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PÓVOA DE VARZIM – ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVOU ORÇAMENTO PARA 2020 E ABERTURA DE CONCURSO PARA A CONSTRUÇÃO DA “ARENA”

Na sessão de Assembleia Municipal, realizada na passada quinta-feira, 28 de novembro, foi aprovado o orçamento do Município para 2020, num total de 63 milhões de euros, bem como a fixação de taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis para o ano 2020 e da percentagem de IRS pretendida a título de participação variável neste imposto.

A este propósito, o Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, transmitiu que “os impostos estão nos mínimos aceitáveis e vão continuar”.

Em relação ao investimento na educação previsto no orçamento do próximo ano, o autarca revelou que “nunca houve um investimento tão grande no setor da educação”, acrescentando que “a Câmara Municipal está a apoiar muito mais as obras que são da competência do governo do que o próprio estado”.

Também na área social, tendo sido notório o investimento do Município que renunciou parte do valor que lhe foi atribuído no âmbito das candidaturas do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) a favor de instituições de solidariedade social como é caso do Mapadi e da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim, além de todo o apoio dado às diferentes instituições do concelho.

OBRA DA CICLOVIA ATÉ FAMALICÃO A BOM RITMO. MUNICÍPIO ADQUIRE EDIFÍCIOS DE PASSAGEIROS DAS ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DE RATES E FONTAINHAS

Foto: pesquisa Google

Na reunião do executivo realizada no passado dia 26 de novembro, foram aprovadas as minutas de contrato a celebrar com a IP Património – Administração e Gestão Imobiliária, S.A., titulando a subconcessão, ao Município, do uso privativo de terreno e Edifício de Passageiros da Estação Ferroviária de Rates e da Estação Ferroviária de Fontainhas.

O presidente da Câmara esclareceu que tal surge no âmbito da “ecovia que estamos a realizar entre a Póvoa e Famalicão. Assim, o Município poderá fazer uso das estações de Rates e das Fontainhas, sendo que a de Rates já é ocupada pelo Núcleo de Escuteiros de São Pedro de Rates. O edifício das Fontainhas está abandonado e vai ser recuperado pelo Município para fazer uma estação de apoio aos utilizadores da ciclovia”.
No seguimento deste ponto, o autarca informou que a empreitada da ciclovia “está a decorrer a bom ritmo, estando já em fase de pavimentação a maior parte dos troços”.
O executivo aprovou dois protocolos: um com a Associação de Amizade de São Pedro de Rates e outro com o Instituto Maria da Paz Varzim solicitar o apoio financeiro do Município para a aquisição de um veículo automóvel de transporte de passageiros.

Ficou ainda decidido, nessa reunião, a abertura do processo de concurso para a execução da primeira fase do projeto de 150 fogos, situados no Lugar da Gândara e Mariadeira. Aires Pereira revelou que se trata de “um processo que estamos a fazer em conjunto com a Ordem dos Arquitetos para conseguirmos um maior número de propostas.

Este concurso irá desenvolver-se em duas fases: primeira em que os concorrentes vão apresentar uma proposta para ordenamento da área, a que corresponde um prémio monetário para o projeto que vier a ser escolhido pelo júri; segunda em que a Câmara já terá condições para fazer uma segunda adjudicação por ajuste direto em função do que foi a escolha do primeiro concurso para a execução de todo o processo de loteamento. Depois, segue-se a fase do lançamento dos concursos dos projetos de execução das construções”.

MINISTRO DO AMBIENTE NO 9.º ENCONTRO “PME INOVAÇÃO”

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, participou no 9º Encontro PME Inovação que decorreu a 25 de novembro último, no Cine-Teatro Garrett.

O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, acolheu o governante no evento organizado pela associação COTEC Portugal (associação empresarial) e que teve como tema central “A Vantagem do Sourcing Sustentável: a Próxima Prioridade para as PME Inovadoras”.

O ministro considera que a economia circular é absolutamente fundamental para uma sociedade hipocarbónica, através da regeneração dos materiais que faz. “Falo de conceber produtos que excluem logo na sua conceção a geração de resíduos e de poluição, de manter esses produtos e os seus constituintes em uso por mais tempo e de promover a regeneração dos sistemas naturais, tudo isso assente em fontes de energia renováveis”, sublinhou.

De acordo com João Matos Fernandes, “é preciso pensar e criar modelos de negócio que permitam gerar valor do mesmo produto várias vezes ao invés de uma só vez.  É preciso garantir que o material que sai fora da porta da empresa possa voltar para eu o reutilizar – quanto mais simples o material, mais fácil será”, destacou.

No entanto, o governante alertou para o facto de a economia ainda ser um entrave a uma mudança de paradigma na produção de produtos sustentáveis e recicláveis por se focar no preço.

“O problema é que temos mais receios do impacto económico no curto prazo dessas soluções do que temos dos impactos físicos das alterações climáticas, da escassez de recursos materiais, ou do colapso dos sistemas naturais, porque estão longe ou não se sentem”, afirmou.

O ministro do Ambiente considera que “nesta evolução de consumidores para utilizadores, com todo o respeito por quem promove os Black Fridays da vida, eles são, de facto, um contrassenso”.
Para Portugal atingir as metas da descarbonização em 2050 é necessário pensar a solução pelo lado da produção e do consumo. “Alcançar a neutralidade carbónica terá de ir a par de sistemas de produção e de consumo mais inteligentes – que preservem e regenerem, ao invés de extrair e desperdiçar – e no seu centro o bem-estar social e a valorização do território”, salientou o governante.

O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim caracterizou o tecido económico do concelho como diverso e complementar e que valoriza “esse crescentemente importante ativo que é o mar”.

Para o edil, “os poveiros – desde sempre prudentes, ou, como agora se diz, norteados por critérios de sustentabilidade – sempre foram defensores de uma regra que lhes garantia a segurança económica: um pé no mar, outro na terra. Por isso, além de pescarem, cultivavam as terras arenosas da beira-mar, onde aprenderam (e entretanto ensinaram) a produzir excelentes hortícolas, hoje com uma dimensão económica considerável”.

Os hortícolas frescos do litoral, comercialmente organizados, abastecem hoje todo o noroeste peninsular e a vizinha Galiza, e chegam diariamente ao centro da Europa, num negócio que, incorporando toda a fileira (a montante e a jusante da produção) excede os 100 milhões de euros e ocupa 10 mil pessoas.

“A indústria é já, também, um setor muito presente entre nós: o parque industrial de Laúndos depressa se tornou pequeno para tantas solicitações de investimento – razão por que brevemente lhe serão acrescentados cerca de 60 hectares de terreno para captação de novas empresas e novos negócios. E além de Laúndos temos outros parques, de menor dimensão, em Argivai, em Amorim e em Rates, com o propósito de, através de um criterioso posicionamento geográfico, contribuirmos para a mais correta fixação de população, o harmonioso desenvolvimento de todas as parcelas do concelho e uma menor pegada ecológica”, explicou Aires Pereira.

Segundo o edil, “os desafios que o país enfrentará – aqueles que são visíveis e aqueles que fermentam na imprevisibilidade de algumas lideranças internacionais – convocam-nos, mais do que nunca, à reflexão estratégica, para criarmos Conhecimento e para aprofundarmos alguns domínios da economia como a bioindústria, em particular a área dos biomateriais (em crescimento assinalável)”.

O autarca afirmou que acompanha a reflexão que se vai realizando em debates, colóquios, reuniões do mais diverso tipo, em que as equipas de investigadores partilham conhecimento em áreas tão diversas como os bioplásticos, os substratos enriquecidos para a agricultura, a purificação acrescida do biometano para usos veiculares, ou a separação de materiais raros (como o ouro, o antimónio ou o vanádio) das escórias.

MUNICÍPIO OFERECEU TAPETE DE BEIRIZ AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

No âmbito da celebração dos 100 anos da Fábrica dos Tapetes de Beiriz, o Município da Póvoa de Varzim ofereceu um exemplar ao Presidente da República.

Na tarde de 20 de novembro último, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, visitou Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, para lhe entregar, pessoalmente, o tapete. A proprietária da Fábrica dos Tapetes de Beiriz, Cátia Ferreira, também acompanhou o autarca poveiro.

A peça oferecida é a segunda réplica do tapete de 1922, sendo que já existe uma primeira que decora a Sala dos Embaixadores no Palácio de Belém, há 15 anos, oferecida, na altura, pela Embaixada do Brasil ao Estado Português.

Este tapete tem uma novidade, sete trocas de linha propositadas feitas por cada tapeteira envolvida na produção do mesmo. Por considerar que as tapeteiras raramente são reconhecidas, Cátia Ferreira entendeu que cada mulher que trabalhou no tapete devia deixar nele a sua assinatura, “um reconhecimento mais do que merecido a estas artesãs”.

Esta encomenda especial tem 4,55 metros de largura por 7 metros de comprimento, 14 cores diferentes, sendo que nos desenhos, o clássico mistura-se com traços modernos mais arrojados, e a sua confeção envolveu mais de um mês de trabalho de equipa.
O tapete que foi substituído regressou à Póvoa de Varzim e ficará no Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, onde está patente a exposição ”Fábrica dos Tapetes de Beiriz: 1919-2019”, no âmbito das comemorações do centenário.

A história desta fábrica centenária do concelho

Em julho de 1919, Hilda de Almeida Brandão e seu marido Carlos Rodrigues Miranda criaram uma pequena oficina de tapetes no pequeno lugar de Calves, na freguesia de Beiriz, e a sua instalação ficaria completa “pelo fim do tempo dos banhos”, mais concretamente em novembro de 1919.

Depois da morte de Hilda de Almeida Brandão Rodrigues Miranda, ficaram a dirigir a Fábrica os seus filhos e o seu marido Rodrigues Miranda e, posteriormente, a administração foi assegurada por outros familiares, até meados dos anos 70.
Em 1975, a Fábrica viu-se obrigada a?fechar devido, não só às vicissitudes políticas do nosso país, mas também à concorrência do baixo custo?das alcatifas industriais.

Assim, não?foi possível manter a Fábrica de Tapetes de Beiriz, nos moldes em que havia sido fundada e este património artesanal e cultural de Beiriz, da Póvoa e do país poder-se-ia ter perdido. Mas, em 1988, o casal Heidi Hannemann Ferreira e José Ferreira decidiu recomeçar a produção de tapetes em Beiriz, recrutando antigas artesãs da Fábrica, exímias conhecedoras do exclusivo “nó de Beiriz”.

Após meses de pesquisa e de recolha de material, coligiram importante espólio da antiga Fábrica. Encontraram velhos teares que recuperaram, os desenhos dos cartões e as antigas operárias, as verdadeiras guardiãs deste saber inestimável, que demonstraram adesão total ao renascido projeto. Foram precisos cinco anos para reconstituir Beiriz e a sua tradição. Ficou decidido instalar a nova Fábrica relativamente próxima do lugar de Calves, no chamado lugar da Quintã, atrás da igreja matriz.

Os antigos teares rústicos dos tapetes de Beiriz encontraram novo lar e viram as suas teias serem novamente dedilhadas pelos dedos de 15 mulheres que tão bem os conheciam, com os cânticos da leitura dos desenhos a entoarem sobre os batimentos da teia e entre os ramalhetes coloridos das lãs que pendiam nas suas estruturas de madeira.
Assim se faz um Beiriz: teares rústicos – peças imponentes na sua singeleza, feitas em boa madeira, com matéria-prima de boa qualidade-, a lã e a juta, artesãs especializadas e dotadas de grande sabedoria.

A “nova Beiriz” recomeçou a funcionar em março de 1989 com apenas 15 pessoas e, em 1998, trabalhavam 56 funcionários na produção de tapetes, tanto de Beiriz, como numa nova qualidade, o tufado manual, que alargou o mercado.
O ano de 2008 pautou-se por grandes transformações na fábrica. A reforma de Heide e a entrada de sua filha Cátia Ferreira, coincidiu também com a conhecida crise económica, que obrigou a uma reestruturação massiva da empresa. Assim, em 2013, já com apenas 20 funcionários, Cátia Ferreira e seu marido Licínio Oliveira deslocaram a fábrica para as atuais instalações, na Rua Comendador Brandão, mesmo em frente ao edifício da antiga Fábrica de Tapetes Beiriz, onde tudo começou agora com a denominação: “Fábrica Artesanal dos Tapetes de Beiriz”.

POVEIROS DERAM PROVA DE SOLIDARIEDADE E ANGARIARAM SEIS MIL EUROS PARA AJUDAR A MARGARIDA

Centenas de pessoas passaram pelo Pavilhão Municipal para participarem na Maratona Solidária de Cycling promovida pela Varzim Lazer, com o apoio da Câmara Municipal, para ajudar a Margarida.

No dia 28 de setembro de 2018, a Margarida teve um derrame cerebral extenso, a uma semana de fazer 13 anos. Foi sempre saudável, nunca havia estado doente e nada fazia adivinhar este desfecho.  Já passou um ano e continua num estado de dependência total, mas ainda não desistiu de ser feliz e de tentar melhorar.

No entanto, precisa urgentemente de uma cadeira de banho com apoio cervical e suportes de tronco e de um cadeirão de posicionamento, para ter uma alternativa e não estar sempre confinada à cadeira de rodas ou na cama.

Alguns ginásios da nossa cidade – Sport Spirit, B Active, NFGYM e Mapadi – uniram-se a esta causa e, juntamente com a Varzim Lazer, deram o seu contributo para que a pedalada não parasse ao longo de quatro horas.

O presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, fez questão de pedalar por esta causa e alertou para o facto de que “todos os dias somos convocados para inúmeros peditórios e muitas vezes não sabemos qual o destino desse dinheiro. Neste caso, temos um rosto, o da Margarida”. O edil agradeceu “às academias que se juntaram a nós e mobilizaram as pessoas porque quando as causas são justas e solidárias faz toda a diferença”.

Aires Pereira anunciou que foi possível angariar 6 mil euros e, neste sentido, “estão todos de parabéns”. Por fim, o autarca deixou uma palavra ao pai da Margarida dizendo-lhe que “não estás sozinho nesta caminhada, nós, a pé ou de bicicleta, seja de que modo for, estamos aqui para vos apoiar”.
O pai da Margarida fez questão de agradecer pessoalmente, “do fundo do coração”, a todos os envolvidos revelando que “a nossa vida mudou radicalmente há cerca de um ano e estes momentos fazem toda a diferença porque sentimos uma energia positiva”.

PRESIDENTE DA CÂMARA ESTREITA LAÇOS COM COMUNIDADE POVEIRA EM TORONTO

No âmbito das visitas institucionais às Casas dos Poveiros espalhadas pelo mundo, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, esteve, recentemente, em Toronto.

A convite da presidente da Direção da Casa dos Poveiros de Toronto, Linda Correia, e do Presidente da Assembleia Geral da Casa dos Poveiros, Laurentino Esteves, a visita do autarca poveiro contou com um encontro com o Cônsul Geral de Portugal em Toronto, Rui Gomes.

Além desta visita de caráter mais diplomático, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim foi convidado de uma estação de rádio e de um canal televisivo local. Nas suas entrevistas deu a conhecer a conhecer a Póvoa de Varzim e a sua cultura, reforçando a identidade entre as sucessivas gerações de Poveiros.
Aires Pereira esteve ainda presente no São Martinho da Casa dos Poveiros de Toronto que contou com a animação do artista poveiro Domingos Moça. À sua atuação, o público respondeu varias vezes de pé e com efusivos aplausos.

Nesta sua deslocação, o presidente da Câmara manifestou a disponibilidade do Município para ter uma parceria ativa com a Casa, no sentido de disponibilizar aos nossos emigrantes serviços que lhes podemos prestar através do Gabinete de Apoio ao I/Emigrante (GAIE) do Município da Póvoa de Varzim que, em estreita colaboração com a Casa dos Poveiros de Toronto, fazem com que as pessoas se sintam uma parte da Póvoa de Varzim.

O presidente considera que o Município tem a obrigação de disponibilizar todos os serviços que tem ao seu dispor para ajudar e, de alguma forma, poder ser a antena que as pessoas que estão a procurar outros locais como modo de vida tenham no concelho.

Texto e fotos: e-noticia / EeTj

01dez19

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