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FESTOVAR/2015 teve como mote o AZULEJO

A 22ª edição do FestovarFestival de Teatro de Ovar organizado pela Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar – Contacto, esteve em cena no palco da Casa desta Companhia entre os dias 10 de outubro e 21 de novembro, proporcionando dez espetáculos teatrais de géneros como, infantojuvenil, comédia ou comédia do absurdo, dramática e comédia musical.

Como é tradição deste Festival, a produção teatral da Companhia anfitriã assume particular relevância na sua programação, cabendo por isso à Contacto, entre os seus quatro trabalhos apresentados (com duas estreias), a abertura, em que levou à cena para culminar um ano de itinerância com esta peça, “Cousas de Deus e do Diabo”, de Gil Vicente, e o encerramento com mais uma estreia no género, comédia do absurdo “A Cantora Careca”, a partir de Eugène Ionesco, ambas encenadas por Manuel Ramos Costa, que assinou ainda como encenador a peça (estreia) da Contacto “Enquanto a Cidade Dorme” de Álvaro Magalhães, representada no dia 18 de outubro, pelo elenco mais jovem da Companhia, formado por: Ana Branquinho, Gonçalo Boavida, João Filipe, João Martins, Juliana Almeida, Luís Ribeiro, Margarida Martins, Maria Miguel e Ricardo Pinho.

Manuel Ramos Costa e Teresa Leite
Manuel Ramos Costa e Teresa Leite

Ao palco da Casa da Contacto subiram também com grande profissionalismo e paixão pela arte de representar, companhias convidadas de vários pontos do país, como, “A Birra do Morto”, de Vicente Sanches, pelo Grupo Mérito Dramático Avintense, que integra habitualmente o programa do Festovar e que, já há alguns anos, confia a encenação dos seus projetos teatrais a Manuel Ramos Costa. De Tomar veio a “Ultimacto Cem Soldos” de Tomar, com a peça “A Bengala”. Para se estrearem no Festovar marcaram ainda presença três companhias. A  “Teatraço”, de Tabuaço com “O Auto do Bom Despacho”. O grupo “ Theatron”, de Montemor-o-Novo, trouxe “O Coração de Pugilista” e o Grupo de Teatro Contra-Senso, de Lisboa, que representou “Macbeto” a partir de William Shakespeare.

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Perante um público fiel que durante mês e meio não regateou apoio e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na Casa da Contacto, esta Companhia, entre os seus projetos teatrais apresentados, levou também à cena a peça infantojuvenil, “As Canseiras do Zé Padeiro”, de Teresa Leite, uma atriz da “Água Corrente” que assina a adaptação do clássico dos irmãos Grimm para a produção em teatro de marionetas “Cinderela”, o 9º espetáculo deste festival em que o Etc e Tal jornal marcou presença para sentir o calor humano e testemunhar as palavras de Manuel Ramos Costa registadas no editorial do Boletim nº 19 “Água Corrente”, quando afirma: “Quis ainda a direção mostrar a vitalidade da nossa Companhia, fazendo-a constar no programa com cinco peças, facto este que obviamente vai exigir de todos nós o nosso melhor e testar consequentemente os nossos limites”.

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A associação desta edição do Festovar ao património da cidade de Ovar como o que representa o Azulejo é na opinião do diretor do festival, Fernando Rodrigues, “a continuação de uma opção que vem sendo assumida nas últimas edições deste certame cultural”, lembrando que no ano anterior foi em torno da figura de Júlio Dinis. “Azulejo, um património de Ovar” foi assim o mote para a cerimónia da sessão de abertura do Festovar que decorreu no dia 9 de outubro na Escola de Artes e Ofícios com a presença dos autarcas locais e da Diretora do Museu Nacional do Azulejo, Maria Antónia Matos, assinalando assim a importância que este património azulejar tem no nosso território e associando-se às autoridades nacionais que se propõem candidatar o Azulejo a Património da Humanidade da Unesco.

Texto e fotos: José Lopes (*)

(*)Correspondente “Etc e Tal Jornal” em Ovar

01dez15

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