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A CRONOLOGIA (HISTÓRICA!) DE UM MARÇO TERRÍVEL! O “NOVO CORONAVÍRUS” CHEGOU PARA MATAR OBRIGANDO OS PORTUGUESES A “LUTAREM PELA SOBREVIVÊNCIA”…

Dois de março de 2020 fica para a história em Portugal, como o primeiro dia em que, no nosso País, se registam dois casos positivos com o novo coronavírus. O anúncio é feito, em conferência de imprensa, pela ministra da Saúde, Marta Temido, e pela diretora-geral de Saúde, Graça Freitas.

O primeiro caso foi de um médico de 60 anos, internado no Centro Hospitalar Universitário do Porto (Santo António), que esteve de férias no norte de Itália e que sentiu os primeiros sintomas a 29 de fevereiro. O segundo paciente foi um homem de 33 anos, internado no Hospital São João, que manifestou os primeiros sintomas a 26 de fevereiro e teve ligação a Valência, Espanha. O estado de saúde de ambos é “estável”.

Iniciava-se aqui uma árdua batalha contra a Covid-19 – nome técnico dado à doença infeciosa -, que, não só em Portugal, mas um pouco, e de forma alarmante, por toda a Europa se implanta e expande – com especial destaque para Itália, e um pouco mais tarde para Espanha -, onde o número de mortes e infetados foram sendo verdadeiramente assustadores com o decorrer do mês.

Em Portugal, o número de óbitos e infetados é, ao longo do mês, residual face a outros países europeus e do resto do mundo. Mesmo assim, a guerra à “Covid-19” vai criar exigências a todos os portugueses. Primeiro com o decretar do “Estado de Alerta” e, tempo depois, com o de “Emergência”.

A quarentena, ou isolamento profilático voluntário – quase como um recolher obrigatório -, e o distanciamento social, a par de um constante lavar de mãos, são as três medidas profiláticas mais relevantes e anunciadas constantemente não só pela Direção-Geral de Saúde, bem como pelo Governo, médicos, enfermeiros e outras pessoas ligadas ao combate aquela que seria, a 11 de março, considerada, pela Organização Mundial de Saúde, uma “pandemia”.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)
Foto: Miguel Nogueira (Porto.)
Foto: Miguel Nogueira (Porto.)
Foto: “Observador”
Foto: “Correio da Manhã”
Foto: pesquisa Google

Ruas desertas, estabelecimentos comerciais sem produtos essenciais fechados, eventos desportivos, culturais e recreativos adiados ou cancelados, isto, entre outras medidas, que transformaram por completo o dia-a-dia dos portugueses, com uma parte substancial a experimentar, pela primeira vez, o teletrabalho, a partir das suas residências.

Foto: Digital de Vizela

E depressa as coisas evoluem em Portugal principalmente a partir do dia 08, altura em que em Felgueiras e em Lousada saltam para as primeiras páginas dos jornais e abrem os serviços noticiosos, com 15 casos de infeção, ficando a região em “isolamento social”, mandando a DGS encerrar todas as escolas públicas e privadas, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e demais espaços para eventos.

Dois dias depois (11 de março), como atrás referimos, é declarada pela OMS o novo coronavírus como Pandemia, para no dia 12, surgir a agradável notícia do primeiro doente infetado com a Covdi-19 no Hospital de S. João ter tido alta.

Nesse mesmo dia, fica-se a saber que todos os jogos de futebol – de que escalão forem – são adiados sine die. No Porto, a Câmara Municipal prepara um método para ajudar as pessoas mais fragilizadas, enquanto que o Governo decide encerrar a partir de 16 de março todas as escolas do País, pelo menos, até ao final do mês, facto que afeta mais de um milhão e 600 mil alunos do pré-escolar ao ensino secundário.

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Foto: “Correio da Manhã”

Entretanto, ainda a 12 de março, o Hospital de S. João suspende toda a atividade clínica não urgente, enquanto os portugueses invadem os supermercados, açambarcando diversos produtos, com especial e curioso destaque para o papel higiénico – facto que é satirizado, até hoje, nas redes sociais – e gel desinfetante.

Na Linha de Cascais, e depois de pedido o isolamento em casa, de forma voluntária, sendo esta uma das principais formas de combate à pandemia, eis que milhares de jovens vão para a praia aproveitando o dia de sol e de temperaturas elevadas para a época, facto que levou a uma viva onda de contestação por todo o País.

E é precisamente na madrugada do dia 13 de março, que o Governo Decreta o “Estado de Alerta”, pelo menos até ao dia 09 de abril. “Esta é uma luta pela sobrevivência”, realça na sua intervenção aos portugueses, .o primeiro-ministro, António Costa.

Neste dia, a OMS considera a “Europa o novo epicentro da pandemia”. Dia em que se registam um total, em Portugal, 112 casos de infetados pela Covid-19.

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A 14 de março, e quando o número de infetados, no nosso país, sobe para 169, milhares e milhares de pessoas por todo o País, aplaudem, de forma solidária, das suas janelas e varandas, o trabalho que está a ser realizado pelos profissionais da Saúde.

No Porto, o presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, pede a António Costa que decrete o “Estado de Emergência”.

No dia 15, as preocupações continuam aumentar com o número de infetados que ultrapassa a barreira das duas centenas de pessoas, sendo que dos 245 casos de infeção registados, 134 são homens e só 11 mulheres. Há nove pessoas em Cuidados Intensivos, e 4.592 encontram-se em vigilância médica, sendo que, neste dia, Lisboa ultrapassa pela primeira vez, em número de casos, o Norte do País que vinha, desde o primeiro dia, a “liderar” a triste tabela.

A primeira morte por “Covid-19” é registada a 16 de março. Um homem de 80 anos, que estava internado no Hospital Santa Maria, e que – veio a saber-se – era amigo do treinador Jorge Jesus.

Às 23 horas deste dia, encerram as fronteiras de Portugal com Espanha, mas antes (12 horas) sabe-se que o número de infetados vai subindo (331), e que, assim, há mais 86 casos que no dia anterior.

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O concelho de Ovar surge, a 17 de março, em destaque pela pior das razões. Por lá registam-se, nada mais, nada menos, que 40 casos positivos de “Covid-19”, sendo declarado o “Estado de Calamidade Pública”, e, assim, montado um cerco sanitário na região, para impedir a entrada e saída de pessoas de Ovar, o que, de início, não foi muito bem conseguido.

No total do país, há já 448 infetados.

A 18 de março, e depois de ter cumprido quarentena, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, regressa ao ativo, e faz história ao decretar o “Estado de Emergência”, após reunião, até ao princípio da tarde, do Conselho de Estado, e que foi aprovado pela Assembleia da República e Governo.

Entretanto, a União Europeia decide encerrar as fronteiras terrestres, criando um cerco sanitário.

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Em Ovar a vida continua difícil e, dia 19, regista-se uma morte de uma pessoa residente no concelho, que vai aumentar o total de quatro mortes a nível nacional, num dia em que se contabilizam 785 infetados pela Covid-19.

Após reunião do Conselho de Ministros são implementadas as novas regras de acordo com o “Estado de Emergência”, relevando-se o facto de “ficar em casa” ser quase obrigatório.

E é já no dia 20 de março que Portugal passa a barreira dos mil casos de infetados (1020), verificando-se mais duas mortes que no dia anterior. Ao mesmo tempo sabe-se que há cinco recuperados, e que a Comissão Europeia suspende o teto de três por cento do défice, para que os governos “possam aplicar o dinheiro no que for preciso”, tendo em conta o ataque à pandemia.

Neste mesmo dia, o primeiro-ministro, António Costa, anuncia apoios sociais e a empresas, sempre “na defesa dos postos de trabalho”.

Dia 21 fica marcado pelo facto da Direção-Geral de Saúde apontar como provável ser o dia 14 de abril o de pico da pandemia, isto quando Portugal conta com 1280 infetados e já 12 mortos.

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Num domingo, com o Sol a convidar à praia, a 22 de março, são largas as centenas que invadem a marginal marítima da Póvoa de Varzim, provocando uma onde de vivas críticas, a começar pelo próprio presidente da Câmara local, pelo desrespeito ao Estado de Emergência. Desrespeito esse que obrigou as autoridades a deterem sete indivíduos, um deles no Porto, e infetado.

Entretanto, o Governo avança com três mil milhões de euros de ajuda às PME.

Dias 23 e 24 aumenta o número de infetados (2060 e 2362, respetivamente) estabilizando-se, por assim, o referente a morte (23 para 24). Já são mais os recuperados: a 23, eram 14, a 24: 22.

A 24 de março registam-se 27 detenções por violação do dever de isolamento. Número que voltaria a aumentar, no dia 25 de março, para 39 pessoas detidas, isto quando o número de infetados chegava aos 2995, e o de mortes, a 43. Estávamos a 24 horas da Pandemia, em Portugal, entrar em fase de mitigação.

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A Pandemia “Covid-19” entrava, a 26 de março, na sua fase mais crítica, ou seja na Fase de Mitigação. Os infetados ultrapassam as três mil e quinhentas pessoas (3544), registando-se, neste aspeto, a contínua liderança do Norte do País, com 1858 casos. Chega-se às 60 mortes, e aos 43 recuperados.

Este é um dia pleno de informação, com o Presidente da República a salientar uma “ligeira descida” entre os infetados, e a aproveitar a ocasião para referir que as comemorações do 10 de junho, na Madeira e na África do Sul, serão canceladas.

Enquanto na vizinha Espanha se atinge a quatro mil mortes, em Portugal nasce o segundo bebé filho de uma mãe infetada com o novo coronavírus, no Hospital de São João, no Porto. O primeiro teste ao recém-nascido deu negativo. O parto foi por cesariana e tanto a mãe como o recém-nascido estão bem. O primeiro teste feito ao bebé deu negativo.

Este foi o segundo nascimento em Portugal de um bebé filho de uma mulher infetada com o novo coronavírus. O primeiro registou-se a 17 de março, também no Hospital de São João. Ambos os testes ao novo coronavírus realizados ao bebé apresentaram, na altura, resultado negativo.

Entretanto, a Organização Mundial do Comércio avisa que se avizinha uma crise económica pior que a de 2008, prevendo, por seu turno, o Banco de Portugal, e para este ano, uma recessão de 3,7 por cento, que pode chegar aos 5,7% no pior dos cenários.

O Governo aprova, neste dia, a moratória de seis meses para famílias e empresas, ou seja, “todos os créditos junto de instituições bancárias e que se vençam nos próximos seis meses, todas as prestações de capital e juros, suspendem-se até 30 de setembro do presente ano, e os contratos são prorrogados na mesma medida dos seis meses”, disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Foto: “Jornal de Negócios”

Mas, o dia (26 de março) não acabaria por aqui, e “encerraria” mesmo com polémica, depois do primeiro-ministro, António Costa, ter considerado “repugnante” o discurso do ministro das Finanças da Holanda, em reunião do Conselho Europeu, que decorreu por videoconferência.

O ministro holandês pediu que a Espanha fosse investigada por não ter capacidade orçamental para fazer face à pandemia. António Costa ficou revoltado, rematando: “esse discurso é repugnante, e a palavra é mesmo essa «Repugnante!”

Nessa reunião, onde foram acentuadas as divergências, discutia-se a emissão de dívida conjunta para fazer face à crise originada pela pandemia, vulgo «eurobond»”.

Foto: jornal “Público”

O Porto, que tem sido pioneiro em muitas atividades de combate à propagação da Cobid-19, liderou, a 27 de março, a lista de concelhos do País com mais casos de infetados (317), isto para um total, divulgado pela DGS, de 4268 registos. A registar, também, 76 mortes e 46 recuperados.

Mas, o dia foi dominado, em termos informativos, pelo “caos” verificado em certos lares para idosos no Norte do País, onde se verificou uma verdadeira “onda” de infetados e algumas mortes. Só em Vila Real, um lar registou 88 infetados (68 utentes e 20 funcionários), enquanto em Resende, no Lar da Santa Casa, o número chegou a 33 pessoas com Covid-19, e duas mortes a lamentar.

Na Maia, o “Amanhã da Criança”, na vertente de idosos em Lar, contou 20 infetados, e em Santo Tirso, no Lar Drª Leonor Beleza, quatro funcionários tiverem teste positivo.

Números que deram e dão que pensar.

Como também dão que pensar o crescimento diário do número de detenções, por incumprimento do Estado de Emergência. Neste dia foram detidas 64 pessoas e encerrados 1449 estabelecimentos.

Já ao final da noite, o Ministério da Administração Interna, anunciou que “não são toleradas as chamadas deslocações de fim-de-semana e ao longo do período da Páscoa. Só são permitidas, ou aconselháveis, viagens extremamente necessárias.

Na Inglaterra surgia a notícia que o primeiro-ministro Boris Johnson contraiu a “Covid-19”.

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O Norte do País continua a ser notícia, pela pior das razões, no que concerne à propagação da “Covid-19”. No passado sábado, dia 28, a região regista 3035 casos positivos, de um total nacional de 5170 infetados (mais 902 que no dia anterior), com 44 mortes, das 100 registadas a nível nacional.

O Grande Porto (Gondomar, Porto, Maia, Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia) soma qualquer coisa como 1303 registos positivos, facto pelo qual, alguns autarcas pediram “cerco sanitário”, facto que não foi, contudo, aceite pelas autoridades de Saúde da região.

No País, e segundo a DGS, verifica-se ainda um número preocupante de casos suspeitos (32754), sendo de destacar o número de recuperados: 43.

Sabe-se, entretanto, que há mais de 700 profissionais da Saúde que se encontram infetados, e que a pandemia chegou também às prisões portuguesas.

Pandemia que, no nosso país, e uma vez mais de acordo com a DGS poderá só ter o seu “pico” – que poderá ser “planalto” – para meados do próximo mês de maio.

Os lares de idosos, que a 27 de março tinham muito dado que falar, são, na Maia e em Vila Real, evacuados, com os idosos a serem transferidos para um hotel e hospital privado, respetivamente.

O “dever de recolhimento”, anunciado pelo Ministério da Administração Interna, na noite do dia anterior, origina, pelo menos em Lisboa uma verdadeira confusão de trânsito, com a Polícia a aconselhar o regresso a casa daqueles que se preparavam para gozar, na praia, o bonito dia de sol e as temperaturas agradáveis que se registaram neste dia.

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Já perto do final do mês, a 29 de março, Portugal tem um registo total de 5962 infetados; 119 mortes; 43 recuperados (os mesmos do dia anterior); 138 pessoas em cuidados intensivos e… 5508 casos suspeitos.

Se estes números são, por si só, preocupantes, mais preocupante se torna o facto de se saber, por Graça Freitas, responsável pela Direção-Geral de Saúde, que o “combate à pandemia ainda agora está no seu início”, que é como quem diz que a “procissão ainda vai no adro”.

E os lares voltam a ser notícia: em Braga, num desses espaços, registam-se três mortes e 42 infetados, enquanto, ao princípio do dia, dá-se conta de 54 casos com registo positivo Covid-19 num universo de 63 utentes, isto num Lar em Vila Nova de Foz Côa.

À RTP, o líder do maior partido da oposição, Rui Rio, entre outros factos refere a possibilidade de ser formado um “Governo de Salvação Nacional” no pós-crise Covid-19.

Antes, porém, mas no mesmo dia o Governo retificou o diploma inicial do “Lay-Off” simplificado, travando assim os despimentos. O item fica assim: “a alteração é esta: durante o período de aplicação das medidas de apoio previstas no presente decreto-lei, bem como nos 60 dias seguintes, o empregador abrangido por aquelas medidas não pode fazer cessar contratos de trabalho.”

Já o Ministério da Educação diz estar a estudar soluções que garantam a todos os alunos conteúdos educativos no 3.º período, através de um modelo tipo YouTube ou através de um canal televisivo por cabo. Para finalizar o dia, mais um rol de detenções por incumprimento ao “Estado de Emergência”: 70 detidos e 37 estabelecimentos encerrados.

Foto: Miguel Nogueira (Porto.)

Dia 30 de março. O Porto torna-se o centro das atenções, com Rui Moreira e divulgar um comunicado, no qual condenou a responsável pela Direção-Geral da Saúde,  Graça Freitas,quanto a uma hipotética cerca sanitária à cidade.

O nervosismo de Rui Moreira foi compreensível, já que depois de ser pioneiro em muitas formas de combate à Covid-19, ver o Porto a liderar a lista dos concelhos com maior número de infetados (941 casos), isto para um total nacional do dia, de 6 408 pessoas portadoras de vírus. Aliás, se se somar o número de casos registados no Porto ao dos seus concelhos vizinhos (Gondomar, Maia, Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia) o resultado é deveras preocupante, ou seja: um total de 2 344 casos, ou seja, 36,5 por cento dos casos verificados a nível nacional.

Esta foi a análise feita no dia, e neste dia, foi com esta informação que as pessoas ficaram. Mas os números, no que concerne ao concelho do Porto estavam, pelos vistos, errados, como no dia  seguir (31) foi explicado

Neste dia 30, o número de mortes foi de 140 mortes, o número de recuperados foi de 43 pessoas, o de internados, 571, permanecendo em cuidados intensivos, 164. Há ainda 4 845 casos suspeitos e 11 482 sob vigilância.

Destaque para o facto de entre o pessoal médico se verificarem 853 casos positivos Covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa, em conferência de Imprensa realizada no Palácio de Belém, durante a tarde, colocou alguma água na fervura, no que concerne ao conflito Câmara Municipal do Porto – DGS, mas não deixou de dar uma tirada a Rui Rio, líder do PSD, depois deste, no dia anterior, e em entrevista à RTP, ter levantado a hipótese de, futuramente, ser criado um governo de Salvação Nacional. “Isso é colocar a carroça à frente dos bois”, disse o Presidente da República.

Com mais 81 pessoas detidas por desobediência, o dia de anteontem, acabou com o Ministério da Saúde a referir que sobre a cerca sanitária ao Porto não há “proposta fundamentada”. Rui Moreira ter-se-á precipitado!

Com o cordão, cerca ou cerco, sanitário ao Porto ainda a dar que falar, devido à posição de outros autarcas e presidentes de determinadas instituições a colocarem-se ao lado de Rui Moreira contra a medida pensada pela DGS, o secretário de Estado da Saúde viria, porém, a acabar com essa possibilidade, revelando, hoje, 31 de março,  na habitual conferência de imprensa diária, ao princípio das tardes, que para que tal fosse concretizado (a cerca, ou o cerco ou o cordão) teria de, antes, ser declarado o Estado de Calamidade na região, ou seja, no Porto, o que não veio a acontecer.

Mas a questão não morreu aqui, é que acabou por saber-se que dias 29 e 30 de março, o número de casos de Covid-19 no concelho do Porto (um aumento de 524 notificações, passando de 417 para 941) estava errado.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) explicou que utilizou uma “metodologia mista” (dupla contagem), que recolhe dados reportados pelas administrações regionais de saúde e pela plataforma SINAVE (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica), na qual os médicos inserem a informação sobre os doentes. “O universo pode ser indevidamente maior do que o número de casos por dupla contagem”, adianta fonte da DGS.

A partir de ontem, são utilizados apenas os dados do SINAVE,

E ainda no Porto, sabe-se que estará pronto para a semana, o “Hospital Porto.”, como se chamará o espaço a ser utilizado no Pavilhão Rosa Mota para a colocação de 300 camas destinadas a ajudar no tratamento/internamento de pessoas infetadas com a “Codiv-19”.

Mais pormenores acerca desta notícia pode ler no destaque da secção “Porto” deste jornal.

Entretanto, o Presidente da República, ontem (31mar20) regressou à expressão da semana passada para justificar a continuação do estado de emergência em Portugal: “importa manter a pressão na mola para que a mola não suba”, ou seja, para que os casos da Covid-19 no país não disparem.

Esta, como outras declarações foi efetuada depois da segunda reunião semanal com os peritos em saúde pública nas instalações do Infarmed, que juntou os líderes políticos, os parceiros socias e agora os conselheiros de Estado em videoconferência, o Presidente da República deu a entender que foi a decisão pelo estado de emergência) e o fecho das escolas, que permitiu comprimir a mola dos contágios. Se o presidente desencadeou um processo mais musculado, o Governo e o Parlamento corresponderam.

Marcelo é da opinião que “era necessário haver medidas como as que foram tomadas” e que “tudo indica que as medidas tiveram que ver com a evolução do processo, que valeu a pena o esforço dos portugueses”. Ou seja, a decisão pelo estado de emergência já está a dar resultados.

Por fim , o Presidente da República, como que anunciando o prolongamento do Estado de Emergência, que amanhã (02abr20), oficialmente, anunciará ao País, disse que “vale a pena manter as medidas de contenção. Essa necessidade impõe-se!

Portugal registou, neste dia 31 de março, o maior aumento bruto de infetados com o novo coronavírus1 035 novos casos -, mas manteve uma taxa de crescimento abaixo dos 20%.

  

E o mês de março terminou com os seguintes “números” relacionados com a pandemia originada pelo “novo coronavírus” em Portugal, desde o dia 02 até, ontem, dia 31…

Faça a sua análise. Pense bem no que está a acontecer. Fique em casa. Proteja-se e proteja os outros. Não contribua para mais mortes: a sua e a dos outros!

 

MORTES: 160

INFETADOS: 7 443

RECUPERADOS: 43

INTERNADOS: 627

EM CUIDADOS INTENSIVOS: 188

AGUARDAM RESULTADOS: 4 610

SOB VIGILÂNCIA: 19 260

 

CASOS CONFIRMADOS DE INFEÇÃO “COVID-19”

 

REGIÕES

NORTE: 4 452

CENTRO: 911

AM LISBOA/RIBATEJO: 1 799

ALENTEJO: 50

ALGARVE: 137

RA MADEIRA: 46

RA AÇORES: 48

 

CONCELHOS (Top 10)

Lisboa: 505

Porto: 462

Vila Nova de Gaia: 338

Gondomar: 298

Maia: 293

Matosinhos: 273

Braga: 220

Valongo: 210

Sintra: 167

Ovar: 159

 

Obs: Durante o mês de abril, continuaremos a trabalhar nesta página de “Cronologia COVID-19 Portugal”, a qual será, obviamente, publicada na edição de maio do “Etc e Tal jornal”…

 

Texto: José Gonçalves

 

Apoios informativos e documentais: Direção-Geral de Saúde; Ministério da Saúde; Público, RTP, SIC, SIC Notícias, TVI, JN, Visão, DN, TSF, Notícias ao Minuto, Lusa, Expresso, Gabinete de Comunicação e promoção CMPorto / Porto., Facebook e Wikipédia.

 

Fotos: pesquisa Google

01abr20

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