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CDU-PORTO: Ilda Figueiredo apresentou candidatura de “olhar insubmisso” e… já anda no terreno!

Ilda Figueiredo, candidata à presidência da Câmara Municipal do Porto, pela CDU, já está no terreno, depois de, no passado dia três de fevereiro, ter sido, publicamente, apresentada a sua candidatura, no Paços de Concelho, tendo ao seu lado o líder do PCP, Jerónimo de Sousa.

“O Porto precisa de quem dialogue com as suas gentes, ouça os seus queixumes, meta pés ao caminho e percorra, com o mesmo interesse, alamedas floridas de Serralves ou travessas esburacadas de ilhas ou bairros esquecidos”, começou por dizer a – até agora – única candidata feminina à presidência de uma câmara municipal na Área Metropolitana do Porto.

De regresso a “casa”, uma vez que na Câmara da Invicta já exerceu as funções de vereadora, Ilda Figueiredo salientou ainda que “o Porto precisa da CDU, do seu olhar insubmisso, da sua vontade de não se confinar aos muros da complacência ou aos palcos da exibição”.

Não se esquecendo da “destruição e mutilação do património da cidade” ou das “rendas que se estão a tornar insustentáveis”, Ilda Figueiredo reforçou a ideia de que não quer “um Porto onde dos portuenses e das suas tradições culturais haja apenas memória e vestígios arqueológicos”.

Poucos dias depois de ter apresentado a sua candidatura, Ilda Figueiredo esteve presente em diversas iniciativas públicas, entre as quais, uma organizada no passado dia 11 de fevereiro, na Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, para um debate destinado a avaliar a situação política, social e económica da cidade do Porto.

Rui Sá: “O pseudo-unanimismo é perigoso porque alimenta clientelas”

rui sá - pcp

Por sua vez, Rui Sá, cabeça-de-lista da CDU à Assembleia Municipal do Porto, lançou fortes críticas à forma como “diversos eleitos tenham passado a defender, exatamente o contrário do que tinham defendido no mandato anterior, só para se manterem no poder”, numa alusão indireta aos “eleitos” pelo Partido Socialista (PS) que, como se sabe, nas eleições deste ano apoiam a lista independente de Rui Moreira, atual presidente da autarquia, não apresentando, assim, listas próprias.

O antigo vereador comunista na CMP, dando seguimento às suas críticas, viradas, na essência, para os socialistas, considerou que este “pseudo-unanimismo é perigoso, porque alimenta clientelas, facilita interesses alheios à cidade e faz germinar populismos. E mais grave é ainda”, continuou, “quando se assiste, por parte dos seus defensores a uma tentativa de diabolização da única força política (CDU) que ousa discordar das opções tomadas”, concluiu Rui Sá.

Jerónimo de Sousa quer a CDU como “força que conta no poder local no Porto”

jeronimo de sousa - porto 17

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, começou por comentar o “panorama” político-partidário que se vive no Porto tendo em vista as “Autárquicas”, referindo, a propósito, que “num contexto em que outros parecem abdicar de uma candidatura, o partido (PCP) parte para o combate convicto de poder fazer destas eleições um momento de construção de um resultado que projete a CDU como uma forte e decisiva força que conta no poder local no Porto”.

Recorde-se que mas passadas Eleições Autárquicas para a Câmara Municipal do Porto (29-set-2013), a CDU, com Pedro Carvalho como cabeça-de-lista para a presidência da autarquia, reuniu 8.539 votos (7,38%), num universo de 115.698 votantes, conseguindo eleger um vereador (Pedro Carvalho).

Texto: Manuel Moreira

Fotos: Pesquisa Google

01mar17

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