Menu Fechar

CARNAVAL DE OVAR BRILHOU COM SOL E… ALGUMA CHUVA

Os grandes vencedores repetiram o pódio da edição anterior do Carnaval de Ovar, com os Pinguins no Carnavalesco, Costa de Prata nas Escolas de Samba e Barulhentas em Passerele.

José Lopes

(texto e fotos)

A instabilidade meteorológica que nos últimos anos tem obrigado, em alguns carnavais do país, a cancelar parte do programa de desfiles, decisão sempre difícil, mas partilhada pelos principais protagonistas da festa.

Voltou a pairar no caso do Carnaval de Ovar, sobre o dia do desfile de terça-feira (25 de fevereiro), mas o entusiasmo dos foliões participantes no espetáculo, como o muito público que voltou a Ovar para vibrar com a grandiosidade da imaginação dos temas e enredos dos grupos carnavalescos, passerelle e escolas de samba, foi suficiente para enfrentar uma chuva miudinha, que começou por ameaçar o desfile já decorrer, sem os espetadores arredarem pé, ao longo da habitual Avenida pista dos desfiles. Acabando assim por consolidar a moldura humana que, entusiasmou e animou, quem depois de muitas noites de planeamento, trabalho e ensaio para os dias grandes do Carnaval, qualquer decisão de cancelamento, representa muita desilusão que se apodera de uma significativa comunidade carnavalesca.

Foram estas eventuais adversidades, que a instabilidade meteorológica poderia voltar a fazer repetir o cancelamento do desfile na terça-feira de Carnaval. Mas este ano, a enorme adesão de público, neste último dia de folia, em que a organização registou cerca de 15 mil pessoas que vieram de vários pontos do país e do estrangeiro, não deixaram dúvidas da acertada decisão de voltar a sair à rua, reconfortada com visível eficiência no desenrolar do desfile, no cumprimento de tempos e do espetáculo em si, sem os característicos atrasos com que habitualmente se arrastavam noite dentro.

A significativa venda de ingressos na terça-feira, complementou de forma muito animadora os números de visitantes à cidade de Ovar nestes dias de festejos carnavalescos, que teve como ponto alto o desfile de domingo em que mais de 25 mil pessoas estiveram num espaço superlotado, incluindo as zonas de peão e as bancadas em que esgotaram antecipadamente os bilhetes mesmo com os preços reajustados.

Tal como aconteceu na Noite Mágica em que pela primeira vez os ingressos foram pagos, mas nem por isso a área fechada com vários palcos de diversão, teve menos adesão. Reforço em receitas resultantes dos ingressos, que, correspondem aos objetivos perseguidos pela Câmara Municipal de Ovar como entidade organizadora, para tornar o Carnaval de Ovar autossustentável, levando mesmo a criar espectativas no futuro reforço de financiamento aos grupos e escolas de samba que constroem esta grande festa, também com muita carolice e custo pessoal financeiro para participar neste mega espetáculo de rua que envolve mais de 2000 foliões, representando o verdadeiro espirito deste antigo Carnaval independentemente das classificações e das naturais justiças ou injustiças dos vencedores votados por um júri composto entre os próprios grupos.

Aos atuais regulamentos com vários critérios a serem considerados pelo júri do Carnaval de Ovar, sujeitaram-se com o rigor e cumprimento possível, todos os intervenientes deste cartaz turístico carnavalesco, em que por ordem estabelecida em cada edição deste evento, desfilam as Escolas de Samba, as Passerele e os Grupos Carnavalescos, com seus temas que transbordam para o público o convite a voltar para o próximo ano, sempre com surpreendentes motes carnavalescos.

Ao fim de dois dias de desfiles, antecedidos de um desfile no sábado à noite (dia 22), dedicado só ao Samba, os vencedores fizeram a festa, sempre de partilhada de forma coletiva por esta comunidade carnavalesca.

Nos Carnavalescos, os Pinguins voltaram a ser os vencedores, o seu 18.º título, curiosamente com o tema “5 Estrelas”. Surpresa foi mesmo o 2.º lugar alcançado pelos Marroquinos, com “Veni, Vidi, Vinci… 40 anos depois”. Uma classificação que acabou por representar uma agradável “prenda” no seu 40.º aniversário.

No Samba também se repetiu a Costa de Prata no 1.º lugar, com “Uma Ópera a céu aberto”. Um feito entre Escolas de Samba que permitiu a Costa de Prata igualar a Charanguinha em número de títulos (16 cada uma). Charanguinha que arrecadou o 2.º lugar, com “Hawaiki – O lugar de origem”.

Nas Passerele, igualmente se repetiu o lugar das Barulhentas como vencedoras, depois de várias edições de Carnaval a disputar tal lugar que agora voltou a assegurar, com o tema “Na Bahia”. As Palhacinhas foram a 2.ª classificada, na “Rota do Café”.

Foram assim vários os temas explorados pelos grupos carnavalescos, passerelle e samba, que deram corpo bastante colorido aos desfiles do Carnaval de Ovar que brilhou com sol e alguma chuva, no reinado carnavalesco do Rei Momo, El Rei Ti Américo “O Guardião” e Sua Alteza Rainha D. Esmeralda “A Associativa”, que procuraram corresponder aos compromissos foliões e institucionais de tal mandato.

Classificação Carnavalesco

1.º – Pinguins – “5 Estrelas” (343,5)

  1. º – Marroquinos – “Veni, Vidi, Vinci… 40 anos depois” (327)

3.º – Hippies – “Hipp `tecado” (323)

4.º – Xaxas – “Fiesta” (322)

5.º – Vampiros – “Kontróskanhãos” (318)

6.º – Não Precisa – “O grande assalto ao expresso da Tijosa” (314,5)

7.º – Garimpeiros – “Kalma !! nunsafuligem!” (309,5)

8.º – Marados – “Jaimim 29 da Silva 30” (305,5)

9.º – Zuzucas – “Currupiu” (301)

10.º – Pindéricus – “Toiro lindo” (292)

11.º – Pierrots – “Haka Xuva” (286,5)

12.º – Carrucas – “Elas vinh `um e pelo caminho” (283,5)

13.º – Catitas – “A bendição de Catitamon” (254,5)

14.º – Condores – “Cu-zinha da Maria” (249,5)

Classificação Passerelle

1.º – Barulhentas – “Na Bahia” (161)

2.º – Palhacinhas – “Rota do Café” (159)

3.º – Melindrosas – “Sonhar, acreditar e vencer” (155,5)

4.º – Levados Diabo – “Algures para além do Arco-íris” (154,5)

5.º Bailarinos de Válega – “Supercalifragili” (153,5)

6.º – Joanas do Arco Velha – “Um espanto de Joanas” (150,5)

Classificação Escolas de Samba

1.º – Costa de Prata – “Uma ópera a céu aberto” (84,25)

2.º – Charanguinha – “Hawaiki – O lugar de origem” (77,36)

3.º – Juventude Vareira – “Sob um céu de lona, um chão repleto” (74,89)

4.º – Kan-Kans – “A era dos Deuses” (60,99)

 

01mar20

 

 

Partilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.