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“Vinilzinho”

Mário Rocha

De que forma ouvimos música hoje em dia? A resposta, de uma forma geral, é fácil. Escutamo-la através do nosso smartphone ou através do nosso computador pessoal. Vivemos e continuaremos a viver numa era tecnológica digital mas tudo começou pelo cilindro fonográfico que foi o primeiro objeto a reproduzir som gravado seguindo-se os discos primeiro de goma-laca e depois os lp, ou vinis, depois a fita gravada através das cassetes, os compact discs, ou cd, e por fim os ficheiros digitais com por exemplo o mp3.

Centrando-nos somente no vinil, desde há algum tempo – mesmo sabendo que “nunca morreu” – tem vindo a crescer um ressurgimento deste disco. As pessoas começaram novamente a interessar-se mais e consequentemente a comprar mais e, ao mesmo tempo, começaram a reabrir novas fábricas para responder à procura. Veja-se o caso da “Third Man Records de Jack White”, músico americano de bandas como “The White Stripes” ou “The Dead Weather”, que não só fabrica vinis, como o faz com a mesma tecnologia do passado. De facto, 2016 foi o ano do vinil, as vendas aumentaram 50% em relação ao ano anterior e há já 25 anos que não se vendiam tantos álbuns neste formato.

discos vinil

Mas de onde veio este renascimento e porquê? O streaming domina, sem qualquer tipo de dúvida, a indústria musical permitindo ao utilizador um acesso instantâneo e quase ilimitado a um sem fim de artistas e bandas de todo o globo. No entanto, há uma lacuna que esta nova maneira de ouvirmos música não preenche. Da mesma maneira que muitas pessoas sentem a necessidade de desfolhar um livro também cresce cada vez mais a necessidade de ter algo tangível que transporte a nossa música, e quem melhor que o vinil para o fazer pois, para além de preencher esta lacuna ainda assume um papel de caracter estético.

Acho que é de uma importância este reaparecimento na medida em que há uma preservação física da música. Salvaguardando-se estes objetos defende-se o seu valor patrimonial, cultural. E isto aplica-se a cassetes, a cd ou a livros.

Foto: Pesquisa Google

01set17

 

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