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Excursão “Etc e Tal” – À DESCOBERTA DO ALTO MINHO ENTRE AS BRUMAS DE UMA REGIÃO PARADISÍACA E DE GENTE (MAIS QUE!) SIMPÁTICA…

O Alto Minho (Valença, Monção e Melgaço) recebeu-nos no passado dia 20 de outubro, naquela que foi a 37.ª excursão organizada pelo “Etc e Tal jornal”, e sem o temporal que afetou a região nos três dias anteriores, mas que chegou para condicionar o programa deste passeio, já que por motivos de segurança – relevadas pelos bombeiros – não nos deslocamos aos Santuário da Nossa Senhora da Peneda.

Seja como for, esta excursão, que teve como ponto central de visita a vila de Monção, correu da melhor maneira, a começar pelo conforto e segurança da viatura da “Transviagens”, conduzida pelo jovem e excelente profissional – o que aconteceu pela segunda vez -, Luís Mendonça.

José Gonçalves                       Fernando Neto

(texto)                                                  (fotos)

Sem frio e com o Sol a visitar-nos algumas vezes – mesmo fazendo caretas, com a força de calor típica do S. Martinho, que dizem ser período de Verão -, este passeio foi animado, principalmente na reta final, em Arcos de Valdevez. Mas se tudo terminou em beleza e bailarico, a verdade é que antes, um almoço, por muitos considerado divinal, veio animar ainda mais as hostes, principalmente quando a “Foda à Monção” foi acompanhada pelo Alvarinho da terra: uma verdadeira “ménage à trois”. Vamos já lá…

E, como acontece quando nos deslocamos para o noroeste português e galego, a primeira paragem na bem tratada A3, faz-se sempre na Área de Serviço de Barcelos. Não sabemos se eles já nos conhecem, tantas as vezes que já lá paramos, mas, em boa verdade, os preços continuam na mesma. Não baixam! Sendo assim, há quem prefira fazer só um chichizinho do que estar a pagar um euro por um café expresso.

Bem, essas são outras “cantigas”, se bem que a “música” que as embala seja sempre de ter em conta, pois, logo no início do dia, a dança das notas tem de ser controlada, não vá o diabo tecê-las.

E a verdade é que Lucifer não se meteu connosco. O S. Pedro, a custo, foi-lhe dando a costumeira lição de respeito para com quem viaja sob a chancela do “Etc e Tal”, período de “aprendizagem” esse, que se viu perfeitamente na chegada a Valença: uma nevoeirada de todo o tamanho!

Seja como for, a “coisa” foi-se dissipando, e poucos minutos depois de lá termos chegado, eram já visíveis alguns (ainda que tímidos) raios de Sol.

Na Fortaleza da bonita terra raiana, percorreu-se então as estreias mas belas vielas, com um vasto número de lojas com produtos (bordados, colchas, utensílios diversos, etc.) a preços muito convidativos, e sempre sob o olhar tanto de um sem-número de galegos, que atravessaram a ponte sobre o Rio Minho, para, ali, também fazerem as suas compras.

Finda a visita, foi considerável o número de companheiros e companheiras de viagem com sacos e sacos nas mãos. Diga-se que não é assim tão habitual nestes passeios isto acontecer logo na primeira paragem para visita, mas, desta vez, fugiu-se à regra, facto que comprova os preços convidativos que se praticavam nas casas comerciais da imponente Fortaleza de Valença…

E, pronto, estava, praticamente na sempre desejada hora do almoço, e – quando em viagem – na sempre aliciante e ansiosa descoberta de novos sabores. Desta feita, a destacar um prato que, pelo seu nome, originou as mais diversas gargalhadas, assim, como bocas abertas de espanto.

Em Monção o serviço gastronómico local tem na Foda o seu principal atrativo. A “Foda à Monção”, que não é mais que cordeiro assado no forno (de preferência a lenha), é o prato de excelências por aquelas paragens, e já galardoado pelas “7 Maravilhas” gastronómicas de Portugal.

Mesmo assim, ou seja: tendo em conta os galardões, eram poucas as pessoas que conheciam a “Foda” da terra, e a verdade é que quem a saboreou (comendo-a, naturalmente) disse mil maravilhas da experiência.

Foi-nos indicado pelos Bombeiros Voluntário de Monção, o restaurante “Casa Matraquilhos”, e, com mais ou menos lances “matraquilhados”, a verdade é que o pessoal saiu satisfeito, ora com a Foda, ora com as pataniscas acompanhadas por saboroso e explosivo arroz de feijão, ou ainda pelo salmão grelhado e o bacalhau lá confecionado com uma cebolada especial.

A acompanhar um vinho da região, ou um especial “Alvarinho” que também é da terra, mas compreensivelmente, mais caro. E para sobremesa umas rabanadas de fazer ir ao céu e voltar à terra encantados, entre outros doces de eleição.

A “Foda” à Monção

Bem recebidos pela proprietária e cozinheira Anabela, o pessoal, ainda foi brindado, pela própria, com duas tiradas de fado bem cantando. Tanto ela como a filha, que fizeram um excelente serviço à mesa, escusaram-se a ser fotografadas, perdendo os nossos leitores a possibilidade de observar as suas belezas, alías como o próprio nome da senhora o comprova.

Qem foi à “Matraquilhos” pôde ter ainda ter acesso direto ao Museu do Alvarinho e desgostar o néctar…

Visitado o museu e calcorreadas que foram algumas praças e ruas de Monção, seguimos para a vizinha Melgaço, sem que antes, e no horizonte se avistassem nuvens carregadinhas de chuva e mais prestas do que cinzentas, com alguns relâmpagos à mistura.

Museu do Alvarinho

Temia-se o pior, mas o pior não veio a acontecer, já que só caíram umas pinguitas na bonita Melgaço. Seja como for, a organização consultou os Bombeiros da localidade para saber da possibilidade de nos deslocarmos ao Santuário da Nossa Senhora da Peneda em segurança.

A recomendação foi rápida: “não é nada aconselhável, devido ao temporal dos últimos dias. A estrada está perigosa!”

A estrada estreia, num local sem “rede”, e sempre de condução cuidadosa em tempo quente e seco, não poderia ser mesmo percorrida durante duas horas (uma para lá, outra para cá), como ratificou o nosso amigo e motorista Luís Mendonça.

E ficamos por Melgaço o tempo suficiente para visitar a bela localidade sobranceira ao Rio Minho…

Depois de umas voltas, de escapadela às pingas vindas do céu (às outras não sei?!), visitou-se Melgaço, para se preparar “malas” e partir rumo aos “Arcos”, como é como quem diz a Arcos de Valdevez.

E foi com muita festa (musical e gastronómica) que fomos recebidos em Arcos de Valdevez, depois de quase uma hora aos esses por Estrada Nacional (com algumas paisagens dignas de registo, dada a sua beleza). Aliás, sobre o tempo de viagem em camioneta comparativamente ao de paragens, continua a ser o período destinado a visitas que vai à frente.

E assim terminou mais um convívio, estando já em preparação a última excursão do presente ano, a qual será realizada, no próximo dia 17 de novembro, à aldeia de Provesende, no Douro Vinhateiro, com paragens ainda em Mesão Frio, Régua e Vila Real. Até lá…

01nov19

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