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Aguarelas de vários autores e trajes de Macau em exposição no Museu de Ovar

O espólio do Museu de Ovar nas diferentes áreas artísticas, culturais e etnográficas, com suas coleções, continua a surpreender os visitantes que ali procuram conhecer um pouco mais da história local e regional, cruzando-se mesmo com coleções de várias outras culturas de diferentes continentes, a exemplo da China que através da sua embaixada em Portugal chegou a manter reconhecidos momentos de intercâmbio que ajudaram a enriquecer o espólio deste Museu desde a sua fundação a 8/01/1961.

Foi assim com base no seu espólio, que foram reunidas obras de arte como pinturas de aguarela de vários autores, e peças de coleções de trajes tradicionais de Macau, para as temáticas das duas exposições inauguradas no dia 12 de outubro, com os títulos “Reviver Macau após 20 anos” e “Pintura Aguarelas”, que podem ser vistas até 30 de novembro.

Sendo a aguarela uma das antigas técnicas de pintura, neste caso, com acentuado relevo entre o conjunto de obras de artes plásticas que o Museu de Ovar tem vindo a partilhar com as visitas. Esta exposição reúne um significativo lote de obras de artistas como: António Pinto, Beatriz Campos, Bertha Augusta Borges, Carlos Moura, Dórdio Gomes, Estevão Soares, Jaime Martins Barata, João de Lemos Gomes, João Hermano Batista, João Marques, João Rosa Rodrigues, Maria Flores, Querubim Lapa e Roque Gameiro.

Numa outra sala ao lado, o tom do vermelho que domina os trajes antigos de seda ou cetim, de noivas de Macau, ou o branco e preto dos trajes do noivo no século XIX e XX, decorada ainda por vários elementos e peças de artesanato oriental, que integram esta exposição “Reviver Macau após 20 anos”, em que despertam ainda a atenção os motivos bordados, que, como refere a folha de sala, “incluíam geralmente a fénix, símbolo feminino e também o dragão, símbolo masculino, flores, pássaros e borboletas. A presença conjunta do dragão e da fénix simboliza união”.

A continuada aposta em recorrer ao património que representa o espólio do Museu de Ovar, sendo uma oportunidade extraordinária de ir dando a conhecer muitas das peças e obras de arte do espólio. É também um momento aproveitado para fazer os adequados inventários, com registos, nomeadamente fotográficos peça a peça, catalogando e atualizando toda informação sobre a variedade de arte e coleções que se acumulam ao longo destas seis décadas de atividade museológica.

Texto e fotos: José Lopes

01nov19

 

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