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ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVA POR UNANIMIDADE “ARU” E “ORU” PARA CAMPANHÃ! “A COISA MAIS INJUSTA QUE ACONTECEU FOI DEIXAR ESTA FREGUESIA DE LADO, AO LONGO DE SUCESSIVOS GOVERNOS CAMARÁRIOS”, DISSE RUI MOREIRA

Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, realizada a 14 de outubro último, em que se aprovou, por unanimidade, a criação da ARU – Área de Reabilitação Urbana de Azevedo de Campanhã e a ORU – Operação de Reabilitação Urbana da Corujeira, venceu o consenso num tema prioritário para a cidade: a coesão social e territorial da freguesia de Campanhã e o seu crescimento económico.

A intervenção de Rui Moreira concentrou aquilo que todas as forças políticas foram dizendo ao púlpito da Assembleia Municipal. “A coisa mais injusta que aconteceu foi deixar Campanhã de lado” ao longo de sucessivos governos camarários.

As feridas de décadas de abandono e de isolamento progressivo em relação ao resto da cidade, deixam marcas, mas, na verdade, o empenho político dos últimos anos, “que não pode ser partidarizado porque tem a ver com o coração da cidade”, será determinante para o futuro da zona oriental.

“O importante é que seja um processo contínuo e qualquer que seja o resultado [eleitoral] daqui a dois anos se continue a olhar para Campanhã. Peço desculpa se vos disser que fiz a vontade da cidade. Não foi nenhum vereador, não foi nenhum presidente de câmara, não foram os deputados, foi a cidade”, reiterou Rui Moreira no seguimento da intervenção da deputada do PS Cláudia Santos, que associou esta prioridade municipal à vereação do PS na Câmara do Porto, no anterior mandato.

“Todos nós temos a noção de que durante anos, falou-se, falou-se, falou-se de Campanhã e pouco se fez. A última coisa que pretenderei algum dia é reclamar aquilo que está a acontecer hoje, por isso admiro que tentem reclamar para alguém”, continuou o autarca, recordando que “Campanhã não foi tema na campanha eleitoral porque era consensual”.

Pior ainda é o preconceito de entidades como o Tribunal de Contas, que chegou a questionar a opção política do Município por querer fazer o Museu da Indústria em Campanhã e não na zona ocidental, onde, alegaram no parecer, “há mais atratividade”, revelou o presidente da Câmara do Porto.

“Era uma questão de justiça. A cidade tinha de se reequilibrar, porque era uma cidade inclinada para o mar”, sumarizou Rui Moreira.

“Campanhã era território proscrito e desconhecido no tempo de Rui Rio”, lembrou Artur Ribeiro

Da CDU, o deputado municipal Artur Ribeiro contou um episódio do tempo da presidência de Rui Rio na Câmara do Porto, para demonstrar que, à altura, Campanhã, e principalmente a zona de Azevedo, era território proscrito e desconhecido para o poder político. Concordou também com Rui Moreira sobre a discriminação positiva que deve ser feita pelas ARU, pelo que partilhou da opinião de que não faz sentido criar uma só ARU na cidade, como fez Lisboa.

Por seu turno, Joel Oliveira considerou fundamental a criação de todos os instrumentos urbanísticos que impulsionem não só a reabilitação urbana de Campanhã, mas que sirvam também para terminar com “segregação” de um vasto território, que corresponde a um quinto da área do concelho.

Já o líder da bancada do grupo independente Rui Moreira: Porto, o Nosso Partido, André Noronha, elencou os dez projetos estruturantes previstos para a ORU da Corujeira, que vão atuar “na malha fina”. Tal como Rui Moreira tinha referido, para que tudo corra como planeado é preciso que a reconversão do Antigo Matadouro avance . O investimento estimado para este conjunto de projetos é de 152 milhões de euros, 83 dos quais de investimento privado e 14 milhões resultantes de investimento público-privado, detalhou.

Texto: Porto. / EeTj

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

01nov19

 

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