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TERRENO “BALDIO” JUNTO À ESTAÇÃO DE METRO DA LAPA CARECE DE REQUALIFICAÇÃO! CDU APRESENTOU SOLUÇÕES A POPULAÇÃO QUE ESPERA (HÁ ANOS!) POR… CONCLUSÕES

A dois passos da estação de Metro, e no sopé do monte da Lapa, paredes meias com o Centro Educativo de Santo António, existem cerca de seis hectares de terreno que se encontram ao abandono, sendo visíveis, nessa área (Águas Férreas), vegetação herbácea, duas balizas inutilizadas para a prática de futebol e um caminho de terra que serve, diariamente de passagem, para largas centenas de pessoas, entre as quais um número significativo de crianças e idosos.

De visita ao local, no passado dia oito de novembro, a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, em encontro com a comunicação social, e depois de o mesmo ter feito com representes da Associação de Moradores da Lapa, deu a conhecer várias ideias para dar vida e utilidade a essa zona baixa da Lapa (freguesia de Cedofeita, hoje integrada na união de autarquias do Centro Histórico da cidade).

O espaço, que se encontra entre três específicas zonas residenciais – uma no Monte Cativo, outra contígua à Igreja da Lapa (lado poente) e, por fim, o Bairro da Bouça, do outro lado da linha do Metro, e obra projetada por Siza Vieira – carece, e se possível de imediato, como frisou Ilda Figueiredo, “de estudos pendentes para pôr em prática aquilo que, por uma lado o PDM afere, e, por outro, que as condições atuais permitam – seja por parte da Câmara Municipal, seja por parte do Estado central, que tem também aqui não só interesses, porque é proprietário de edifícios públicos e de terrenos, mas porque também tem responsabilidades na criação de habitação pública e na construção de equipamentos sociais e coletivos – uma melhoria das condições de vida da população aqui residente”.

Assim sendo, a CDU volta a defender a requalificação de um espaço e da sua envolvente, “pois esta é uma longa luta que tem sido feita na Câmara, na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia, dada a extrema importância dessa localização, pela possibilidade de articular a zona baixa da Lapa, junto a uma estação do Metro do Porto, e a zona alta, com ligação à Rua de Damião de Góis”, referiu a vereadora.

É necessário pôr em prática a unidade de execução…

A coligação PCP-PEV tem, assim, vários projetos para o local, defendendo “que esta zona da Lapa precisa de ter espaços verdes para a promoção do lazer, do desporto, do recreio para todas as idades, incluindo equipamentos leves que facilitem o convívio intergeracional e a cultura.

“Por isso”, e ainda de acordo com Ilda Figueiredo, “vendo este espaço de cerca seis hectares completamente abandonado, e sendo este terreno, por um lado propriedade da Câmara Municipal, e, por outro, da administração central, bem como de outros que desconhecemos, queremos, tendo em conta os factos referidos, que a autarquia encete todas as medidas necessárias para pôr em prática a Unidade de Execução prevista no Plano Diretor Municipal para a Bouça.

Ou seja: a unidade operativa de planeamento e gestão número oito da Bouça, que salvaguarda a área verde pública; a colmatação do tecido urbano junto da Rua de Cervantes e da Rua de Salgueiros e uma via de ligação entre a zona baixa e alta da Lapa, e que não servia apenas para veículos automóveis dado que a rua de Cervantes é muito estreita e cria dificuldades de escoamento de trânsito, mas também, de transportes leves, género ciclovia, mas igualmente dos moradores que hoje têm de atravessar, no inverno, um carreiro de lama, com crianças e com idosos, sem o mínimo de condições”.

E ainda, uma intervenção quanto à “integração e renaturalização do afluente do rio de Vilar, que hoje está canalizado ao longo da Rua de Cervantes, e revindicar junto da administração central a construção de habitação pública nas franjas da zona verde com os equipamentos sociais e coletivos que permitam uma melhoria das condições de vida da população aqui residente”, concluiu Ilda Figueiredo.

Pelo menos um passadiço…

E na verdade, os moradores na área – pelo menos os contactados pela nossa reportagem – sentem a necessidade de que se faça algo na zona.

Maria Conceição, moradora perto do local, é da opinião “que a Câmara Municipal já devia ter tido em conta este problema há muito tempo, mas se intervir agora, é melhor que nada. Isto quando chove transforma-se num autêntico lamaçal, e para ir para o Metro tenho mesmo que passar por aqui, senão tenho de dar uma grande volta, e como cuido de crianças e tenho de andar com elas, não há mesmo volta a dar”.

Já para Pedro Santiago, ainda que não resida na zona, trabalha por esses lados, “o problema não é de difícil resolução, pelo menos em dar uma melhoria na acessibilidade, neste descampado à estação de Metro. Podiam colocar aqui um passadiço, antes de fazerem outras obras, que também são precisas neste local, quanto mais não seja, e em meu entender, habitação social, tal como acontece naquele bairro alia abaixo (Bouça”.

Para já o terreno por ali vai ficar, como está, mais algum tempo e com “mau tempo” e só mesmo – e no sentido prático imediato de resolver o problema – comprando umas galochas para que a passagem pelo “baldio” não crie problemas de maior.

Texto e fotos: José Gonçalves

01dez19

 

 

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