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Diferentes melodias

Carla Ribeiro

Depois de termos estado a comemorar a nossa edição 100, pretendi continuar a festejar, e partilhar convosco, que todos os meses me acompanham nestes relatos e nas minhas caminhadas, algumas das Antologias / Coletâneas, onde já participei até à presente data.

Sem dúvida alguma que são momentos em que me desafiei a partilhar os meus trabalhos, para com outros autores e desta forma também eu ficar a conhece-los.

É nestas partilhas que crescemos e com humildade e sentimentos verdadeiros sempre, abrimos o nosso coração a novas partilhas, conquistas e aprendizagens diárias.

Assim a primeira Antologia em que participei este ano foi nos “Poetas D’ Hoje, Antologia III”, do Grupo de Poesia da Beira Ria – Aveiro, com cinco poemas. Entre eles, o poema, “Amo-te”, que foi merecedor do 1º lugar no concurso de poemas de Amor, por altura do dia dos Namorados, organizado por este mesmo grupo. Deixo-vos assim o poema:

Amo-te

Amo-te, disseste antes de me beijar,

Amo-te, dizias quando me olhavas,

E o meu rosto acariciavas.

Amo-te, dizias quando me telefonavas…

E, repetias essa palavra tão pequena no grafar,

Mas tão magnânima no sentir.

Amo-te, dizias, pelo brilho do teu olhar,

Pelo sorriso do teu rosto,

Mais ainda com as tuas camoesas.

Amo-te, serena, ou selvagem, mas amo-te…

Amo-te, dizias, pela tua beleza, amo-te sem te merecer…

E amei-te neste sentir…

Amo-te, pelo azul do teu olhar, ou do azul do céu e do mar,

Amo-te, pelo grito que do meu peito se soltava,

Que ao mundo gritava, o tanto que te amava.

Amo-te, nas palavras caladas, nos sonhos inacabados,

No silêncio, da tua ausência,

E nos murmúrios da tua presença.

Amo-te, pelo sol que me devolveste há vida,

Pelo abraço que me recolhe, pelos beijos que me estremecem…

Amo-te, pelo pulsar do meu coração, quando te vejo,

E quando sinto, o teu perfume na minha cama…

Amo-te quando partes,

Amo até o teu silêncio.

Amo-te, em cada lágrima derramada,

Amo-te, e nem sei, se um dia vais voltar…

Amo-te…

relatos set16 - 01

Participei ainda nesta Antologia com “Recosto-me”, que aqui partilho também convosco:

Recosto-me

Recosta-me na minha cama, fria com a tua ausência.

Já não tem o teu perfume, nem o aroma do teu sentir.

Falta nela o teu sorriso, e o brilho do teu olhar,

Falta nela o teu abraço, e o sabor dos teus beijos.

Fria, está a minha cama, quando nela não estás.

Fica o meu rosto, gélido e triste, e, sem as minhas camoesas.

Já não sinto o teu calor, está frio o meu leito,

Como frio está também o meu coração.

Falta nele o teu Amor,

Falta em mim, o teu sentir…

Fica fria a minha cama, vazio o meu coração.

Derramo lágrimas de dor, letras de sofrimento,

Nestas páginas que te escrevo,

Deste rio de dor, que dentro de mim mora.

Deito pétalas amarelas,

Quero nelas a alegria de sentir o teu perfume,

O teu beijo, e o teu calor…

Fica o livro incompleto,

Com este amor inacabado…

Fico eu com esta dor,

Que no meu livro vou guardar…

Está fria a minha cama…

relatos set16 - 02

E, o caminho prosseguiu, e o grupo de poesia LLO- Letras da Lagoa de Óbidos, fez a Antologia, “De mim para ti V”, em que o tema era o Amor.

O meu desafio foi participar, e filo com os 2 poemas requeridos, nos quais eu retratei o imenso Amor, pelos meus “Amigos de Rua”, que tantas noites ao longo da minha vida, com um simples olhar, me fazem sentir tão Amada ou amargurada…

E é desta forma que vos deixo dois pedaços de mim, que retratam tão bem um pedacinho do quanto se pode sentir e simples minutos, que por vezes teimam em ficar eternos…

Este primeiro poema, “Acordei”, foi por este grupo distinguido com um prémio literário, na data mencionada pelo mesmo, que foi no dia em que o escrevi.

Acordei…

Acordei nesta cama vazia,

Fria e sem amor.
Acordei neste cartão molhado,

Sem cobertor, mas coberto de dor.
Acordei, na entrada de uma loja,

Sem eira nem beira,
Neste frio que me assola, e nesta solidão que me carrega.
Já não vale a pena caminhar, nem ao menos fazer caminho.
Perdi tudo, e perdi nada,

Porque era o tudo, o nada que eu tinha.
Vagueio na solidão, e nela me alimento,
Passo aqui e acolá, mas nem vejo o meu caminhar…
Acordei, no meu cartão,

Coberto de solidão,
Sem amor e sem palavras, sem brilho e sem sol.
Correm lágrimas dentro de mim, que já nem consigo calar…
Serão elas que me carregam, ou eu que as faço andar…
Acordei…
Mas queria não acordar,
Não ver sol nem chuva,
Ficar na bruma da solidão.
Vejo risos e olhares,
Vejo até o desdém,
Deste mundo/nada só meu,
Que me carrega na solidão.
Acordei, no meu cartão…
Eu e solidão…

(Carla Ribeiro) – 2016.04.05

relatos set16 - 03

Assim fica o outro pedaço de mim:

Reencontros

Há rostos que nos marcam, historias que nos calam,

E Momentos que não esquecemos.

Hoje reencontrei, um rosto que outrora,

Triste, desiludido e com lágrimas, vinha hoje cheio de esperança.

Um brilho no olhar, alegria na sua voz,

E aquele abraço que dentro de mim ecoa de Amor…

Uma Mulher, Sim uma Mulher, que já na rua Viveu.

Numa noite de amargura, entre lágrimas e sorrisos,

Levou no coração, a amizade e o amor, até uma flor, que nessa noite lhe ofereci.

Não tinha o perfume de uma rosa, nem os espinhos, apenas o Amor,

E o carinho, com o perfume de uma noite de calor.

Esta noite trazia um sorriso, brilho no olhar, e um abraço que lhe pedi para lhe dar.

Podia ser a minha mãe, a tua, ou a de qualquer um de nós.

Carrega na alma, amarguras passadas, pedaços de fé

Batalhas percorridas, obstáculos vencidos, até filhos no coração.

Como me senti feliz com este reencontro, como se um grito de felicidade,

Ecoasse dentro de mim. E ficamos a conversa, e ficaria a noite inteira,

Pois nesta “Mãe”, nesta Mulher, vejo a força, a coragem, as batalhas, e vitórias,

E uma alegria contagiante, de continuar a caminhar, sem ter medo de caminhar.

E com carinho, pedi-lhe dois beijos, que com amor os trocamos,

No silêncio deste momento, a sua frase de sempre…

“Há como é bom o seu cheirinho, venho sempre com o seu perfume,

Que gravamos no coração”

E sem lágrimas no rosto, parti com o coração…

A chorar de gratidão.

(Carla Ribeiro) – 2015.03.15

relatos set16 - 04

Com esta mescla de palavras e sentimentos, vos deixei aqui as melodias com que participei em duas das antologias em que já participei ente ano.

Em um outro dia… que não sei se será, amanhã, ou quando será, vos trarei mais pedacinhos de mim, de outras Antologias/Coletâneas, nas quais já participei ao longo deste ano.

relatos set16 - 05

A todos sem igual,

Obrigada

Até breve com novos “sentir”, novos “amar”…

Fotos: Pesquisa Google e “Corações Amigos

01set16

 

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4 Comments

  1. Carla Ribeiro

    Sr. Jesué
    Grata por me acompanhar e gostar das minhas palavras.
    espero que continue.
    Obrigada
    Beijinho
    Carla Ribeiro

  2. Carla Ribeiro

    Luis,
    sem dúvida, esse poema Reencontros e Acordei, são o reflexo do Amor incondicionalque a cada noite que ssaio para a rua levo .
    são sem duvida um pedaço de mim que tantos e tão poucos conhecem mas que é tão importante na minha vida.
    Obrigada
    Beijinhos
    Carla

  3. luis Reina

    já os tinha lido a todos eles…mas continuo a ter um Amor muito especial pelo reencontros…diferente e que retrata uma outra Carla…Beijinhos e continua nas tuas caminhadas….

  4. Jesué

    Menina Carla
    se algum dia eu conseguir assim Amar, serei certamente um ser humano, muito mais completo e melhor.
    Parabéns por ser essa Mulher assim , pois mesmo não a conhecendo, já a ademiro pelas inumeros testemunhos que a cada mês vou aqui acompanhando.
    Parabens, e nunca, nunca desista, para que eu possa e tantos outros leitores, possamos crescer a cada dia com o Amor que nos deixa em cada palavra.
    Namasté

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