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Não temos WIFI

Carla Ribeiro

“Não temos WIFI”, uma frase nos dias de hoje quase assustadora, pois não vamos entrar num local onde não possamos estar ligados ao novo Mundo. Tantas as vezes, que entramos num café ou num bar e reparamos que cerca de 70 a 80 por cento das pessoas, estão de telemóvel ou Tablet ou mesmo de PC ligado, a conversarem nas redes sociais. Quantas vezes, não teremos já percebido, que numa mesma mesa as pessoas se comunicam pelas redes sociais, imperando o silêncio na mesa.

Cada vez mais o comércio coloca a música mais alta pois o diálogo já quase não existe entre as pessoas, ou melhor, as pessoas não se falam presencialmente, mas sim usando as redes sociais, quando até estão lado a lado sentadas. Que novo silêncio é este, que nos atira na solidão estando sentados para conviver num local público? Um jantar de amigos, onde antigamente imperava pelas gargalhadas o som de uma boa conversa, piadas e graçolas.

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relatos 1.2 - ago15

Aonde está tudo isto, nos dias de hoje?

Saem há rua apenas para exibir o novo telemóvel, ou o novo brinquedo que nos dá acesso às redes sociais de uma forma cada vez mais rápida e fácil, já nem importa o tamanho mas sim ser rápido na resposta e responder as necessidades. Tantas as vezes que numa qualquer rede social já vimos esta frase “Não temos WIFI, falem uns com os outros”… Mas nem vamos a um café porque não tem WIFI, que seca, assim não vamos estar ligados.

Mudamos as nossas prioridades, alteramos as nossas rotinas, tornamo-nos perfeitos dependentes das novas tecnologias. Será que já nem sabemos falar? Escrever uma carta, numa qualquer folha de papel, parece até uma aberração. Perdemos a capacidade de comunicar, sem estarmos protegidos pela tela, seja ela do telemóvel, do Tablet ou do PC, temos apenas que nos defender atrás da tela, pois temos medo do contato pessoal. E, assim nasce uma nova solidão, uma nova forma de silêncio, o conceito moderno de convívio. Vencem assim as novas tecnologias, que passam a controlar-nos.

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Nasce uma nova “droga” da qual nos tornamos seres dependentes, “WIFIdependence”, ainda alguém vai patentear esta palavra… Não se pode fumar no café, e quando nos deslocamos ao exterior, lá vai o telemóvel numa mão e o cigarro na outra. O que fazem os nossos jovens nos intervalos da escola?

Será que ainda jogam a bola?

Atiram o pião?

Saberá alguém ainda jogar a “macaca” ou ao “apanha”?

E o jogo do elástico, e a cabra-cega?

Que foi feito destas brincadeiras?

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Cada vez mais estamos dependentes do virtual.

Será que ainda sabemos falar?

Como falamos no emprego?

Será que também comunicamos pelas redes sociais, escondidos por detrás da tela.

Onde está o diálogo?

Quando vai a sociedade quebrar este silêncio mo qual se envolveu?

E deixo estas perguntas no ar.

Em módulo férias, que tal pensar em mudar?

relatos 04 - ago15

E como agosto é um mês por excelência de férias, aqui vos deixo votos de umas maravilhosas férias, para quem ainda vai usufruir das mesmas.

Para quem já foi, espero que tenham aproveitado.

A todos, um simples até já.

A todos sem igual.

Obrigada

Até breve com novos “sentir”, novos “amar”…

Fotos: Pesquisa Google

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20 Comments

  1. Esmeralda

    Parabens Carla, mais um tema bastanet interessante que quase já parece a praga da nossa sociedade,
    Continua amiga
    Bjnhs

  2. Fernando

    Não “sabemos” fazer mais nada.
    Mas o mundo de informação, conhecimento e divulgação não tem paralelo.
    Só nos resta não ficarmos prisioneiros.?

  3. Maria

    Menina Carla
    que saudades tenho de ir a um parque e ver as crianças correrem…
    hoje estão todos no local onde o sinal é mais forte, mesmo que seja debaixo de um torrido sol, e cada um com o seu aparelhometro , riem e brincam.
    mas para isto nem necessitam de vir ao parque,
    Que fiquem em casa, pois confesso k me indigna e me faz confusão, pensar que serão estes jovem o futuro do nosso país…
    que país será este , carregado de raiva e solidão.
    Parabéns pelo seu texto, mais uma vez gostei muito, e sempre com temas tão pretinentes.
    Até breve com mais um tema que não sabem qual será o espero com imensa expetativa.
    Beijinhos menina, e que nunca desista dos seus sonhos

  4. Carla Ribeiro

    ola Americo
    Sem duvida os tempops mudam, e mudam-se também as formas de comunicação.
    mas será que não nos estamos a auto destruir…
    Beijinhos

  5. Carla Ribeiro

    Ola Luis
    Sem dúvida a nova geração.
    Obrigada pelas tuas palavras, pela tua sempre enorme amizade-
    Beijinhos

  6. luis reina

    A grande doença deste século…o vício mais dependente de todos os que existem…e cada vez mais a sociedade se fecha…cada vez mais olhamos para o nosso umbigo, e deixamos de olhar, de ver tudo o que nos foi dado para sermos felizes…e deixámos-nos ir……..sem rumo tanta vez, à procura de um tudo que não existe…e sofremos.

    Boas férias e continua e deliciar-nos com os teus textos….

  7. Américo

    A era digital, cria cada vez mais uma dependência sobre as máquinas! Nossa mente, se vai adaptando, os meninos, cedo começam a tatear seus desejos, sua comunicação.Nada podemos fazer!!Os pais, sabem que hoje em dia, o mais importante para os filhos é..ter um emprego no futuro,e, também sabem que o domínio das novas tecnologias é…fundamental!! A nossa comunicação do antigamente, sem televisão…….já era!! Beijinhos amiga! Gratooo

  8. Armando Caelho

    Em minha casa somos quatro pessoas à mesa , a comunicação que fazemos uns com os outros é através de mensagem , ó mulher chega-me um copo , a sopa está fria e sem sal etc.etc.e tal , estamos no momento mais intimo e mando mensagem para mudar de posição, etc.etc.e tal , não haja duvida que isto é uma maravilha , evita-se o mau hálito , não nos cansamos de ouvir sempre a mesma vós porque é irritante , nunca demonstramos a nossa ira ; é fantástico esta nova tecnologia , viver robotizado é o melhor que pode haver . Pobre povo : Pobres famílias : Pobre Humanidade aonde vais parar . Beijos Carla é óbvio que estou a ironizar com toda esta palhaçada moderna .

  9. Zeca

    Começa dentro de portas e prolonga-se à rua. Dos pequeninos aos grandes. Concertos, estar num jantar ou lanche ou visitar um museu quem consegue sem registo de vídeo ou foto? Talvez não seja desfasado ensinar que a memória é rica porque está firma massiva de registo da realidade vai perdurar mas, o que irá sobrar na memória. O que é um homem sem memória. Conversemos, façamos ruído. Para uma boa memória.

  10. Carla
    grande verdade, eu por mim falo
    e sim tu estas sempre a refilar qd estamos feitos totos de telemóveis na mão
    a malta tem mesmo que mudar.
    mais uma vez um texto fantástico,
    Bjnhs

  11. ricardo

    carla,
    Ja nem percebemos o quanto fazemos esses gestos
    Tornamo-nos seres ou seremos apenas robots, pois sem duvida ja nem sabemos conviver.
    Obrigado por mais um belissimo texto.
    Continue sempre a fazer-nos pensar e sentir.
    Permita-me que lhe deixe um beijinho com muito carinho

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