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Agentes de quatro patas reforçam Sapadores e Polícia Municipal do Porto

São agentes de quatro patas e prometem ser os melhores amigos da Polícia Municipal e do Batalhão de Sapadores Bombeiros da cidade do Porto. Esta é a primeira vez que os dois corpos recorrem à criação desta valência cinotécnica.

São quatro os cães de Pastor Alemães, com idades compreendidas entre os três meses e um ano, que vão integrar as valências de uma unidade de busca e resgate criada pela Polícia Municipal e pelo Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto.

Adquiridos no início deste ano, estes agentes de quatro patas, provenientes de Espanha e Portugal, terão como principal missão o apoio das equipas de busca e salvamento de vítimas soterradas em caso de derrocadas, desabamentos de terra ou colapsos de estruturas.

Esta é a primeira vez que a Polícia Municipal e os Sapadores Bombeiros da cidade decidem criar este tipo de valência tendo como intuito o reforço dos seus meios operacionais, criando assim uma sinergia entre os dois corpos.

Segundo o Comandante da Polícia Municipal do Porto, António Leitão, esta era uma necessidade que já tinha há muito sido identificada, aproveitando o facto de terem elementos com treino nas valências cinotécnicas para criarem uma unidade no Município do Porto.

Esta medida poderá ser uma mais-valia, assegura Carlos Marques, Comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros, visto que, por um lado, se têm vindo a verificar fenómenos meteorológicos extremos e, por outro, estão para breve as intervenções de alargamento da rede do Metro da cidade. Dessas situações poderão resultar ocorrências que suscitem a intervenção dos BSB e PM, que se encontram agora precavidos com os meios necessários para dar resposta a este tipo de eventualidades.

Os animais foram, previamente, submetidos a vários testes técnicos de forma a averiguar as suas capacidades e estão agora a realizar treinos diários, contando com o auxílio de um tratador profissional e de cuidadores oriundos dos dois corpos municipais. O intuito é criarem aptidões de socialização e serem introduzidos a exercícios básicos de obediência para que, posteriormente, possam estar aptos para o salvamento de vidas humanas.

No entanto, este é um processo demorado e um exercício de paciência, uma vez que exige um acompanhamento permanente e um processo longo de adaptação por parte do animal ao seu tratador e cuidador, afirma ainda o Comandante da Polícia Municipal. Além destes quatro cães, está também em vista a possibilidade de aquisição de um quinto elemento para o reforço da equipa.

 

Texto: Porto. / EeTj

Fotos: Filipa Brito

01mar20

 

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