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NA DESLUMBRANTE E MÍSTICA ROMÉNIA…

Ana Costa de Almeida

(texto e fotos)

Em tempos apelidada de “Pequena Paris” (“Micul Paris”), Bucareste é a capital, com quase dois milhões de habitantes dentro dos seus limites urbanos, o que a torna, nesse campo, a sexta maior cidade da Europa. Implantada nas margens de um rio, o Dâmbovita, a maior parte dos seus edifícios são de linhas rectas, geométricas, de Arte Nova, neoclássicos, art deco, ou no estilo dos países eslavos comunistas.

O Palácio do Parlamento, dentro deste último estilo e mandado construir pelo ditador Nicolae Ceausescu, é de um tamanho descomunal, um dos maiores do mundo. Mesmo que ainda em recuperação, o centro histórico de Bucareste é, de facto, muito interessante e apelativo, com recantos e lugares lindíssimos. Pitoresco e boémio, repleto de restaurantes, cafés e bares, a par de “música de rua”, são nitidamente características da cultura e do povo romenos a agitação e a animação que se alongam noite dentro, mesmo que em pleno Inverno. E seguramente que poucos não apreciarão a gastronomia…

A constante social que ainda bem se perceciona na capital da Roménia é o fim de uma ditadura pessoal mas de carácter comunista, havendo, a cada passo, notas de celebração da revolução que lhe pôs termo. Curiosamente, há quem, reconhecendo embora as liberdades, de entre as quais a de expressão e de opinião, conquistadas, lamente o fim das condições de assistência na doença e de segurança social de que antes todos beneficiavam e que, após, muitos deixaram de poder ter.

TRANSILVÂNIA

É absolutamente fascinante viajar pelos Montes Cárpatos até à região histórica da Transilvânia, ademais sob neve, num cenário deslumbrante, tal a beleza dos caminhos estreitos e sinuosos, percorridos ao longo de horas. Uma “floresta encantada”, coberta de neve, com diamantes e pingentes de gelo brilhando nas copas das árvores, os ramos brancos e gelados entrelaçados avançando sobre a estrada, lembrando lugares místicos de fadas e duendes. As aldeias que vamos encontrando, cobertas de um manto branco, parecem estrategicamente colocadas como decoração humana da natureza. A estrada percorre-as, atravessa-as, liga-as umas às outras, iluminadas precocemente numa época do ano em que o dia é muito curto. Paisagem branca que com o aproximar da noite não perde a beleza e se vai tornando quase fantasmagórica, ao mesmo tempo que nos vêm à mente as aventuras, naquelas noites de neve e luar, do conde Drácula, personagem inventado a residir naquela região pelo seu criador, Bram Stoker.

CASTELO DE PELES, em SINAIA

Paragem obrigatória nesta paisagem branca, surreal na beleza que nos rodeia e sentimos: Sinaia e o Castelo de Peles. Mais propriamente um palácio, a beleza do lugar e do edifício ressalta nas imagens, escusando palavras para a descrever. Infelizmente, não é, por norma, permitido o registo fotográfico do precioso interior, de um detalhe e de uma ostentação verdadeiramente dignas de um palácio real.

CASTELO DE BRAN

E eis-nos chegados ao Castelo de Bran, onde residiu, no século XV, Vlad III (da dinastia Dr?cule?ti), apelidado de o Empalador, que defendeu o território dos ataques do Império Otomano e que, por mandar matar os seus inimigos das maneiras mais cruéis e sangrentas, incluindo o empalamento, ganhou a fama que parece justificar o recurso ao seu nome para aquele vampiro do romance de Bram Stoker.

BRASOV

Rodeada pelos Cárpatos, a cidade de Brasov, uma das mais atrativas da Transilvânia, com um centro histórico medieval belíssimo, repleto de turistas em pleno Inverno, e muito conhecida também pela monumental Igreja Negra, de estilo gótico. Para além dos cafés animados e da assinalável simpatia dos habitantes locais, o mercado de Natal acolhia, mais ainda, quem ali chegava e se deslumbrava.

01fev20

 

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