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PARAÍSOS JUNTO AO CÉU – ENCANTOS DA SERRA DA FREITA

Tudo pode acontecer num dia de Sol em que decidimos explorar o que conhecemos de passagem, à distância do nosso horizonte ou até pelas muito conhecidas atrações de âmbito desportivo e lazer, como os Passadiços do Paiva e na gastronomia, bela carne de Alvarenga.

Antes de almoço, sem termos pensado em nada para fazer, decidimos ir em frente em direção ao local para onde estávamos virados, a Serra da Freita.

Luís Filipe Silva

(texto e fotos)

Conhecendo as estradas normais até lá, decidimos contudo sair do circuito habitual e lançámo-nos por estradas secundárias, com a ideia de almoçar e que este seria uma vitela assada de categoria. Tínhamos conhecimento da zona onde poderíamos encontrar tão fantástica e suculenta iguaria, talvez em Arouca, portanto muito próximo da aventura, mas foi em Oliveira de Azeméis que parámos e nos deliciámos com uns bons pedaços de tenra e saborosa carne, cozinhada em forno a lenha. A carne que se eclipsava no palato, as batatinhas assadas…tudo uma verdadeira delícia!

A serra da Freita tem uma altitude máxima de 1085 metros no Pico de S. Pedro Velho, um local situado na freguesia de Albergaria da Serra, no concelho de Arouca.

Juntamente com a Serra da Arada e a Serra do Arestal, a Serra da Freita forma o maciço da Gralheira e está rodeada pelos concelhos de Arouca, Vale de Cambra e S. Pedro do Sul. A viagem entre os concelhos pode ser uma aventura, mesmo para os que não se interessam por caminhadas pelos imensos trilhos pedestres existentes, ou por quem não tem vontade de fazer escaladas com os mais variados graus de dificuldade, existentes em muitos pontos da serra, podendo ser muito agradável e revitalizadora para quem opta por um passeio de carro com diversas paragens e pequenos circuitos pedestres, em ambiente tranquilo, apreciar as conhecidas pedras parideiras, refrescar-se na Frecha da Mizarela, uma bela e aprazível queda de água ou apenas contemplar o horizonte onde se podem ver ao longe as pequenas aldeias e lugares com os seus pequenos aglomerados habitacionais aqui e acolá.

O pós-prandial foi tranquilo, apesar das muitas curvas e contracurvas, que fizemos em velocidade de passeio, sempre com uma amena e refrescante brisa e aquele inesquecível som das muitas espécies de aves que nos cumprimentavam das copas das árvores ao longo do percurso até Arouca.

Com o foco na serra e nas pequenas caminhadas, atravessámos a cidade que já conhecíamos e seguimos com destino ao coração da Serra.

Passando por Moldes, S. Pedro Velho (o ponto mais alto) em Albergaria da Serra, cumprimentados pelos gigantes braços da energia eólica, fomos parando com frequência para recolher pequenas pedras e cristais, numa maravilhosa diversidade de sentimentos onde o bem-estar, as cores, os sons, o movimento dos riachos e das quedas de água, pequenos braços do Rio Caima (que nasce nesta serra) nos invadiam de prazer.

Fomos seguindo por Cabreiros, Candal, Coelheira, Landeira, Santa Cruz da Trapa, Bordonhos, Vilar, na no Distrito de Viseu, região das Beiras, fazendo uma paragem um pouco mais longa na Praia Fluvial de Pouves, onde nos refrescámos com uma bela limonada no improvisado “Bar da Praia”, à sombra das muitas árvores ali existentes.

Já ao entardecer, tempo ainda para uma visita às Termas de S. Pedro do Sul, onde na Praça socializavam centenas de Seniores de todos os pontos do país, enquanto esperavam pela hora de jantar.

De S. Pedro do Sul a Vouzela, com paragem para um pastelinho de Vouzela e uma Delícia de Vouzela, doces com um sabor maravilhoso a ovos-moles, mas confecionados com uma massa finíssima e “perigosamente” digestiva, dando vontade de não parar de comer…

De regresso ao litoral, uma passagem obrigatória por Oliveira de Frades, Ribeiradio, Sever do Vouga, Albergaria-A-Velha e Santa Maria da Feira, com uma jantar de saborosas enguias pela região do Vouga.

Tudo isto apenas numa tarde que começou por volta das 12h, com menos de 100€, um custo nada exagerado para duas pessoas, sem portagens, a uma velocidade reduzida pela essência do passeio e das características do terreno, pouco gasto em combustível, com direito a lanche e duas boas refeições.

Outras possibilidades ainda mais económicas que pudemos observar pelo caminho, encontrámos alguns locais aprazíveis com mesas e bancos corridos, bem ao jeito de um belo piquenique, junto a pequenos riachos, com sombra, onde o gado bovino anda por ali na pastagem e brinda os visitantes com uma presença observadora e pacífica, habituados que estão às pessoas.

Fica a sugestão para um destes dias reunir a família e passar um maravilhoso dia na Serra da Freita. Eu, irei voltar sempre que precisar de relaxar e revitalizar o meu corpo e mente.

01out19

 

 

 

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