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“PORTO DESIGN BIENNALE” ATRAIU 50 MIL PESSOAS UNINDO DOIS CONCELHOS COM 37 ESPAÇOS DE ELEIÇÃO DURANTE 81 DIAS…

A edição de estreia da PDB – Porto Design Biennale registou um total de 50 mil visitantes e afirmou-se como um marco a derrubar limites geográficos e políticos entre o Porto e Matosinhos e, genericamente, a nível metropolitano.

Essa aproximação e o entendimento cada vez mais cúmplice foram afirmados pelos presidentes das duas câmaras municipais que promoveram o evento, o independente Rui Moreira e a socialista Luísa Salgueiro, na sessão de encerramento da Porto Design Biennale.

Na sessão, que decorreu ao final da tarde do pretérito 08 de dezembro, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, o curador-geral da iniciativa, José Bártolo, fez um balanço desta primeira edição, iniciada a 19 de setembro último e que incluiu espaços dos dois concelhos ao longo de 81 dias com seis dezenas de iniciativas, desde conferências a visitas guiadas, de exposições a workshops. A Porto Design Biennale, que suscitou atenção internacional e atraiu também 25 jornalistas estrangeiros, registou 65 mil visitas ao sítio na internet e um alcance de 320.000 utilizadores na página do facebook.

“Optimismo”, “mostrar o que temos de melhor” e “buscar o benefício coletivo” foram três ideias-chave apontadas por Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto e do “board” da Porto Design Biennale, sublinhando que esta associação entre os municípios do Porto e Matosinhos vem na sequência da estratégia que tem envolvido também Vila Nova de Gaia e que privilegia cultura e desporto, entre outros domínios.

Ideia que, de resto, teve entre os seus impulsionadores também o ex-presidente de Matosinhos Guilherme Pinto e o ex-vereador da Cultura do Porto Paulo Cunha e Silva, como recordou Rui Moreira para defender que está à vista “o fim das guerras políticas” que separavam os concelhos da Área Metropolitana do Porto com base na formação político-partidária que liderava cada autarquia.

Aliás, o presidente da Câmara do Porto salientou que a decisão de criar a Porto Design Biennale foi tomada em época eleitoral autárquica, mas “tanto eu como a Luísa [Salgueiro] não queríamos que fosse entendida como uma ação eleitoralista”. Com esse objetivo também conseguido, Rui Moreira afirmou que “hoje, quando falamos das nossas cidades, estamos a falar de uma”, ou seja, as diferenças políticas, partidárias e geográficas estão esbatidas ao ponto de a Área Metropolitana do Porto ser tendencialmente vista e assumida como uma unidade urbana.

Tal importância dos projetos intermunicipais conjuntos foi igualmente destacada por Luísa Salgueiro, que falou do desporto e da cultura mas apontou também o design como “uma forma de chegar mais além”, nomeadamente em termos de promoção de Portugal.

Entendido pelos dois autarcas que a estreia da Porto Design Biennale conquistou para o design um estatuto mais elevado, a preparação da próxima edição está já a ser preparada com a ESAD – IDEA, que assegurou a organização executiva, de modo a tornar este setor um dos que seja encarado como característico destas cidades e valorizado pelo setor empresarial e político numa perspetiva transversal que vai da cultura à economia.

Texto: Porto. / EeTj

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

01jan20

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