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EXCURSÃO – DA CHANFANA AO LEITÃO ENTRE BELAS PAISAGENS DO MONDEGO E UMA “APAIXONANTE” VISITA À ALDEIA DE XISTO DE GONDRAMAZ

E já passaram trinta e seis excursões desde que, a 10 de junho de 2014, o “Etc e Tal jornal” iniciou este tipo de iniciativas. Numa altura em que o jornal se prepara para, em janeiro próximo, comemorar dez anos de existência, fica bem aqui, relembrar a quem nos lê, esta caminhada em prol de todos quantos connosco têm convivido nos passeios por nós organizados.

José Gonçalves

(texto*)

E o último – portanto, o 36.º – foi organizado no passado dia 22 de setembro, tendo como destino principal de visita a bonita vila de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra.

Foi a, precisamente, 100 dias do final do ano, e (ironicamente) em “Dia Mundial Sem Carro”, que 32 convivas foram transportados numa confortável e potente viatura da empresa com sede no Algarve, a TranSol  – que faz, com a Transviagens, parte do grupo “Barraqueiro” -, conduzida pelo excelente profissional Rui Rodrigues.

A condizer com o nome da empresa proprietária da viatura que nos levou – além de Miranda do Corvo -, a Penacova, à aldeia de xisto de Gondramaz, a Penela e à região da Mealhada (saberão, por certo, a que propósito fomos lá!), o dia foi de Sol e bem quentinho para a época, se bem que agora – e estávamos a entrar no Outono – as “estações” já não sejam como eram antigamente.

Bem. Lá partimos, como sempre junto à Estação de Metro do Heroísmo, no Porto, tendo, logo nos primeiros quilómetros de viagem (em plena A1), a companhia de centenas e centenas de motards, que se deslocavam a Fátima para a tradicional concentração/peregrinação que lá realizam anualmente.

Convivemos um pouco com eles na Área de Serviço da Mealhada e constatamos o espírito de união que reina entre os amantes das motas, e a simpatia com que dialogam com curiosos… como foi o nosso caso, e sem ser precisa identificação de jornalista.

Estávamos nós, na altura, a prepararmos caminho para Penacova, a bonita vila banhada, no seu sopé, pelo Mondego e que surpreendeu, e muito, quem a visitou pela primeira vez, como é o caso do autor desta reportagem.

Com uma vista deslumbrante sobre o vale do Mondego, foi na Pergula – precisamente no centro da simpática vila – e que comemora 100 anos de existência, que praticamente todos os companheiros e companheiras de viagem se concentraram, não parando quietos nem telemóveis, nem máquinas fotográficas, para registarem as belezas que a natureza do local nos oferecia…

Foto: jg

Câmara Municipal de Penacova

Destaque também, e ainda no que a Penacova diz respeito, para a sua igreja matriz, e também para a promoção, que por aqui se faz, às qualidades e tradições da terra, como a saborosa lampreia (para quem gostar, está claro) e ainda para o facto de se manter vivo o fabrico manual de palitos e a recuperação de barcos para a travessia do rio Mondego.

Se há pouco nos referimos à Lampreia, tenho agora de me referir à Chanfana, o prato típico da vila que visitamos de seguida, e que adquiriu o estatuto de capital nacional do referido prato tradicional: Miranda do Corvo.

Não demorou muito a viagem entre Penacova e Miranda do Corvo – sempre no distrito de Coimbra, recebendo-nos a vila mirandesa com um sol brilhante e calorento, poucos minutos antes do almoço agendado para o meio-dia, no restaurante “Zé Padeiro”… vamos já lá.

Antes de “dar ao dente” foi tirada a primeira impressão da vila que nos acolhia, banhada pelo rio Duela, ou Corvo. A Câmara Municipal logo ali no centro, com um jardim envolvente muito bonito, e lá mais em cima – viam-se altaneiras, a estátua de Cristo Rei e a Igreja Matriz, como que nos a convidar para uma subida (íngreme) pelas bonitas vielinhas do seu centro histórico. Mas, antes de lá chegarmos… chegou, então, a hora do almoço…

Caro(a) leitor(a), digo-vos já que nada sobrou. Se as imagens que se seguem lhe abrirem o apetite, o melhor é ir lá, ao… Restaurante Zé Padeiro.

Foi onde fomos.

A… Chanfana

Claro está, que a Chanfana foi o prato dominante nos pedidos feitos pelos companheiros e companheiras de viagem, mas também o bacalhau no forno e o bife. Bem!… um bom pedaço de bife.

A equipa liderada pela Patrícia Dias (no centro da foto, e responsável, com o marido, pelo referido restaurante) trabalhou de forma exemplar no serviço à mesa (comunitária), à mistura com muita simpatia, que confirmamos ser natural da nobre gente de Miranda do Corvo.

O autor desta prosa escolheu a Chanfana, e… adorou!

De resto, não se registaram reclamações (muito pelo contrário), o que quer dizer que, tanto o prato principal, como a sopa (uma maravilha!), a pinga (vinho de qualidade, para quem o pôde beber) e a sobremesa, estavam, no mínimo… “mais que bons”.

Com o estômago recomposto, foi altura de, para a digestão ser feita, se escalar a íngreme colina até ao Cristo Rei, passando também pela Igreja Matriz que fica, praticamente, no seu sopé.

Até lá, tanto a subir como a descer, deparamos com a beleza das vielas e das suas casas pintadas de branco e de um amarelo-torrado, como que a encaixilha-las, muito a lembrar as residências tradicionais alentejanas.

As fotos falam por si….

Foto: jg

Foto: jg

Foto: jg

Estava, então, na hora de abalarmos para um dos sítios que mais curiosidade despertava entre os viajantes: a aldeia de xisto de Gondramaz, a poucos quilómetros (nove!) de Miranda do Corvo, mas a consideráveis minutos de distância, dadas as curvas e a estreitíssima estrada que lá nos conduziu, isto já em plena Serra da Lousã.

Um reparo ou chamada de alerta

Bem. Eis aqui o nosso primeiro reparo; reparo esse que endereçamos diretamente à Câmara Municipal de Mirando do Corvo, isto antes de falarmos das belezas da referida aldeia de xisto:

Convinha colocarem, logo depois do espaço, que descobrimos mais tarde, ser destinado a estacionamento de camionetas,  uma sinalética que proíba o acesso a viaturas, como a que nos transportou, até à que, pensávamos ser a entrada principal de Gondramaz, e que por lá tem também parque de estacionamento, mas só para ligeiros, motas e bicicletas.

Nós fomos lá, e não fosse a perícia do nosso motorista Rui Rodrigues; a excelência da camioneta, como a solidariedade dos populares, que pararam as suas viaturas, para ajudarem na difícil manobra efetuada… ainda hoje estaríamos por lá. Sim, em Gondramaz.

Não que nos importássemos muito de por lá ficar mais umas horas, dado a beleza da aldeia, mas desta forma… não!

Uma placa a sinalizar que o espaço predestinado ao estacionamento de camionetas é único, e é proibido o percurso, a esse tipo de viaturas, a partir desse local, é mais que urgente.

Fica o reparo.

…e um elogio, também!

Reparo à parte, o elogio para a forma como está preservada a aldeia de Gondramaz.

“Linda de morrer!”, como ouvimos.

Sem dúvida!

E sem dúvidas ficamos ao ver a satisfação das pessoas, que tiveram de percorrer a pé (num espetacular contacto com a natureza), o local onde a camioneta as deixou, e o outro, onde depois ela ficou devidamente, estacionada.

As imagens que se seguem revelam e relevam, por si só, a extraordinária beleza do local…

Já na reta final desta excursão, Penela, considerada por muitos a “vila branca”, numa constatação lógica à pintura predominante de casas e monumentos, recebeu-nos com (outro) condicionalismo de trânsito para viaturas como a que nos transportava. Não arriscámos!

Cansados pela caminhada efetuada na aldeia da Gondramaz, muitos foram os que preferiram ficar na camioneta. Outros houve que foram visitar o castelo da localidade, que não distava assim tanto do sítio onde encontramos estacionamento.

Futuramente, promete-se visita mais demorada a Penela, sem que o “cheirinho” a leitão – próxima paragem, no caso deste passeio – crie ansiedade entre companheiro e companheiras de viagem.

Foto: jg

E, por fim, a região da Bairrada, e o seu famoso leitão. A paragem é sempre obrigatória quando vimos do Sul rumo ao Porto, e o restaurante Sancho o ponto de referência tradicional.

Terminávamos, assim, a 36.ª excursão organizada pelo “Etc e Tal jornal”, estando já agendada para o próximo dia 20 de outubro, uma outra – ou seja, a penúltima do ano – tendo como ponto central de visita, a bonita vila de Monção, no Alto Minho.

Até lá…

(*) As fotos desta reportagem foram da autoria das nossas companheiras de viagem Rita Catita e Eduarda Santos, às quais queremos agradecer a colaboração, colmatando, assim, a ausência (mais que justificada) dos nossos habituais repórteres fotográficos.

01out19

 

 

 

 

 

 

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