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“Frozen 2”, mais maturidade e complexidade

Inês Melo e Faro

A Disney, mais uma vez, acertou. E acertou duplamente. Em primeiro lugar, porque “Frozen 2 – O Reino do Gelo” surpreendeu pela positiva. E em segundo lugar, porque a estreia veio abrir a época cinematográfica do Natal.

Na verdade, este segundo filme não precisava de existir. Tudo ficou resolvido no final do primeiro. O segundo filme segue a mesma linha. As personagem estão mais crescidas, mas Anna continua a mesma bola de energia e otimismo, enquanto Elsa continua cautelosa, mas mais confiante na pessoa que é e nos poderes que tem. É nesta última personagem que vemos uma maior evolução do primeiro para o segundo filme. E é nos “demónios” que assombram Elsa que o enredo incide.

Elsa e Anna, que procuram salvar Arandelle de uma guerra antiga ente o seu reino e uma floresta encantada. A ação leva as duas irmãs, Olaf, Kristoff e Sven para a Floresta mágica de forma a resolverem o passado e a encontrarem a origem dos poderes de Elsa com a ajuda dos quatro elementos: terra, água, fogo e ar.

A história introduz novas personagens e aprofunda outras. Olaf é uma das personagens a quem foi dado mais destaque, assumindo um papel cómico muito bem desenvolvido, tendo arrancado as maiores gargalhadas da sala de cinema. Para além da sua parte cómica, Olaf continua com a inocência que lhe é característica, evidenciada, principalmente, com a música interpretada por ele, que questiona algumas peripécias do crescimento.

Outra personagem com maior destaque do que no primeiro filme é Kristoff, namorado de Anna. Na sequela, o rapaz tem direito a uma música exclusivamente sua, ao estilo dos anos 80, e que arrancou muitas gargalhadas da plateia também.

Mais do que as personagens, existem dois aspetos que tornaram Frozen 2 melhor do que o primeiro: a qualidade da animação e a banda sonora. Estes aspetos demonstram os dois uma maturidade muito maior do que no primeiro. A Disney colocou, sem dúvida, os melhores animadores a trabalhar neste filme. E os resultados são incríveis. Nunca a qualidade de animação foi tão visualmente impressionante como aqui.

Concluindo, “Frozen 2 – O Reino do Gelo” compensou a espera de seis anos. Para mim, a sequela é melhor do que o original, pelo simples facto de ter uma narrativa emocional visivelmente mais complexa e que, na minha opinião não estará ao alcance dos mais pequenos. A banda sonora superou a expectativas assim como o próprio filme, no geral.

É um filme a não perder nesta época natalícia!

Foto: pesquisa Bing

01dez19

 

 

 

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