingir em futuras provas e competições internacionais?

“Como qualquer bom resultado dá nos uma motivação extra para o próximo objetivo, objetivo esse que será o meu último ano como sub23, querendo melhorar o resultado”.

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O que representa para ti, fazeres parte da tripulação K4 que fez a seleção nacional regressar às finais “A” mundiais após 30 anos?

“É sempre gratificante fazer parte de uma equipa que faz história nas camadas mais jovens, é sinal que a modalidade tem gerações com futuro. É sinal que eu e os meus colegas temos nível para ser o futuro da canoagem portuguesa. Não tendo a canoagem os apoios que tem outras modalidades, é difícil apostar durante muito tempo tudo na canoagem. Mas espero poder contar com os apoios das entidades responsáveis para não parar por aqui e continuar a sonhar com mais e melhores resultados desportivos”.

Quando partiram para a Roménia, iam sob pressão do histórico disponível no site da FPC sob os resultados dos últimos anos?

“Sinceramente quando partimos para o Mundial, partimos sem qualquer tipo de pressão, partimos com o pensamento que vamos dar o nosso melhor. Neste caso sabíamos que estávamos bem preparados e que podíamos fazer um resultado de relevo para Portugal mas sempre sem pressão de resultados de anos anteriores em campeonatos do mundo de juniores e sub23.

Este ano esta equipa constituída por Ruben Boas, Igor Pinho, João Pereira e Kevin Santos, não “vacilou”. Quer no europeu, quer no mundial nós conseguimos fazer sempre provas muito boas. O europeu serviu para provarmos que tínhamos nível, que éramos capazes de estar entre os melhores do mundo, lado a lado. E no mundial só reafirmamos o nosso valor como equipa ao ganhar a semifinal e depois alcançar o melhor resultado da comitiva portuguesa que foi o 5 lugar no k4 500m.

E aproveito desde já para agradecer todo o empenho dos meus colegas nestes últimos meses. Sem dúvida que juntos somos mais forte. Sem esquecer a pessoa que acreditou sempre em nós, João Tiago Lourenço. Obrigado!”

Fotos: CCO/facebook

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