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Solidariedade?!

 

 

A reportagem sobre o menino Filipe, de seis anos, vítima do síndrome de Norrie, foi um marco na vida deste jornal.

E foi um marco, não só pelos elevados indicies de audiência, mas, acima de tudo, pela forma solidária com que os nossos leitores reagiram aquele que consideramos, por laxismo, um verdadeiro atentado à vida de um Ser humano.

 

A esse propósito, releva-se, entre outras formas de intervenção, a oferta de uma cadeira de rodas para o petiz, por parte da nossa leitora Sandra Fernandes.

Há, na realidade, gente generosa neste País que, individualmente, se substitui ao Estado e que consegue dar verdadeiras bofetadas de luva branca a uma Segurança Social que ignorou e continua a ignorar, pura e simplesmente, este caso.

Mara, a mãe, recebe oitenta e poucos euros para cuidar do Filipe, quando o menino precisa de seis mil euros para iniciar os tratamentos destinados à sua recuperação e melhor qualidade de vida. A verdade, é que o menino já se encontra em tratamento, tendo conseguido reunir os seis mil euros para o primeiro ciclo de intervenções médicas (28 dias), não se sabendo ao certo quantos ciclos o menino terá de se sujeitar.

O alerta do nosso jornal, e de outros órgãos de comunicação social, parece ter surtido os seus positovos efeitos. Ficamos orgulhosos, agradecendo, desde já, a geneorisidade dos nossos leitores, assim como também a sua solidariedade, através da divulgação do caso.

 

Mas, solidárias também foram as gentes da nobre terra de Avintes (Vila Nova de Gaia), onde reside a família do Filipe. Este é um exemplo de solidariedade que deve ser enaltecido e que o nosso jornal – que nunca se substituiu ao Estado nem à família – soube relevar na passada edição.

 

O que aqui não se compreende é a postura da autarquia (Câmara) que, por assim dizer, mandou para a valeta este grave problema de exigente ajuda a um Ser humano, que, como Ser humano, devia como deve ser respeitado e apoiado pelo Estado.

 

O nosso jornal não fez mais que um dever. Os órgãos de comunicação social servem para isso, sem que, obrigatoriamente, tenham de promover “choradinhos estúpidos” em programas televisivos cor-de-rosa sempre à busca de audiências, e só à busca de audiências.

Há que saber divulgar um caso, e divulgar um caso, como este, não é tratar as pessoas como meros adornos de um estúdio, em que o “coitadinho” fica exposto aos holofotes e às câmaras, numa situação ridícula criada pelos promotores de tais espaços televisivos.

É a caridadezinha na sua mais pobre expressão. Quem lá vai precisa de ajuda e não de promoção pessoal, e não vai lá para ser confundido com os concursos de automóveis e de €1000 garantidos, sempre enaltecidos com aplausos histéricos de uma plateia paga para chorar e rir quando assim a produção o entender.

 

O “Etc e Tal jornal” assumiu, assume e assumirá, jornalisticamente falando e de forma séria, a sua solidariedade com o menino Filipe e com a sua família, pelo que o assunto não morreu na passada edição.

Continuaremos atentos, divulgando para o efeito – essa é a nossa exclusiva e única função – tudo o que de novo (bom ou mau) surgir em relação a este caso. Um caso que deveria ser exposto às mais altas instâncias internacionais (ONU, através da UNICEF, ou Tribunal Europeu dos Direitos Humanos), uma vez que, “cá por casa”, ninguém de responsabilidade ajuda o menino Filipe, e ele precisa de apoio como de “pão para a boca”. Ele e outros meninos e meninas que, como ele, são desprezados pelo nosso Estado Social.

 

Perdeu-se a vergonha neste país à beira-mar plantado e há anos mal “regado”. As pessoas são números e os números, para eles, não são pessoas.

Os números são deles e só a eles pertencem. Eles decidem tudo, mas, nada decidem quando quem precisa de apoio pertence à raia miúda.

 

Sabemos que um menino, mas filho de um autarca, com doença parecida com a do Filipe teve atendimento imediato. A Mara, mãe do Filipe, não é autarca, não é empresária nem gestora de qualquer dessas empresas que só dão lucros num país em crise e que nós a sabemos quais são. Temos pena!

 

Perdeu-se a vergonha, mas ainda não a liberdade de expressão, ainda que a mesma esteja condicionada por pressões de ex-espiões, de Secretas e outras coisas do género, ou seja de agentes pidescos, hoje democratas que chegam ao ponto de ameaçar jornalistas com a revelação pública da sua vida pessoal.

 

O “Etc e Tal” não entra nesse jogos ou nessa jogatainas.

Já nós quiseram calar, mas a nossa voz centra-se na verdade dos factos…. E os factos são estes, custe a quem custar.

Não é fácil escrever dizendo verdades, mas aqui escreve-se verdades e releva-se a liberdade de expressão, eliminando, automaticamente, a libertinagem da mesma.

 

O Filipe, como outros Filipes podem contar com este jornal que é e será um jornal do povo. Sério, íntegro e defensor da democracia.

Somos assim… temos pena!

 

 

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