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Festival DDD – Dias da Dança: primeiro fim de semana com Ambra Senatore no Rivoli e Vera Montero em Serralves

As estreias nacionais de “Aringa Rossa”, de Ambra Senatore, e de “Sudando el Discurso: Una Critica Encuerpada”, de Aimar Pérez Galí, no Teatro Rivoli, e a apresentação de “Os Serrenhos do Caldeirão – Exercícios em Antropologia Ficcional”, de Vera Mantero, em Serralves, são os principais destaques no primeiro fim-de-semana do Festival DDD – Dias da Dança, que começou no passado dia 27 de abril e termina a 7 de maio no Porto, em Matosinhos e em Gaia.

Para aguçar os apetites, foi apresentado no dia 28 de abril, na Sala Principal do Coliseu Porto “Million”, de Né Barros. Também neste dia, iniciou-se o DDD OUT – uma reformulação do festival “Corpo + Cidade” do Balleteatro – que apresentou uma programação para o espaço público, revisitando diversos jardins, praças, ruas e estações de metro com inusitadas propostas coreográficas construídas à escala dos espaços.

No sábado, 30 de abril, “Aringa Rossa”, de Ambra Senatore foi apresentado pela primeira vez em Portugal, no Grande Auditório Manoel de Oliveira do Teatro Rivoli. A coreógrafa e bailarina italiana levou a palco nove intérpretes, um espetáculo que explora a natureza humana, assunto que tem caracterizado todo o seu trabalho. Nascida em 1976, em Itália, Ambra Senatore é a atual diretora do Centre Choréographique National de Nantes, em França. No mesmo dia, ao final da tarde, o espanhol Aimar Pérez Gali apresentou “Sudando el Discurso: Una Critica Encuerpada”, na Sala de Ensaios do Teatro Rivoli. Ao contrário da crítica tradicional, o trabalho de Aimar propõe uma nova abordagem, que o discurso físico e intelectual se encontrem numa mesma pessoa: o intérprete, em movimentos encorpados e suados.

No domingo, 1 de maio, o Auditório da Fundação Serralves acolhe “Os Serrenhos do Caldeirão – Exercícios em Antropologia Ficcional”, de Vera Mantero. Desenvolvido a convite da DeVir/CaPA, no âmbito do festival “Encontros do Devir”, em 2012, em Faro, o espetáculo debruça-se sobre a desertificação e desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve.

Nas comemorações do Dia Mundial da Dança, a 29 de abril, Bruno Senune teve a honra de estrear “Kid as King”, o seu primeiro trabalho coreográfico que usa o conceito de “trash” como ferramenta recorrente de exploração para a criação de uma paisagem caótica de resíduos pessoais. O espetáculo aconteceu na Rua do Almada. Ainda no Dia Mundial da Dança, o Auditório Municipal de Gaia recebeu “Repertório para Cadeiras, Figurantes e Figurinos”, espetáculo que o Ballet Contemporâneo do Norte (BCN) estreou em 2015 para assinalar os 20 anos da companhia. Com direção de Miguel Pereira, esta peça foi concebida a partir de várias obras do repertório do BCN, do seu próprio trabalho e de alguns autores que marcaram a história da dança em geral.

Em Matosinhos, Dinis Machado leva “Paradigma” ao Cine-Teatro Constantino Nery. O artista portuense, atualmente a residir em Estocolmo, na Suécia, contou com duas apresentações neste evento.

 

Para mais informações, consulte o programa completo em www.festivalddd.com

 

Texto: GCPCMP / EeT

01mai16

 

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