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OVAR: CICLOVIAS “METEM ÁGUA” EM TEMPO DE CHUVA

Abertas aos utilizadores as ciclovias construídas em diferentes fases e projetos lançados pelo Município de Ovar durante este ano, os inevitáveis “testes” feitos por peões e ciclistas, deixaram as mais dispares considerações, dúvidas e interrogações ou até sugestões, que, já sem efeitos práticos dada a conclusão destas obras, ficaram bem expressas nas redes sociais, até acabarem por se diluírem no tempo e na adaptação às várias condições proporcionadas por cada uma das tipologias de ecopistas.

José Lopes

(texto e fotos)

Ainda que em nome de mais e melhor qualidade de vida dos munícipes, que não pode ser negada, nomeadamente em vias cuja segurança rodoviária há muito eram prementes corredores próprios para peões e ciclistas. O resultado de um investimento de mais de meio milhão de euros (só este ano), para construção e alargamento de ciclovias, exigiria certamente uma mais clara definição da sua estratégia para além da componente de lazer. Uma vez que, e em termos ecológicos, é cada vez mais urgente pensar mais além ao nível da mobilidade também nas cidades mais pequenas e acessíveis ao transporte através da bicicleta, como sugerem alguns munícipes, ainda que o atual executivo camarário assuma estes investimentos, como, “um incentivo geral à mobilidade urbana sustentável”.

Com a atual rede de ciclovias disponíveis e vocacionadas para o lazer (quase 50 quilómetros cicláveis), num território muito plano. Há no entanto percursos, como o que faz a ligação entre a Zona Escolar de Ovar e a Estrada Nacional 327, com cerca de 1.500 metros, cuja opção no material usado para esta ciclovia, passou por uma massa de saibro, ainda que por critérios ecológicos e de enquadramento paisagístico natural, a exemplo da que, mais a sul, faz ligação entre a Habitovar e a também EN 327 (incluindo ligação à Pousada da Juventude, com passagem pelo bairro de São José). Material que em poucos meses de utilização se está a revelar pouco consistente e duradouro, dando origem a piso irregular e precário.

Mas a fragilidade de pistas com base no saibro, ainda se torna mais flagrante em época de chuvas, uma vez que a aparente falta de planeamento no projeto de algumas destas novas vias para peões e ciclistas, não teve em linha de conta a necessidade de escoamento das águas pluviais, provocando imagens bem representativas de tais falhas, neste caso da situação mais natural, como evitar a concentração de águas da chuva sempre que a precipitação é um pouco mais intensa, como está a acontecer de forma mais flagrante na ligação da Zona Escolar à EN 237.

Esta é uma das mais recentes fases construídas, que, curiosa e ironicamente foi recentemente reavivada na área em que tem inicio (Zona Escolar), a publicitação desta obra, como é exigido sempre que há apoios comunitários, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e neste caso no âmbito do “Centro 2020” que comparticipa no “Plano de Mobilidade Urbana Sustentável em Ovar” através da construção de pistas pedonais e cicláveis para “revitalizar as cidades”. Projeto que inclui “Lote 1 + Lote 2 com apoio da União Europeia no valor de 567.779 euros, mas que nesta caso, está a meter água e falta a conclusão no que toca aos pontos de luz num arruamento em que continua a não haver iluminação pública.

Já a nova pista pedonal e ciclável entre a rotunda do Carregal e o Furadouro, comparando o resultado atual com o “desenho” publicitado, fica a ideia de uma obra também incompleta.

01dez19

 

 

 

 

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