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MANUELA MENDES DA SILVA – A PINTORA, A PROFESSORA E A MULHER QUE AMA A VIDA “VOANDO” SOB UM “MAR” DE QUENTES CORES

Manuela Mendes da Silva: a pintora, a professora e a mulher, na primeira pessoa do singular. Uma maneira diferente de, “em foco”, quem convidamos se dar a conhecer, sim interferências do… jornalista

Roberto L. Fernando

(fotos)

“Nasci no Porto, aqui na Rua do Heroísmo, há 71 anos, a nove de fevereiro de 1948, e no local onde o meu avô, mestre Mendes da Silva tinha o seu ateliê, onde deu muitas lições e preparou muitos colegas para as Belas-Artes. Foi, precisamente, nela, na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde me licenciei em pintura. Fui colega da Graça Morais, do Jaime Silva, entre outros colegas que, como são muitos, não vou estar a enumerar.”

Gosto pela pintura

“É muito curioso. Eu nasci numa família de artistas. Com o meu avô, mestre Mendes da Silva; o meu pai que era um grande aguarelista e não só; a minha mãe, que fez o terceiro ano do curso de pintura, e fui crescendo neste meio artístico, mas sem qualquer tipo de influências da parte ou do meu avô, ou do meu pai.

Desde muito pequenina tive o sonho de ser pintora e professora. E, a verdade, é que tive a sorte de poder concretizar esse duplo sonho: fiz, portanto, as duas coisas.

Ser só pintora era muito bonito e bom mas, no nosso País, não dá para sobreviver, portanto, ainda bem que comecei a dar aulas. Antes, porém, frequentei o Liceu Rainha Santa Isabel, fiz o exame de admissão às Belas-Artes. Não fui pela Soares dos Reis – poderia ter ido – mas não fui porque não quis.

Continuei, assim, a seguir o meu sonho. Comecei a desenhar e a pintar desde muito nova. Aliás, antes de entrar na Escola das Belas-Artes fiz alguns trabalhos abstratos, ainda que a base fosse o figurativo. O Expressionismo Abstrato é o movimento a que me estou a dedicar.

Não me querendo perder no caminho da família, que estava a relatar, reafirmo que nem o meu pai, nem o meu avô me disseram que eu trabalhava ou desenhava bem e que devia ir para as Belas-Artes. Não! Nada me disseram. A vontade foi minha. Tive a sorte de ter nascido onde nasci, e ter esse dom para a pintura, o qual não descorei, e isto porque continuei sempre a trabalhar conseguindo conciliar a minha atividade de professora, que iniciei muito jovem, com a pintura.”.

 A professora

“Comecei a dar aulas muito jovem, ou seja com 24 anos, e isto a alunos com, praticamente, a minha idade. Foi na Escola Comercial e Industrial de Gondomar.

Eu era muito magrinha. Entrei na escola, os alunos eram mais velhos. A certa altura, ia-me dirigindo para a Sala de Professores quando uma empregada me alerta para o facto de estar a seguir o caminho errado, julgando ser aluna (risos!)

Correu muito bem o primeiro ano em que dei aulas. Tinha, na altura, duas turmas que concorreram a um concurso para o cartaz das Festas da Nossa Senhor do Rosário, e uma das minhas alunas – ela era praticamente da minha idade – disse-me que se ganhasse o prémio – cinco contos – adorava ter um maxi-casaco.

Eu disse-lhe que nada havia como sonhar. Os trabalhos de gente de todo o concelho foram, então, sujeitos a uma seleção. O Armando Alves, que tinha sido meu professor nas das Belas-Artes era um dos membros do júri. Numa segunda-feira, um professor da escola abeira-se de mim e diz: oh Manela, isto é que é!, e eu como não tinha ido ver o resultado do concurso – pois foi exposto a um sábado e eu tinha ido namorar -,o professor Ilídio Fontes que foi como meu orientador de estágio -, «Manuela quero dar-lhe os parabéns, pois é o que se chama, cheguei, vi e venci, porque uma das suas alunas ganhou o primeiro prémio», fiquei radiante, e logo ela, a minha aluna que não tinha o dinheiro para o maxi-casaco. Lá o comprou e ficou feliz da vida”.

Acabei por me casar em agosto, e antes, no final do ano escolar. E a tal aluna trouxe-me um cabaz de couves, pencas etc. e eu fiquei muito feliz, a nível profissional, com… 24 anos”.

Os filhos e sempre… pintando

“Depois passei para vários níveis de ensino. Casei quis constituir família e assim aconteceu por opção…

Fui mãe de três filhos seguidos: o Luís Miguel, que é o mais velho, e neste momento está a trabalhar na China, a nível das artes e da informática, faz ainda efeitos especiais para cinema e filmes; depois o João Carlos, que esteve muito tempo na TAP a trabalhar; e depois a Luísa, que esteve em arquitetura, tal como o meu primeiro marido que era arquiteto, mas morreu novo, com 50 anos. A vida põe-nos estas situações no caminho, e nós temos de saber ultrapassar esses obstáculos e continuar.

Mesmo com três filhos continuei a pintar, e como professora, a dar aulas. Eu sempre fui uma mulher de muita luta e força interior, esse é um outro dom. Essa uma força que sai, assim, nos momentos difíceis. Eu sou uma mulher de desafios…

Tinha os meus filhos pequeninos, fui pintando, dei-lhes materiais para eles irem pintando, aqui, precisamente, neste espaço… a pintura esteve sempre presente! O mais velho entrou para Belas-Artes, é um sobredotado, foi chamado para Hong Kong, esteve em Tóquio, na Malásia, agora a China, a poucos quilómetros de Xangai, e vão chamá-lo para o Canadá, e casou-se com uma malaia – fui lá ao casamento – de quem gosto muito.”

Voar

“Quando fui aluna dos Quatro Vintes tive que seguir, como aluna, elementos de desenho de composição; tínhamos que observar, desenhar, observar, pintar e pintava a óleo. Depois desenhei a carvão grafite, o que quisesse. Nessa parte do meu curso, já comecei com o figurativo, mas já a fugir.

Como me disseram: é preciso observar, desenhar e, depois, não é só copiar. Depois, é importante criar e… voar. Temos que pôr cá fora algo que está dentro de nós, para não ser tudo igual, se não só tínhamos a fotografia, que é um elemento fantástico.

Este é o trabalho da minha primeira exposição, que foi dedicado a flores, porque as me ofereciam, tinha-as à minha frente e eis um óleo sobre tela. Este quadro é um marco, que não vendi, nem quero vender. É um marco do figurativo.

Depois como os outros pintores ao longo da história da Arte, as viagens também ajudam bastante, os museus e tudo isso vou acompanhando, o que me inspira bastante. Tudo o que está à minha volta me inspira, e o mais simples é, por vezes, o mais belo, e a partir daí transformar.

Portanto, regista-se essa evolução, ou seja, o caminhar de um artista, que começa por um figurativo e que ao longo da vida se vai desdobrando entre o figurativo e uma certa gestualidade; as minhas aguarelas, por exemplo, são umas manchas que o Jaime Isidoro adorou. Ele andou comigo ao colo, e até fazia anos no mesmo dia que o meu avô. As aguarelas foram, no fundo, uma agradável surpresa.

Nas Belas-Artes fiz gravura com Ângelo de Sousa e cerâmica com o Júlio Resende”.

Os mestres…

Um dos meus professores foi o José Rodrigues no primeiro ano, na vertente da escultura. Foi extraordinário! Mas o meu caminho era a pintura.

E há um episódio, recente, e interessante.

Faço para da Galeria AP’ARTE como artista residente. Como estou a pintar não me dizem quando vou fazer uma exposição. Houve uma altura, tinha tudo preparado para uma exposição na Fundação José Rodrigues, quando fui convidada a fazer em janeiro uma exposição individual na AP’ART. Fiquei atrapalha.

Bem, resumindo e concluindo. Na AP’ARTE, e como os sócios são todos excecionais, fiquei dividida, foi muito difícil esse momento. Então, e logo com a Ágata, filha do José Rodrigues! Bem, ela disse-me para não me preocupar, que são coisas que acontecem, há sempre uma primeira vez, e, então, pronto, fiz a exposição na AP’ARTE e ofereci uma quadro ao José Rodrigues, para sentir melhor comigo mesmo. Fui lá, entreguei-lhe o trabalho e diz-me ela: «está bem este não vai nada para o meu pai, vai é ficar para a fundação» (risos).

Portanto fiquei sempre com aquele cantinho na AP’ARTE e ambos estão sempre no meu coração.

Em relação aos outros mestres. Armando Alves, também já esteve aqui no meu ateliê, foi meu professor de Artes Gráficas, para fazer catálogos, cartazes… que também tive nas Belas-Artes. Já estava mais solta, mais gestual. Tive boa nota. Correu bem. Ele gostou bastante do que viu. Gora já tenho muito mais. Também gostou dos catálogos que o Luís, o meu filho, fez quando estava cá. Era ele que organizava a parte gráfica. Fez-me um livro e uns catálogos. Armando Alves ao ver disse que eu tinha um luxo em casa, é para ver a qualidade do meu filho!”

As “expo’s”

 

Fui professora até 2006, mas pintei sempre ao mesmo tempo. Professora e pintora, sempre com exposições. A primeira grande individual foi em 1982, no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto, isto depois de já ter feito diversas coletivas.

A seguir comecei a ser chamada, com convites, para um lado e para o outro. Fiz uma exposição no Clube Literário, que gostei muito! De referir que, no Ateneu, foram óleos, com as Flores. A seguir entraram óleos e aguarelas. Nas viagens fazia estudos e pintava. Na Tailândia, por exemplo, onde estive três meses, tive tempo para comprar outros materiais e experimentar outras técnicas. Lá os produtos são mais baratos. A crise na Cultura em Portugal existe, todos nós sabemos, mesmo assim utilizo materiais bons porque prefiro utilizá-los!”

A Telescola e Penafiel

Magistério Primário de Penafiel – pesquisa Google

Adorei ser professora. Foi uma experiência única na minha vida. Estive em vários graus de ensino e fui parar à Televisão, ou mais concretamente à Telescola, onde estive três anos trabalho aliciante, mas que não foi fácil. Só falava para as camaras, não havia alunos no estúdio. Tinha que preparar as aulas de quinze minutos de Educação Visual e ainda tinha de pensar que aquilo não era só para os alunos do quinto ano do Porto, ou de Lisboa, era para todas as províncias assim como para a África… para a Diáspora.

Para fazer um minuto, o de abertura, estive uma tarde inteira com o colega realizador, isto nos primeiros momentos, porque nunca tinha feito nada daquilo.

Mais tarde, surgiu o vídeo e dei ações de formação pelo país todo, a pessoas muito mais velhas.

A seguir passei para o Magistério Primário de Penafiel, isto porque fiquei efetiva no Marco de Canaveses, mas já era mãe de três filhos e ir para o Marco obrigava-me a lá ficar e eu não queria deixar a família.

Entretanto, soube que havia uma vaga no Porto e outra em Penafiel. Concorri para essas duas vagas e, como tinha muito boa nota, pensei que ia ficar na do Porto, mas aí não tive sorte – como aliás neste aspeto nunca tive… fui sempre para mais longe, porque quem concorria eram sempre mais velhas do que eu-, então, fui parar a Penafiel.

Lá parecia estar noutro mundo. Tudo muito calmo! E demorava muito tempo do Porto até lá, porque não havia as estradas que há hoje. Quando cheguei lá, à entrevista, para falar com o diretor – concorria para a vaga de expressão plástica e expressão e comunicação visual – para dar aulas a educadores de infância e a professores primários. Apresentei-me a um diretor muito simpático… perguntei-lhe qual era o programa, e ele respondeu-me: «o programa é a Manuela que o vai fazer!». Fiquei estupefacta: eu?! A verdade é que já tinha comprado uma série de livros, que ajuda sempre bastante, sabendo também que ia para níveis de ensino diferentes.

«Vai dar aulas de comunicação e expressão visual para formar professores primários, vai dar aulas para educadores de infância, pré-primária, e mais: vai ser orientadora de estágio, e então fui mesmo orientadora de estágio à força. E vai fazer ações de formação pelo País. Bem, como já tinha tido essa experiência na telescola», para mim, tudo bem!

Resumindo: puxei pela cabeça; imaginação a funcionar; mulher de desafios que sou ainda hoje! E que Deus me conserve essa força porque, na realidade, ainda tenho-a e quando existem obstáculos consigo respirar fundo três vezes dar o salto e sair sempre vencedora, porque vou à luta!”

As cores

“Sou uma pintora das cores, as cores estão cá dentro. Nunca fui de parar. Tinha este dom dentro de mim. Podia ficar só no desenho, como algumas colegas que tiveram uma vida mais pacata, e que até me dizem que me esqueço de viver, pois a vida não é só trabalho… neste expressionismo abstrato.

Sou mulher de cores, tenho uma exposição marcada para 2021, cá no Porto, depois darei mais detalhes sobre a mesma. Já chamaram-me La Reina de Las Colores. Neste momento estou com o expressionismo abstrato, mas antes, quando era mais nova, era, e ainda sou, apaixonada pelo Impressionismo um movimento inovador brutal, e que me fascinou bastante, porque já é uma abertura bem diferente…

Monet e Van Gog

A nível de pintura e do Impressionismo, os que me tocaram mais foram – ainda na altura que estava como estudante nas Belas-Artes – História Geral, e Arte e o Homem, estudávamos tudo em francês para fazer História de Arte, e tomávamos notas, não havia fotocópias: Portanto era ler os apontamentos, comprar livros, e toca a estudar.

O Impressionismo francês, era Paris. Eu queria muito ir a Paris – era um mundo da Arte como o é ainda, Parais é sempre Paris -, mas há uns anos foi um centro extremamente importante para os grandes artistas e daí os que me tocaram bastante, o Claude Monet, com os seus jardins, a brutalidade daqueles nenúfares. Fiquei encantada!

Outro, que me causa, estranha sensação, é Van Gog, brutal!

Nenúfares – Monet (pesquisa Google)

Estive perto de um e de outro em Nova Iorque. No Modern Art Museum eu vi os grandes trabalhos do Monet… dos nenúfares. Ele morreu velho. A sala enorme e os nenúfares ali. Olhávamos para trás e estávamos no jardim. Até ao último trabalho que ele fez – quase cego! – ele esteve sempre na luta.

Outro quadro: a Noite Estrelada, de Van Gog. É um quadro pequenino. É a noite com aquele azul crepuscular… uma luz quase mágica. Ele faz esse movimento. Desenha as estrelas, o céu, o movimento que anda à volta. Utiliza muito a textura, e ao ver aquele trabalho tão pequenino, sabendo a história dele de vida… triste, e a era esse quadro pequenino, as estrelas parece que saltam… eu até chorei. É um quadro que me emociona.

Noite Estrelada – van Gog (pesquisa Google)

Se Van Gog se reflete no meu trabalho? Penso que não, porque não utilizo a textura, mas é um artista que não poso esquecer.

Como é que aquele não conseguiu vender um trabalho? Como? Estranha forma de vida… é triste, e de uma beleza atroz.

E a cor é o amarelo, Van Gog… é o amarelo!

Há quem diga, o que seria da Manuela se não fosse o Van Gog, por causa da utilização dos amarelos”.

Eu, Manuela

Há sete anos – foto: António Amen (EeTj)

“Sou uma mulher aberta ao mundo! Cá nada chegava da América. Fui a Nova Iorque. Abriu-se-me o mundo. Na realidade, a cultura é outra e uma pessoa estando atenta, sendo curiosa, com memória visual, capta tudo, e essa foi uma das coisas que ficou sempre comigo e que me ajuda no trabalho.

Sinto-me muito bem comigo em relação à pintura, principalmente quando o trabalho me está a correr bem: Mas sinto-me bem ao ver estas coisas e a conhecer novas facetas e novas culturas que dão aso a nós voarmos.

Também sou algo autocrítica. Sou exigente!

Se alguma vez pensei em desistir? Não.

Pinto de emoção, de meditação. Chamaram-me de nariz empinado, mas não sou nada disso.

Tenho muitos admiradores e admiradoras, mas também tenho muitos inimigos. Ter inimigos até é bom…

Aqui é o meu espaço. Sinto aqui uma paz extraordinária. É o meu acervo, o meu museu, é o meu ateliê e torna-se pequeno para as dimensões de alguns trabalhos. Este é o meu canto especial, onde eu pinto como respiro.

É tão importante pintar como respirar, isto quase que se torna viciante, porque, na realidade, sinto falta do trabalho. E aparecem cá muitas pessoas para ver os meus trabalhos; trabalhos esses que estão todos assinados pela parte de trás. Por exemplo, neste trabalho, esta mancha tem esta influência, isto tem tudo equilíbrio. É mais difícil trabalhar um quadro em abstrato, porque existe a fase primeira: o gestual; há a estrutura, a composição, há a forma e depois há as cores de justaposição, que vão sendo graduais.

Elas vão existindo.

Há o preto, os brancos e os marfins… isto faz parte da minha paleta. Os azúis. Com tons quentes. Há ainda transparências que faço para que nos quadros existam valores de claro/escuro; sombra e luz, e eles próprios saltam do próprio quadro.

Nada é feito por acaso, e portanto se isto não estiver aqui, e aqui estiver uma assinatura pode desequilibrar o trabalho…

Tive a sorte de conhecer um arquiteto libanês e que ficou encantado com o meu trabalho, e que disse logo: «é aquilo que eu quero!» Tinha feito curso de arquitetura em Paris, e levou o trabalho dele para o Líbano e comprou outro.

O trabalho tem o preço que dou para a Galeria, mas alguns, para mim não têm preço porque não os quero vender. Já me chamaram egoísta, numa exposição realizada na Ordem dos Médicos”.

Um quadro especial

“Todos os quadros têm a sua história, quando o meu marido faleceu, aquilo que senti foram cinco anos de luta dele e ele sempre a trabalhar. Com a morte dele parei um bocado para reflexão, meditação, e quando regressei à pintura, surgiram os pretos, os vermelhos, um conflito de cores, há uma revolta… um conflito interior e que vai tudo para a tela.

A verdade é que consegui pintá-lo, mas depois não conseguia olhar para ele porque me lembrava do momento. Parei um pouco para fazer o chamado luto. Continuei depois a pintar outros quadros, mas aquele foi o arranque: Não tem título. Para mim é um marco.

Mas engraçado é que não ponho títulos.

«Eu não preciso saber de quem é o quadro, eu olho e sei que é da Manuela»… isso é muito importante.

Tenho de agradecer este privilégio de estar no jornal. Tem ido à luta. 10 anos não é brincadeira”.

Palavras de Manuela Mendes da Silva que tem três adoráveis netos… “da minha filha. Se não fossem as mulheres…”, rematou.

 

Encontro conduzido por José Gonçalves

01fev20

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