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SERRALVES contará com espaço permanente sobre a Floresta cedido pelo BPI e Fundação “la Caixa”

A presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, e o presidente honorário do BPI e curador da Fundação ”la Caixa”, Artur Santos Silva, apresentaram um espaço permanente sobre a Floresta, fruto da cedência a Serralves de diferentes módulos da exposição “A Floresta – Muito mais do que madeira”, promovida pelo BPI e pela Fundação ”la Caixa”.

No espaço de um ano, a exposição já soma mais de 148.000 visitantes, tendo passado por oito cidades portuguesas: Coimbra, Portimão, Viseu, Braga, Castelo Branco, Setúbal, Matosinhos e Faro.

Desde o passado dia 09 de dezembro que é possível visitar diferentes módulos de “A Floresta”, que se instalam de forma definitiva em no Serviço Educativo Ambiente do Parque de Serralves.

A exposição centra-se na organização hierárquica dos diferentes níveis de vida, desde a biosfera até ao nível microscópico. Ao mesmo tempo, é feita uma viagem pelos diferentes elementos que compõem e caracterizam os ecossistemas florestais e as suas dinâmicas naturais, desde o modo como o crescimento das árvores afeta o clima às relações que se estabelecem entre seres vivos, passando pelos diferente componentes e processos que ocorrem no solo da Floresta.

Grandes protagonistas

Os protagonistas destes ecossistemas são as árvores e a elas é dedicada parte da exposição. As árvores são seres vivos pluricelulares, vegetais e lenhosos que ocupam o estrato mais elevado da vegetação. É neste âmbito que se explica as partes constituintes de uma árvore, as funções de suporte e de captação das raízes e como se expandem as florestas através das sementes. Também se explicam as diferentes partes que compõem a madeira das árvores e como as alterações climáticas as influenciam.

De facto, através da cronologia das mudanças climáticas mais recentes compreende-se em grande medida a distribuição atual das florestas e das espécies florestais no conjunto do continente europeu e, mais concretamente, na Península Ibérica.

Atualmente, a Península Ibérica tem 21,6 milhões de hectares de floresta, o que corresponde a 36% da sua superfície total, pouco menos de 60 milhões de hectares

É uma das regiões com mais biodiversidade no continente e com maior área florestal, sendo essa riqueza evidente na grande diversidade de espécies de flora e fauna que habitam as suas florestas. Neste sentido, a exposição apresenta algumas espécies mais representativas de toda a Península Ibérica. O público encontrará uma coleção de amostras de diferentes madeiras, folhas e frutos que ajudarão a identificá-los e diferenciá-los uns dos outros,constituindo ferramentas de excelência para a dinamização das atividades do Serviço Educativo no âmbito dos eixos temáticos Biodiversidade, Sustentabilidade e Alterações climáticas .

Mas nem todas as árvores são iguais. Em todas as regiões existem espécies únicas que se destacam do resto e são conhecidas devido a alguma característica relacionada com o seu tamanho, a sua história ou a sua dimensão cultural e tradicional. É o caso dos cinco exemplares excecionais de Portugal representados na presente exposição “A Floresta”: a Oliveira do Mouchão, em Abrantes, a Castanheira de Vales, em Vila Pouca de Aguiar, o eucalipto da Mata Nacional de Vale de Canas, em Torres do Mondego, a Azinheira do Porto das Covas, em Loulé, e o Assobiador, em Palmela.

A Fundação ”la Caixa”, com sede em Espanha e uma das mais relevantes a nível internacional, iniciou em 2018 a sua implantação em Portugal, consequência da entrada do BPI no Grupo CaixaBank.

Texto e foto: Fundação Serralves / EeTj

01jan20

 

 

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