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Batalha de todos nós

Miguel Correia

Escrevo este artigo de opinião com a certeza de vos deixar mais um texto que reflete a minha preocupação, até porque corremos o risco de, aquando da sua publicação, estarmos todos infetados com a “Covid-19” e, se assim for, ninguém terá a oportunidade de o ler nas redes sociais. Alguém se lembrou de colocar em frente das câmaras de televisão uma simpática avozinha, que deveria estar a tricotar umas peúgas quentinhas ou a bater palmas ao “Cogumelo do Tempo” num qualquer programa matinal. Mas não! Aparentemente, esta senhora, tem a responsabilidade de manter o nosso país como um dos últimos resistentes ao contágio do vírus “made in China”!

No início de Março – quando alertada para o enorme risco de contágio vindo de Itália – quis tranquilizar as hostes, dizendo que as medidas preventivas estavam ajustadas e, mesmo que ninguém faça rastreios à chegada dos aeroportos, recebem folhetos! Bem, confesso que me perdi nesta parte. Folhetos informativos?! Vamos matar o vírus à paulada, enrolando o papel como se faz às melgas e mosquitos?! É pouco ortodoxo, mas eu não sou especialista na matéria…

O tempo veio provar que as medidas preventivas estavam desajustadas e os primeiros casos de infeção não tardaram em surgir. E, escusado será dizer, caros leitores, que foi importado de Itália. Aparentemente – e ao contrário do que se possa pensar – há muita gente a viajar para o país da lasanha e massa esparguete.

No momento (em que escrevo este texto) há registo de 150 pessoas infetadas, espalhadas por tendas improvisadas em hospitais que, até há bem pouco tempo, garantiam estar preparados para a pandemia. Afinal, para dois ou três doentes, talvez… Mais uma vez a dura realidade, deste país, é absolutamente gritante! O Estado não tem condições para garantir a plena segurança e bem-estar dos seus!

Para cúmulo do desnorte que rodeia os membros do Governo, decidiram fechar as escolas, enviando para casa milhares de crianças e, como medida atenuadora dos prejuízos, permitem que um dos progenitores fique em casa retirando-lhe 34% do vencimento! No entanto, se conseguirem arranjar forma de provar que estão infetados, recebem a totalidade do mísero salário! A ironia em todo o seu esplendor…

Está imposto o estado de alerta! As figuras públicas – que, de repente, ganharam consciência social e até se preocupam com os fãs – aparecem, a todo o instante, para recordar que devemos todos ficar em casa e reduzir a nossa agenda ao indispensável. Principalmente evitar a corrida desmesurada aos supermercados para comprar alimentos enlatados e papel higiénico em doses megalómanas!

Mais uma vez, os nativos locais não perceberam que os cuidados de higiene devem incidir sobre a limpeza das mãos e não de outra qualquer extremidade mais obscura! Por fim, deixo uma palavra de apreço para os que vão telefonar para a “Saúde 24”. Recordem que o período de incubação do vírus é de 14 dias e sejam pacientes. Seguramente, durante esses dias, alguém atenderá o telefone…

 

Foto: pesquisa Google

01abr20

 

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