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OVAR – O ESTRANHO SILÊNCIO DE UMA PANDEMIA EM REGIÃO ONDE FOI IMPOSTO O “ESTADO DE CALAMIDADE” E O CERCO SANITÁRIO!

O “Etc e Tal jornal” esteve em Ovar. O nosso repórter Luís Filipe Silva conta-nos, ao pormenor, tudo o que por lá se passou nos dias mais críticos da pandemia, situação tal que levou a ser decretado na região o “Estado de Calamidade” e encerradas, assim, as “fronteiras” com os concelhos vizinhos. As fotos falam por si, e a cronologia, desenvolvida pelo nosso correspondente no local, José Lopes, dão a conhecer o evoluir de algo surpreendente, perigoso e desafiante. A Covid-19 continua por terras vareiras e todos os cuidados continuam a ser poucos…

Luís Filipe Silva

(texto e fotos)

Em pouquíssimos dias, o concelho de Ovar tornou-se num ponto de referência pelas piores razões, decorrente de uma primeira infeção a Covid-19 em que uma jovem de 17 anos se dirigiu a uma das Unidades de Saúde Familiar em S. Vicente de Pereira, com queixas que poderiam indiciar uma possível contaminação.

Na sequência deste episódio e perante a transmissão à própria mãe, a Unidade de Saúde referida foi encerrada e as duas foram internadas no Hospital de S. João no Porto, de onde felizmente já tiveram alta, fazendo agora a recuperação em casa.

Poucos dias passados, surge uma nova vaga de contaminações, agora numa outra Unidade de Saúde Familiar, envolvendo agora sete profissionais de saúde da USF de S. João de Ovar, situação que levou igualmente ao encerramento desta Unidade de Saúde.

Estes casos funcionaram como gatilho para uma decisão que requeria determinação e muita vontade de dar luta aos vírus que já ameaça toda a Europa um pouco por todo o lado. Assim, as forças vivas de Ovar começaram a alertar a população para a necessidade de recolhimento e isolamento social. Salvador Malheiro, presidente da Câmara Municipal de Ovar e responsável máximo pela Proteção Civil, a figura que tem vindo a dirigir todo o processo, a Autoridade Sanitária Regional, o seu executivo, os presidentes das Juntas de Freguesia, Bombeiros, Cruz Vermelha Portuguesa, PSP e a GNR, formaram o “Estado-maior” que sem hesitações tudo fizeram para implementar no terreno medidas de proteção para os próprios habitantes e para as localidades à volta do concelho de Ovar.

Desde cedo, Salvador Malheiro veio alertar para o flagelo que se viria a verificar, com um número cada vez maior de habitantes infetados, hoje, 21 de Março num total de 64 casos conhecidos mas que, segundo o edil, serão muitos mais.

Assim, sempre em grande atividade, este grupo de entidades e as instituições de Ovar nunca pararam de promover a necessidade de isolamento social a que a população na sua globalidade correspondeu de forma inequívoca, cumprindo com seriedade as instruções dadas pelos responsáveis e dirigentes do concelho.

Conseguindo estabelecer um Estado de Calamidade dado o aumento exponencial de número de pessoas atingidas, havendo, portanto, a possibilidade de contaminação social direta, logo que o governo da Nação assim decidiu perante a pressão feita pelo Município de Ovar, foram criadas barreiras físicas em todas as vias de comunicação com as outras localidades, encarregando-se as forças militarizadas PSP e GNR de fazer uma minuciosa triagem nos acessos ao território.

Apesar de todas as dificuldades, este grupo de representantes autárquicos liderado por Salvador Malheiro esteve sempre na primeira linha de apoio e na condução dos trabalhos com o fim claro que travar o processo de propagação da pandemia, avançando mesmo para a compra de materiais necessários, implantando e reorganizando-os espaços disponíveis e alargando as possibilidades de rastreio e prevenção com a colocação de um Hospital Campanha junto ao Hospital Dr. Francisco Zagalo em Ovar e à USF João Semana, aumentando assim a capacidade de intervenção e mostrando mais uma vez uma grande determinação em controlar o mais possível o surto de Covid-19.

O ESTRANHO SILÊNCIO DA CIDADE E DO CONCELHO

As ruas estão agora desertas, apenas algumas pessoas nos supermercados, padarias, bombas de gasolina e farmácias, em fila cuidada e organizada, mantendo distâncias de segurança entre si, o carro da PSP que passa vagarosamente nas ruas, solicitando aos cidadãos por megafone o regresso a casa logo que possível e a presença constante dos responsáveis autárquicos se encontram nas ruas.

Num silêncio inimaginável para quem está habituado ao som de uma cidade viva, ouvem-se apenas os pássaros nas árvores e o ruído do Rio Cáster ali mesmo no centro…

Percorrendo as ruas da cidade e o concelho na globalidade, Ovar parece agora uma cidade fantasma, sem vida, como se tivesse por ali passado uma vaga arrasadora e destruidora da vida. Portas fechadas de praticamente todos os estabelecimentos, janelas das casas cerradas e uma tristeza profunda pairando no ar, este é o sentimento que nos perturba, assinalando uma cidade em reflexão, com se todos os cidadãos, conscientes das suas obrigações e da absoluta necessidade de recolhimento, se assumissem como parte integrante desta luta desigual, contra um inimigo desconhecido e que nos vem surpreendendo de dia para dia com a sua enorme capacidade de propagação.

DESINFECÇÃO NA ORDEM DO DIA

Um pouco por todo o lado, equipas de desinfeção e limpeza fazem o seu melhor. Vestidos com fatos especiais, vão tentando travar o processo de propagação com “rajadas de água” e produtos desinfetantes, capazes de proteger os cidadãos do contacto com o vírus.

Em suas casas, as pessoas cuidam de partilhar nas redes sociais as melhores formas de garantir a limpeza e manter o lar sem os riscos que sabem haver lá fora, preocupando-se sobretudo com os seus pais e avós, pessoas supostamente mais suscetíveis e em maior risco de vida perante o contágio com este Covd-19.

O ISOLAMENTO COMO FORMA DE REVERSÃO DOS VALORES

O isolamento social que antes era voluntário, acatando as ordens e sugestões dos autarcas que desde o início foram avisando para os riscos que a população poderiam correr, deu lugar a um isolamento compulsivo que em caso de incumprimento, obriga a justificar o não recolhimento que apenas é aceite por razões de necessidade absoluta, como o abastecimento de produtos alimentares, medicamentos, apoio a familiares ou pessoas carenciadas numa atitude solidária que cresce a olhos vistos.

Na clausura, as pessoas têm muito mais tempo para refletir e comparar os vários significados que a palavra “Liberdade” pode ter! Conscientes do dever de cumprir as regras, os habitantes do concelho de Ovar, pessoas afáveis e que em absoluto gostam da partilha de momentos, pessoas que tinham toda a liberdade para se deslocarem à beira-mar para um passeio restabelecedor ou uns momentos de partilha com os amigos, enchendo os bares e locais públicos ao mais pequeno raio de Sol, sentem agora e à medida que o tempo de isolamento passa, o valor de pequenas coisas como um simples café, uma boa conversa mesmo que breve e de passagem… tudo isso acabou!

Apesar de tudo, mantém-se a ligação por via telefónica e pelas várias redes sociais, onde são frequentes os conselhos e as trocas de informações sobre este Coronavírus que tal como começa a fazer por cá, tanto tem devastado países como a Itália, Alemanha, França e os nossos vizinhos espanhóis.

Os Ovarenses preocupam-se também com os amigos, com os conhecidos e com os vizinhos, sobretudo através de mensagens, sendo frequente assistir a vídeos, fotos ou outras formas de motivação de uns para os outros, numa espécie de vontade de reforçar o espírito magoado e enclausurado desde há mais de uma semana.

Uma mensagem comum deste momento de silêncio é o reconhecimento de erros cometidos pelos habitantes deste mundo global, ferindo de morte igualmente o seu próprio ecossistema, numa espécie de mea-culpa, acompanhada por promessas de mudança… a mudança na solidariedade, a mudança na forma como tratamos, sem cuidados e respeito pelo planeta que afinal nos permite viver e respirar, mas que os povos vão sufocando com quantidades astronómicas de lixo depositado nos Mares e Oceanos e um pouco por todo o lado

Pode ser, quem sabe, que esta má experiência nos faça enriquecer a todos, mudando atitudes e comportamentos, não só para com o meio ambiente, mas igualmente a forma de tratar os outros, o cuidado com os mais velhos, com os mais desfavorecidos, com os animais que se mostram nesta altura e como sempre, disponíveis para nos encher a Alma e nos acarinhar… pode ser, quem sabe, que mude o paradigma e que o conceito de um mundo global centralizado no Ter e não no Ser, inverta a ordem e possamos um destes dias valorizar de facto o que mais devemos valorizar… a Condição Humana, a Solidariedade Global e a Saúde!

Com os números que hoje continuam a crescer no que respeita à quantidade de pessoas doentes neste município, no país e no mundo, não posso no final desta espécie de relato, deixar de transcrever uma frase que a mim me pareceu de todo aplicável e ilustradora da realidade da nossa história: “O mundo está doente porque está com muita baixa humanidade”.

 

CRONOLOGIA DO COMBATE À “COVID-19” EM OVAR

 

José Lopes

(texto)

A comunidade ovarense acabava de entrar em tempo de celebrações quaresmais, depois da Quarta-feira de Cinzas que se seguiu à festa pagã do Carnaval em que envolveram milhares de participantes e muitos milhares de visitantes nos dias grandes do cartaz carnavalesco. Neste período de tempo, a agenda cultural do Município de Ovar ainda incluía na sua programação do primeiro trimestre, no Centro de Artes de Ovar (C.A.O.), eventos como o espetáculo musical The Gift com Sónia Tavares na voz, que acabaram cancelados dada a evolução do coronavírua covid-19. Uma pandemia que se tornou no centro de todas as atenções, mesmo com diferentes níveis de preocupação e intervenção.

Aos primeiros sinais de inquietação no país, a Câmara Municipal de Ovar através do seu presidente, Salvador Malheiro, destacou-se na antecipação de mensagens de alerta e sensibilização dos munícipes para a importância do “isolamento social” e medidas preventivas, que acabaram por resultar na exigência do “estado de calamidade concelhio” decretado pelo Governo e consequentemente numa “cerca sanitária municipal”, para de forma mais eficaz, ajudar a travar esta guerra que em Ovar já era assumida como de contagio “comunitário”. Apelo e exigência assumidas de viva voz por Salvador Malheiro, que popularmente se transformou no rosto que lidera esta luta em defesa dos munícipes ovarenses e do “país” como declarou várias vezes, surgindo como exemplo de determinação ao país num momento em que as hesitações governativas faziam invadir as redes sociais de descontentamento.

Deixamos aqui até ao limite do fecho da nossa edição, a cronologia dos acontecimentos que se seguiram no único concelho que viu decretado o “estado de calamidade”, imposto um dia antes de no próprio país ter sido decretado o “estado de emergência”. Período em que a rede social (facebook) do autarca ganhou ainda mais visibilidade, como meio de informação permanente, sobre o ponto de situação das medidas de combate ao covid-19 no seio da população, e a sua evolução em números de infetados durante o mês de março, deixando sempre mensagens como: “Estamos a fazer tudo o que podemos”, “Vamos vencer esse maldito Vírus”, “Temos que ganhar a luta contra o Vírus” e repetindo até à exaustão através da comunicação social e da sua página na rede social, “Vamos ficar em casa”, como arma fundamental e determinante nos vários continentes, nesta, que será certamente uma longa batalha pela Vida.

Assim o tipo de intervenção dramática do autarca de Ovar, que chegou a assumir a necessidade de “alarmar a população”, para se resguardar em casa, não se venha a confirmar na previsão de vítimas deste contagioso vírus, com todas as suas consequências sociais, humanas e económicas. A evolução do “achatamento da curva” demonstrado na cronologia, é um sinal de esperança.

Dia 4 – “Sem alarmismos mas com o máximo realismo já temos o nosso Plano de Contingência para o Covid-19”, assumia Salvador Malheiro na sua página, a divulgação do documento elaborado e aprovado pela Câmara Municipal de Ovar, com base no Despacho n.º 2836-A/2020.

Dia 10 – “A Câmara Municipal de Ovar, após reunião do presidente e vereadores em regime de permanência com a delegada de Saúde de Ovar, informa que, até à data, não se regista nenhum caso confirmado, nem suspeito de infeção por Covid-19, no Município de Ovar. No entanto, sem prejuízo deste quadro, foi decidida a monitorização diária e permanente, em articulação com a autoridade de saúde local, da situação no território de Ovar.”

Dia 11 – “Na sequência da monitorização diária e permanente, entre a Câmara Municipal e a autoridade de saúde local, e atendendo à alteração da situação no território de Ovar, informa-se a população que, hoje, dia 11 de março, até às 9h30 da manhã, regista-se um caso confirmado de infeção por Covid-19, no Município de Ovar. (…) Mais se informa que, neste momento, o Pólo da Unidade Saúde Familiar Alpha, em S. Vicente de Pereira, foi encerrado por decisão do ACES do Baixo Vouga.”

Dia 12 (11:33) – “(…) atendendo à evolução da situação de casos confirmados de infeção por Covid-19 no nosso município (existência de dois casos de infeção confirmados), nos termos da Orientação 7/2020 de 10/03/2020 da DGS, a Autarquia decidiu atualizar o seu Plano de Contingência, acrescentando medidas preventivas e restritivas, concretamente:

– Encerramento, ao público, da Piscina Municipal de Ovar, Biblioteca Municipal e respetivos Polos e do Polo de Capacitação e Inovação Social;

– Cancelamento de todos os eventos sociais, desportivos, culturais e/ou recreativos promovidos pela Câmara Municipal, em equipamentos fechados e/ou ao ar livre; (…) a Delegada de Saúde de Ovar, em estreita articulação com a Direção-Geral da Saúde, encontra-se a acompanhar a situação e a adotar todas as medidas necessárias e adequadas à salvaguarda da população. Neste sentido, confirma-se que a Autoridade de Saúde Local procedeu ao encerramento da Escola Básica do Outeiral, em Arada, como medida preventiva.”

(12:09) – “A responsabilidade e competência para o encerramento de todas as Escolas no Município de Ovar é do Governo a partir do Ministério da Educação. Espero que o governo tenha a coragem de tomar as medidas musculadas que se exigem neste momento. Se a responsabilidade fosse da Câmara Municipal de Ovar, as nossas escolas já estavam encerradas.”

(16:27) – “(…) por decisão do ACES do Baixo Vouga, foi determinado o encerramento da Unidade de Saúde Familiar de S. João de Ovar, em virtude da confirmação de mais um caso de infeção por Covid-19, associado àquele estabelecimento de saúde. Mais se informa que este caso não se refere a nenhum munícipe de Ovar, registando-se, até à data, 2 casos de infeção confirmados na nossa comunidade local.”

(16:34) – Notícias dão cerca de 100 pessoas em quarentena em Ovar depois de dois casos confirmados.

Dia 13 (13:39) – “Apesar do momento crítico que vivemos, onde todos devemos limitar o contacto social, estar em casa o máximo de tempo possível e cumprir escrupulosamente com todas as regras básicas de higienização…”

(14:48) – “A situação está muito complicada em Ovar. Por favor cancelem o que puderem. E tentem ficar em casa. Na Câmara estamos já a equacionar medidas complementares e mais drásticas.”

(16:30) – “Tendo-se confirmado a existência de mais casos de Covid-19 no Município de Ovar, a Câmara Municipal de Ovar em articulação com a Autoridade Local de Saúde Pública / ACES Baixo Vouga decidiu, hoje, atualizar o seu Plano de Contingência, nomeadamente com o encerramento de todos os serviços municipais, incluindo o Mercado Municipal, tendo-se definido um conjunto de serviços mínimos presenciais e em teletrabalho. Mediante este cenário, a CM de Ovar deixa um apelo a toda a comunidade vareira para reduzir ao mínimo toda a atividade comercial, industrial e de lazer no Município, recomendando que as pessoas se mantenham em casa sempre que possível, reduzindo o contacto social e cumprindo escrupulosamente as regras de higienização.”

(20:03) – “Realizaram-se testes a 11 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, administrativos e assistentes operacionais) da USF de São João de Ovar. Sete deram positivo. Este facto complementado com a confirmação da infeção do treinador de futebol do Arada e com os dois casos anteriormente já conhecidos levou-nos a tomar medidas Drásticas. Encerramos a Camara e todos os serviços municipais. E tivemos que alarmar a população pedindo que fiquem em casa e reduzam o contacto social.”

Dia 14 (09:08) – “Por favor fiquem em casa.”

(14:35) – “Apelei. E volto a apelar. Por favor fiquem em casa.”

(15:39) – “Em Portugal devia ser decretado o estado de emergência nacional, e devia ser promovido o shutdown completo do País já. Cada hora que passa, cada dia que passa sem que o governo tome essas decisões, teremos um custo altíssimo em termos de infetados globais e de mortes!”

(16:47) – “Vamos ficar em casa. Ok?”

(21:15) – “Medidas drásticas em Espanha que… “Incluem a proibição a todos os cidadãos de andar na rua…””

Dia 15 (08:58) – “Vamos ficar em casa. Obrigado ao Povo Vareiro por seguir de forma generalizada a orientação de ficar em casa e reduzir ao mínimo o seu contacto social. Obrigado às muitas empresas, restaurantes, cafés e estabelecimentos comerciais que, por sua iniciativa e com custos pessoais, encerraram ou vão encerrar as suas instalações colocando, e bem, a saúde pública em primeiro lugar. Aos que ainda não mudaram os seus hábitos quotidianos e que ainda não decidiram encerrar as suas empresas/instalações, peço-vos do fundo do coração que o Façam. Portugal precisa de parar e promover um isolamento completo. Por cada hora que conseguirmos antecipar essa decisão estaremos a salvar vidas. Vão Ver. Vamos dar o exemplo ao País.”

(12:00) – “Infelizmente temos mais casos confirmados no Município de Ovar. Mas o número real de infetados no nosso Território é de certeza muito, muito Maior. E no País também. Peço-vos que fechem as vossas empresas. Os vossos estabelecimentos. E por favor fiquem em casa. Não há dinheiro que pague uma vida humana. O país também tem que parar. Tem que ficar isolado. E ser declarado o estado de emergência nacional.”

(18:01) – “Shutdown Portugal. Espero mesmo que Costa e Marcelo isolem o País já, encerrando fronteiras e controlando aeroportos. E que avancem também para o Estado de Emergência Nacional. Terão o apoio de Todos nesta decisão que já peca por tardia. O shutdown do País é neste momento um imperativo! Está em causa a salvação de Muitas Muitas Vidas…”

(20:28) – “Praias Interditas.”

(22:33) – “Portugal, Portugal de que é que estás à espera…”

Dia 16 (12:15) – “Infelizmente temos mais 3 casos confirmados em Ovar o que evidencia uma situação muito complicada no nosso Município. Tendo em consideração que o número de testes que está a ser efetuado é muito reduzido e que teremos pela certa infetados ainda sem sintomas, a nossa realidade é muito muito grave. (…) Fechem os vossos negócios. Fechem as vossas empresas (se conseguirem). Não há dinheiro que pague uma vida humana. Nós cá estamos para assegurar os serviços mínimos.”

(13:41) – “A minha vénia aos responsáveis destas entidades do Município de Ovar pelo facto de terem encerrado as suas instalações privadas colocando a Saúde Pública em primeiro lugar. Vamos engrossar esta lista e assim vencer o Vírus.”

(16:37) – “Considerando que se verificou nas últimas horas um agravamento de casos suspeitos de infeção pelo novo Coronavírus (Covid- 19) no Município de Ovar, foi determinado o encerramento de todos os serviços administrativos da Câmara Municipal de Ovar, a partir das 15h30, de hoje, dia 16 de março e até ao próximo dia 03 de abril. Esta medida exceciona os serviços municipais de Proteção Civil, de Conservação e Manutenção do Espaço Público, Cemitério, Resíduos e gestão do Ambiente, que se mantêm em estado de vigilância.”

(17:12) – “Vamos vencer esse Vírus! A lista não pára de crescer! São já 215 as entidades que decidiram encerrar as suas instalações. Obrigado.”

(18:04) – “No Município de Ovar já temos 16 infetados confirmados, de entre os quais dois distintos funcionários da Camara Municipal de Ovar. O número de infetados real é certamente muito maior. A Camara já está, em articulação com o ACES DO BAIXO VOUGA, a ajudar na preparação de um espaço de saúde destinado exclusivamente ao Covid-19. (…) E os estabelecimentos comerciais, empresariais e de lazer devem fechar salvo raras exceções. Não podemos adiar mais. É a salvação de vidas que está em causa. Vamos colocar o nosso Município em Quarentena, em Shutdown e assim dar o exemplo ao nosso País.”

(20:53) – “As medidas implementadas e as mudanças do nosso quotidiano no Município de Ovar só terão reflexo dentro de 10 a 15 dias. Entretanto tenho a informação de que a situação vai agravar-se ainda mais nos próximos dias na nossa Terra. Assim para além do apelo que deixo mais uma vez para que Fiquem em Casa e para que fechem os estabelecimentos/instalações, venho informar que vamos solicitar às forças de segurança pública (GNR e PSP) a trabalhar no Município de Ovar para, numa atitude pedagógica, encaminharem as pessoas que permaneçam no espaço público para as suas casas. Não podemos esperar mais. Não podemos esperar mais pelas decisões superiores. A situação cá é muito grave.”

Dia 17 (11:52) – “São já 263 as entidades que por sua livre e espontânea vontade decidiram encerrar as suas instalações no Município de Ovar. Obrigado!”

(13:28) – “Vou propor hoje à Comissão Municipal de Proteção Civil o acionamento do nosso Plano Municipal de Proteção Civil de Ovar e assim operacionalizar o nosso “gabinete de crise”. Em Ovar, as Pessoas não estão sozinhas.”

(16:01) –“O número de casos confirmados em Ovar mais do que duplicou. Temos hoje mais de 30 casos. Perante tudo isto em articulação com a DGS o Município de Ovar vai entrar em Quarentena Geográfica. Todo o nosso perímetro vai ser isolado.”

(16:05) – “Governo prepara-se para decretar Estado de Calamidade específico para o Município de Ovar.”

(16:26) – Autoridade de Saúde Regional, “determina o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais, bem como a limitação de movimentação, de pessoas, de e para o Concelho de Ovar, devido à existência de perigo para a Saúde Pública, nomeadamente de risco de contágio de Covid e como medida de contenção pelo período de 18/03/2020 a 02/04/2020”, lê-se no comunicado.

(16:05) – “Governo prepara-se para decretar Estado de Calamidade específico para o Município de Ovar.”

(16:26) – Autoridade de Saúde Regional, “determina o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais, bem como a limitação de movimentação, de pessoas, de e para o Concelho de Ovar, devido à existência de perigo para a Saúde Pública, nomeadamente de risco de contágio de Covid e como medida de contenção pelo período de 18/03/2020 a 02/04/2020”, lê-se no comunicado.

(20:51) – “Shutdown completo do nosso Município de Ovar por determinação do Primeiro-ministro e do Ministro da Administração Interna. E nós apoiamos. Tem que ser. O Despacho é claro e inequívoco. Temos todos que o cumprir.”

(16:33) – “Declarações à RTP mostrando a nossa vincada oposição à manifesta desarticulação do governo na gestão do estado de calamidade no Município de Ovar que tem dificultado, e muito, a nossa tarefa de implementar uma verdadeira quarentena geográfica em Ovar e assim dar cumprimento à orientação da Direção Geral de Saúde.”

(18:04) – “Os casos confirmados não param de aumentar em Ovar. Espero que o governo volte atrás e mantenha o despacho inicial. Só garantindo uma verdadeira quarentena geográfica com uma musculada cerca sanitária poderemos vencer esse maldito Vírus. E para isso as atividades industriais têm que ser interditas, com exceção daquelas que se dedicam à produção de bens essenciais. Caso contrário estaremos a levar o Vírus de Ovar para fora contaminando o resto do Território Nacional.”

(22:48) – “Quanto mais cedo nos distanciarmos, mais cedo nos encontraremos num só Abraço. Viva o Povo Vareiro”

Dia 19 (09:33) – “A Clarificação que todos esperávamos. Leiam por favor este despacho do Conselho de Ministros publicado hoje em Diário da República dedicado exclusivamente a Ovar. Com Efeitos imediatos!”

(17:30) – “1 Óbito Covid-19 em Ovar. Faleceu hoje no nosso Município a primeira vítima do Covid-19. Os meus mais sentidos Pêsames à Família.”

(22:49) – “O Posto de triagem de Covid-19 já funciona em Ovar. No nosso Hospital. E começamos hoje a preparar o nosso Hospital de Campanha. Em breve vamos começar a realizar testes aqui em Ovar.”

Dia 20 (11:36) – “(…) Quanto mais cedo a nossa indústria parar…mais cedo a nossa economia se vai levantar.”

(13:11) – “Desinfeção do espaço público.”

(15:27) – “O terceiro infetado com Covid-19 do nosso Município também já teve alta. Entretanto temos 52 casos confirmados.”

Dia 21 (01:02) – “Uma das nossas estratégias é fazer o máximo número de testes, o mais rapidamente possível. Temos que testar, testar, testar, testar. Mas as pessoas não poderão fazer o teste de sua livre e espontânea vontade. Tem que existir sempre uma referenciação prévia da autoridade de saúde. (…)”

Dia 22 (12:19) – “A situação em Ovar continua muito complicada. O número de infetados confirmados não para de aumentar. Temos já 64. E hoje tivemos o segundo óbito. A percentagem de infetados por população em Ovar é 10 vezes superior à percentagem em todo o território nacional.”

(09:34) – “Temos gente que nos começa a olhar como proscritos, como se tivéssemos peste ou lepra… Mas a todos quero dizer que o Povo Vareiro vai Vencer. E quando vencermos esta guerra contra o vírus, quiçá antes de muitos… estaremos prontos para ajudar os nossos vizinhos e todo o nosso Portugal.”

(12:30) – “Sigam por favor este apelo, não meu… mas da nossa primeira recuperada! Cumpram regras.”

(13:18) – “Temos neste momento 72 casos confirmados em Ovar. Um aumento de 12,5% relativamente a ontem. Portugal aumentou 25%. Apesar de tudo, estamos a olhar para a frente e prevendo um situação complicada nos próximos dias estamos a trabalhar seriamente no aumento da nossa capacidade para fazer testes e no incremento da resposta hospitalar dentro do nosso Território.”

(17:13) – “A Pousada da Juventude de Ovar vai ser usada no imediato como Centro de Vigilância Ativa guarnecido com pessoal especializado, para monitorização e vigilância de infetados Covid do nosso município, já sujeitos a triagem, que não requerem internamento hospitalar.”

(18:17) – “O número de confirmados em Portugal hoje subiu 25%. Em Ovar subiu apenas 12,5%. Por outro lado as medidas musculadas implementadas estão a conter o vírus e a impedir que este contagie em larga escala o resto do distrito, como se vê na figura. O cerco está a funcionar. (…) Vou empenhar me fortemente para que o governo tenha uma discriminação positiva já junto dos munícipes de Ovar, com ajuda e apoios financeiros e para que apoie a sério as nossas indústrias que se viram obrigadas a encerrar perdendo milhões de euros… mas apenas aquelas que cumpriram escrupulosamente as regras!”

(19:46) – “Estamos a precisar de médicos, enfermeiros e auxiliares para nos ajudar aqui em Ovar.”

Dia 23 (09:38) – “Neste fim de semana fizemos 50 testes. Hoje vamos fazer 80. Desta forma vamos acabar com a lista de espera de testes no Município de Ovar. Também já temos 65 testes assegurados por dia no mínimo nas próximas semanas. Mesmo que esta estratégia nos possa levar a um aumento pontual do número de infetados confirmados… vamos seguir à risca a orientação da World Health Organization (WHO): Testar, testar, testar, mas sempre em articulação com a autoridade local de saúde pública.”

(17:04) – “Testes, testes e mais testes a serem realizados atualmente em Ovar. Naturalmente de pessoas referenciadas pela Saúde Pública. Com o esforço de todos, hoje acabamos com a lista de utentes à espera de testes. Amanhã vamos ver. Estamos fortes. Venceremos”

(18:26) – “Impressionante a onda de solidariedade depois do apelo feito ontem. São centenas e centenas, os profissionais de saúde que de forma voluntária nos querem ajudar em Ovar. Muito obrigado. Entretanto hoje fizemos 80 testes em Ovar eliminando a lista de espera. Vamos continuar com a nossa estratégia de testar o máximo possível nos próximos dias e precisámos da ajuda do Ministério da Saúde. O número de confirmados passou de 72 para 83 e mantemos os dois óbitos. A taxa de crescimento de confirmados em Ovar continua abaixo da média nacional, mas nos próximos dias estamos à espera de um grande número de confirmados tendo em conta o aumento significativo de testes.”

Dia 24 (12:45) – “Testes, testes e mais testes. É o que está a acontecer em Ovar. É esta a nossa estratégia. Nem que isso leve a uma aumento forte do nosso número de confirmados. Queremos Salvar Ovar e o País. Venceremos.”

(18:56) – “Estamos a apostar muito nos testes. Temos mesmo que testar. Naturalmente que o número de confirmados com esta estratégia vai aumentar. Mas não tem mal. Para gerir a situação temos que saber como estamos. E preocupa-nos muito mais os possíveis mortos do que o número de confirmados! Entretanto tivemos hoje a notícia do quarto recuperado no Município, mantemos os dois óbitos e o número de confirmados subiu para 94.”

Dia 25 (15:12) – “A verdade dos factos. De quem está no Terreno. Vamos Salvar Ovar. Vamos Salvar Portugal. Venceremos!”

(19:12) – “Primeira reunião com o grupo de voluntários profissionais de saúde que responderam afirmativamente ao nosso apelo. (…) Entretanto informo que temos neste momento 114 infetados confirmados. Mantemos os 2 Óbitos e os 4 Recuperados. Precisamos de testes. E de uma discriminação positiva por parte do governo relativamente a apoios para as famílias e empresas vareiras.”

Dia 26 (00:30) – “Durante a nossa reunião com os voluntários, técnicos de saúde, que gentilmente responderam de forma afirmativa ao nosso pedido há dois dias atrás, tivemos a oportunidade de conversar com o nosso… Presidente da República! Deixou palavras de força e carinho a todo o Povo Vareiro. (…)”

(15:49) – “Informação atualizada às 15:00. A verdade é libertadora.” Declaração acompanhada pelo seguinte quadro: Confirmados 137. Óbitos 2. Recuperados 4 e por freguesias: Ovar, 43, 31%; São João de Ovar, 38, 28%; Válega, 17, 12%; Esmoriz, 11, 8%; Arada, 10, 7%; Cortegaça, 5, 4%; São Vicente, 4, 3%; Maceda, 1, 1% e Fora do Município, 8, 6%.

(16:46) – “Uma boa notícia. Obrigado Presidente.” referindo-se às declarações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que anunciou reforço de material para realização de mais testes em Ovar.

(19:00) – “Vamos implementar de imediato várias medidas de apoio social extraordinárias. Os Munícipes que habitam em bairros sociais e casas de propriedade da Câmara de Ovar não pagarão renda nos próximos três meses. Serão servidas refeições aos sem-abrigo e às famílias mais vulneráveis durante o fim de semana. Será reforçado o apoio em espécie às IPSS,s com cantina social. Iremos pagar os medicamentos às famílias mais vulneráveis. O Fundo de Emergência Social será agilizado. E o Balneário Publico do Lamarão será disponibilizado à população.”

Dia 27 (19:30) – “Os números atuais do Município de Ovar.” expostos num quadro com os dados deste dia: Confirmados, 148; Óbitos, 5 e Recuperados, 5.

(22.01) – “Claro que tenho que lamentar este tratamento desigual. A segurança social e o Ministério da Saúde estão a deixar-nos sozinhos! Mas Vamos Salvar Ovar. Venceremos.” Esta foi a reação de Salvador Malheiro sobre a morte por covid-19, de um utente no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, em que o Presidente da Câmara Municipal de Ovar, lamenta a falta de respostas daquelas entidades a este caso, que envolve mais de 100 idosos que exigem respostas adequadas e seguras.

O drama que se tem abatido sobre os lares, acabou também por chegar a Ovar ao fim do seu período do “estado de calamidade”.

(19:30) – “Os números atuais do Município de Ovar.” expostos num quadro com os dados deste dia: Confirmados, 148; Óbitos, 5 e Recuperados, 5. Por freguesias destacam-se Ovar, 49, 33%, São João de Ovar, 45, 30% e Válega, 20, 14%.

(22:01) – “Claro que tenho que lamentar este tratamento desigual. A segurança social e o Ministério da Saúde estão a deixar-nos sozinhos! Mas Vamos Salvar Ovar. Venceremos.” Esta foi a reação de Salvador Malheiro sobre a morte por covid-19, de um utente no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, em que o Presidente da Câmara Municipal de Ovar, lamenta a falta de respostas daquelas entidades a este caso, que envolve mais de 100 idosos que exigem respostas adequadas e seguras.

Dia 28 (00:01) – “Final de mais um dia árduo de trabalho (…).” Em que manifestou grande preocupação por o Covid-19 ter chegado a um dos lares de Ovar, defendendo de imediato testes a mais de uma centena de pessoas nesta instituição e um “plano muito pragmático” para qualquer eventualidade.

(11:27) – “Será que ainda não perceberam que nós estamos assim! Pior que a Itália. Acorda Portugal. Shutdown do País Já! Ainda podemos salvar muitas vidas”. Uma declaração polémica de Salvador Malheiro baseada num gráfico em que era feita comparação entre Ovar e a Itália, o que deu origem a novas acusações nas redes sociais de “tentativa de criar pânico”.

(18:29) – “Sentimo-nos Sós. Não temos qualquer apoio da Segurança Social e do Ministério da Saúde. Precisamos de Apoio.” Uma reafirmação do lamento do Autarca sobre a situação na Santa Casa da Misericórdia de Ovar, em que localmente foram implementadas medidas como a montagem de um espaço novo (pela PSP, GNR, Bombeiros e CMO), para a eventualidade de terem de ser separados Séniores que foram entretanto testados depois de uma morte neste Lar.

(19:31) – “Nas últimas 24 horas mais 30 casos de infetados confirmados”, total infetados 178, óbitos, 5 e recuperados mantêm-se nos 5. “Mas Vamos Vencer.” Assim reagia ao gráfico diário do concelho por freguesias, com a particularidade de uma acentuada deslocação da área geográfica da antiga freguesia de Ovar, que subiu para 58, 33%, contrariando os indicadores iniciais de maior concentração de infetados em São João de Ovar, 57, 32%, Válega, 25, 14% e alargar-se ao norte do concelho, com Esmoriz nos 13, 7%.

(23:26) – “A Itália tem hoje cerca de 1,5 infetados confirmados por cada mil habitantes. Portugal tem 0,5 infetados confirmados por cada mil habitantes e Ovar tem 3,5 infetados confirmados por cada mil habitantes. (…) Não é alarme. É a verdade. E a verdade é libertadora. Ovar precisa de Ajuda.” Foi assim que Salvador Malheiro reagiu à polémica do dia sobre acusação de alarmismo.

Dia 29 (10:20) – “As medidas musculadas de combate ao Covid-19, designadamente a eliminação do contacto social só tem reflexo prático 15 a 20 dias depois. O cerco sanitário em ovar foi instalado há 11 dias. Os resultados de infetados e óbitos que temos tido ainda não refletem este aspeto. Ainda por cima temos apostado muito nos testes… e os infetados confirmados irão aumentar muito pela certa. Por isso há que acreditar. Eu acredito. Mas precisamos mesmo da ajuda do ministério da saúde.”

Dia 29 (13:25) – “Acabei de ter a confirmação por parte do governo que a partir de amanhã estará uma equipa de médicos e enfermeiros em permanência no Lar da Santa Casa da Misericórdia e que o INEM irá montar a partir de hoje um Hospital de Campanha no Arena Dolce Vita para 100 camas com os respetivos equipamentos médicos e profissionais de saúde. Obrigado. O Povo vareiro agradece.”

(21:20) – “Estamos a fazer muitos testes. Por isso os números estão a aumentar muito. Não nos preocupa o número de confirmados mas sim o número de Vidas que poderemos salvar. Neste momento temos 232 infetados confirmados e 8 óbitos num Município com 55 mil habitantes. Podem usar os ratios que quiserem e fazer as comparações que entenderem mas a Verdade é esta: A situação está muito complicada no Município de Ovar.”

Dia 30 (20:00) – “Ponto de situação às 20:00 no Município de Ovar. A nossa estratégia intensa de testes naturalmente que origina um aumento significativo de infetados confirmados. Mas para nós o que mais importa é o número de vidas que conseguiremos salvar.” O gráfico do dia fixou os infetados nos 266 e os óbitos 8. Por freguesias decididamente Ovar faz disparar os números com 102, 38%, São João de Ovar, 65, 24% e Válega, 31, 12%.

Dia 31 (00:10) – Nas habituais declarações do presidente do Município de Ovar através de vídeo, no final de mais um dia trabalho na linha da frente, Salvador Malheiro acrescentou a informação de mais dois óbitos e o resultado dos testes a todos os 120 séniores do Lar da Santa Casa da Misericórdia, que já somavam 17 conformações de infetados. Agradeceu a presença da equipa médica disponibilizada pela tutela para esta IPSS e lembrou que faltava ainda a também prometida pelo Governo, equipa de enfermagem. Falou das novas 30 camas disponíveis no Hospital de Campanha no Arena Dolce Vita, como uma “extenção do Hospital de Ovar”. Agradeceu ainda a disponibilidade da Pousada da Juventude, que recebeu uma doente infetada que estava a viver dentro de um automóvel para defesa do companheiro em casa com doença oncológica.

(14:45) – “Temos neste momento 277 infetados confirmados e 11 óbitos. Imaginem se não tivéssemos tomado as medidas musculadas há cerca de 15 dias atrás e se tivéssemos crescido à mesma taxa que Portugal tem crescido. Teríamos hoje cerca de 1700 infetados e 100 óbitos.” Uma afirmação do Autarca sustentada em gráficos com as devidas comparações, apesar da polémica em que chegou a ser feita de forma irónica.

Nesta evolução cronológica que procuramos fazer até ao fecho da nossa edição, as declarações do presidente da Câmara Municipal de Ovar, não deixam dúvidas de que o “estado de calamidade” e a “cerca sanitária” deve continuar a ser decretada como meio mais eficiente de garantir uma visível contenção do codiv-19, com a atitude cívica e responsável dos munícipes que estão a corresponder através do “confinamento social”.

 

Fotos: Facebook/Salvador Malheiro

01abr20

 

 

 

 

Fotos: Facebook/Salvador Malheiro

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1 Comment

  1. Fernanda Miguel

    Um abraço de solidariedade.
    Compreendo que a vossa paciência esteja a atingir o limite, mas peço-vos que aguentem firmes, cumprindo as orientações sanitárias.
    Desejo-vos uma boa e rápida recuperação e que o número de infectados comece a dimunuir.

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