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“Bonfim em Cena” – III Ciclo de Teatro em diversos palcos da freguesia… de 10 a 25 de fevereiro

O “Bonfim em Cena” trata-se de um ciclo de teatro – que vai já na sua terceira edição – organizado pela Junta de Freguesia do Bonfim com a produção, direção técnica e artística do Teatro Art’Imagem. O objetivo passa por promover e proporcionar o acesso das populações ao teatro de forma totalmente gratuita.

O III Ciclo de Teatro “Bonfim em Cena”, que se inicia no dia 10 e se prolonga até ao dia 25 de fevereiro, prevê a apresentação de inúmeros espetáculos de teatro levados a cena por vários grupos de teatro, uma sessão de contos para crianças, um concerto encenado e uma oficina de construção de marionetas. De sublinhar o facto que todos os espetáculos/atividades são de acesso gratuito, limitado apenas à lotação dos espaços.

Dia 10 (sábado) – 21h30

Farsa de Inês Pereira

Teatro Aramá

M/12

60M

A peça coloca-nos em frente do “drama” da jovem Inês Pereira, que entediada pelo seu fastidioso quotidiano, e absorvida de sonhos e fantasias, se projeta para realização das mesmas, num casamento com alguém que lhe proporcione uma vida mais divertida. O seu desejo contrasta com os ensinamentos e desejos da sua mãe. Esse ser idealizado (Escudeiro Brás da Mata) entra na vida de Inês, porém, vai trair todas as suas espectativas ao fornecer-lhe um cárcere em vez de liberdade, não bastando ser um pretenso simulador de uma condição social que não o contempla. Ela sofre a desilusão e o engano. A sua libertação, surge após a morte desse marido, em cumprimento militar. Inês encontra junto do seu novo marido (Pero Marques, seu primeiro pretendente e rejeitado por ela) a liberdade ambicionada. Este, incapaz de tecer qualquer juízo sobre a sua mulher, permite-lhe desfrutar das suas vontades e desejos. E entra em cena o Ermitãoconhecido da protagonista desde o tempo em que ela ainda era “Inesinha”.

Autor Gil Vicente Adaptação, Direção, Música e Figurinos Tó Maia Interpretação Eva Fernandes, Inês Granja, Miguel Rimbaud e Tó Maia Cenografia e Operação Técnica Pedro Esperança Fotografia André Delhaye Vídeo Serge Bochnakian

Dia 11 (domingo) – 16h00

Vitória, Vitória! Conta-me uma História!

(sessão de contos para crianças)

Real companhia de Teatro do Chulé

M/6

60M

Será possível que os Três Porquinhos sejam donos de um Circo onde apresentam o Lobo Mau com um laçarote a fazer malabarismo? E o façam saltar através de um arco e o disparem no ar  como ao homem-bala? Será que o Lobo Mau não lhes morde? Ou será que o Lobo Mau é o bicho mais forte da floresta? Hum? Esta e outras histórias serão contadas por Paulo A. Jorge e Clara Gonçalves da REAL COMPANHIA de TEATRO DO CHULÉ y sus muchachos da Orquestra Orff Júnior (com direção de Mafalda Fonseca e Ana Isabel Pereira).

Interpretação Paulo A. Jorge e Maria Clara Gonçalves Música Orquestra Orff Júnior (Direção de Mafalda Fonseca e Ana Isabel Pereira)

Dia 17  (sábado) – 21h30

Filhos da Profissão

Teatro Experimental de Arouca

M/6

60M

Quatro miúdos numa aldeia perdida na serra,

as brincadeiras, a escola, os sonhos, os medos, o futuro.

A partida e o regresso a terra que os viu nascer.

Texto original Elisa Pinho/J. Paulo Brandão Encenação J. Paulo Brandão Interpretação

Diana Azevedo, Eduardo Abreu, Elisa Pinho, Fernando Ferreira, Isabel Vale, João Paulo Brandão, José Ribeiro, Marco Pinho Roxinol Luz/som Rui Sousa

Dia 18 (domingo) – 16h00

Porto Sentido – PELE

M/12

90M

Porto de Partida para uns, Porto de Chegada para tantos e Porto de Abrigo para todos. Inquietam-se os seus habitantes que assistem apreensivos das varandas das suas memórias, às mudanças que paulatinamente o fluxo crescente de turistas imprime às suas ruas, às suas vidas, à sua cidade.

Evolução?! Descaracterização?! Transformação?!

Esta história convida a uma reflexão sobre os benefícios, os riscos e as soluções para os desafios colocados pela especulação imobiliária devido ao crescimento turístico galopante desta cidade.

Para onde vai o nosso Porto?

Criação Coletiva Orientação Irene Monteiro e Susana Madeira Participantes Ana Bebiana, Alexandra Silva, Aurora Mendes, Cadilé Lopes, Cristina Queirós, Emanuel Gomes, Elisa Fonseca, Graça Neiva, Luisa Fonseca, Liliana Carvalho, Jo Costa, Judite Adrião, Maria do Carmo Sousa, Maria do Céu Cruz, Maria José Oliveira, Mariana Magalhães, Marília Paredes, Rui Rodrigues, Sérgio Rodrigues, Patrícia Queirós, Salvador Gil, Serafim Heitor, Rúben Cunha e Vicente Gil Música Filipe Fernandes Produção NTO / PELE

Dia 23 (sexta) – 21h30

Lady & Macbeth – Concerto Encenado

De Ana Luena

Associação Moradores da Lomba

M/6

50M

Acontece “aqui” um singular itinerário pela cidade do Porto, em modo de revisitação, onde o tempo tem sido pródigo em tudo transformar e atenuar. Depois de vinte anos na direção artística da companhia Teatro Bruto, e após encenar É impossível viver, estreado no Rivoli Teatro Municipal em 2015, regresso à cidade para trabalhar e criar este objeto cénico que agora se apresenta Lady & Macbeth.

Assim me movimento pelos lugares deste mapa criativo e pessoal, na sua estreia no Teatro do Bolhão da Academia Contemporânea do Espetáculo – a minha primeira escola, nas apresentações na Casa da Música – lugar onde tantas vezes trabalhei e que me suscitou este entusiasmo e curiosidade em criar e produzir projetos musicais, no Passos Manuel – onde outrora fui espectadora de cinema e que é agora um espaço incontornável da cidade, na rua 31 de Janeiro, no estúdio do Rui e do Sérgio, – onde compusemos os temas musicais num prédio tão característico do Porto que conheço, nas escadas e corredores do Mosteiro S. Bento da Vitória (TNSJ) – onde os nossos temas ressoaram durante os ensaios de cena.

Nas ruas, nas esquinas, nos cafés, no armazém do Américo Castanheira repleto de adereços e cenários de outros tempos. Neste mesmo armazém vislumbro pedaços da história da vida teatral desta cidade a que pertenço irremediavelmente, apesar de outros caminhos traçados e desejados fora dela. Está tudo “aqui”, neste concerto encenado, onde me reencontro com esta equipa, para arriscar num projeto em que estamos ainda mais vinculados uns aos outros, onde a música é o motor da cena e onde a encenação e o texto são alavancas da composição musical, onde Lady Macbeth é Macbeth e Macbeth é Lady Macbeth. Um espelho onde me revejo e onde todos cabemos.

Direção artística e encenação Ana Luena a partir de Macbeth de William Shakespeare

Direção musical Pedro Cardoso (Peixe), Rui Lima, Sérgio Martins Textos originais Daniel Jonas Dramaturgia Ana Luena e Daniel Jonas Desenho de luz Pedro Correia Cenografia Margarida Casanova Desenho de som Pedro Lima Composição musical e interpretação Micaela Cardoso, Pedro Cardoso (Peixe), Rui Lima, Sérgio Martins Assistência de encenação Cláudia Lázaro Figurinos Ana Luena Design gráfico Bernardo Bagulho Fotografia e vídeo Paulo Cunha Martins Construção do cenário ESAD Operação de maquinaria José Diogo Cunha Produção delegada Binomialsphere Associação

Dia 24 (sábado) -16h00

Os Extraterrestres – Oficina de Construção e Manipulação

Teatro de Ferro – Conceito de Igor Gandra

Formadores – Carla Veloso e Eduardo Mendes

Mediante inscrição até à lotação da sala

Público-alvo: Crianças e Adultos a partir dos 6 anos de idade

Lotação: 15 participantes

Duração: 2 horas aproximadamente

(Inscrições: t. 22 208 40 1491 76 91 753  | 91 08 18 719

teatroartimagem@hotmail.com)

No inicio é distribuído a todos o participantes o mesmo material – o polietileno, que se apresenta sob a forma de um sólido geométrico simples – o cilindro. Com estes tubos de polietileno vamos construir marionetas tendencialmente não-antropomórficas. Trata-se de um exercício de imaginação e (re)invenção de um corpo. Este novo corpo dever ser concebido e construído de forma a estar preparado para viver no meio ambiente de um planeta distante.

Num primeiro momento, desenvolve-se com os participantes uma introdução ao imaginário relacionado com a vida noutros planetas. Neste processo, procura-se dar relevo à definição das características mais marcantes, aquelas que estão mais diretamente ligadas à forma de locomoção, aos hábitos alimentares, aos modos de comunicação e a outras funções essenciais dos (corpos) extraterrestres, imaginados pelos participantes.

O segundo momento é o da construção. Apresentados os materiais, as ferramentas e algumas técnicas e, claro está, os procedimentos de segurança, os participantes começam a construir, com o acompanhamento dos formadores, o seu extraterrestre. As relações entre forma e matéria, entre uma ideia e a sua concretização, são nesta fase do trabalho sempre surpreendentes, desafiantes e divertidas.

No terceiro momento, os inventores–construtores são agora atores-manipuladores. Parte-se para a apresentação individual de cada uma das criaturas. Através de um conjunto de técnicas de manipulação acessíveis, embora exigentes, cada participante conhece e dá a conhecer o seu extraterrestre.

Depois de uma grande festa interplanetária, os extraterrestres preferem ir para casa dos seus amigos construtores.

Dia 25 (domingo) – 16h00

CAL – PELE

M/12

50M

Paredes que ouvem … paredes vivas que contam histórias, camadas de cheiros e de sons sobrepostos pelo tempo perpetuados nos retratos de quem que habitou esse espaço e essa memória. Arquipélagos de vidas tecidas em corredores estreitos e becos sem saída, de quotidianos encolhidos num espaço sem segredos onde numa gaveta se faz cama, e onde os muros são porta e janela para dias curtos de horizonte. Diferentes gerações que se cruzam nas suas travessias diárias: nas esquinas, nas casas, nas árvores, no jardim … e se encontram na vontade de construir uma ilha onde “uns são todos” e não há (sem) sombras de arranha céus.

Este espetáculo é uma criação da PELE no âmbito do projeto “Retratos das Ilhas – Bonfim para além das fachadas” promovido pela Rede Inducar e financiado pelo programa PARTIS da Fundação Calouste Gulbenkian que tem como objetivo a promoção de espaços de participação e construção coletiva no sentido do reconhecimento das Ilhas enquanto património material e imaterial, através da fotografia participativa e do teatro comunitário.

Criação Coletiva Interpretação:  Adão Alves Vieira, Adelaide, Adriano Santos, Aires Queirós, Alzira Pimenta, Alzira Valente Soares, Américo Silva, Ana Costa, Ana Ferreira, Ana Paula Azevedo, Ana Pereira, Ana Rêgo, Anouck Plunian, António Henriques, Augusta Neves, Bárbara Melo, Beatriz Marques, Beatriz Monteiro, Bruno, Carolina Silva, Conceição Costa, Conceição Ramos, Cristina Silva, Eduarda Silva, Eva, Fátima Vieira, Gerson Costa, Hugo Nogueira, Iracema Oliveira, Irene Serafino, Isaac, Isabel, Lara Barros, Lara Donzília, Liliana Carvalho, Luana, Luciana Bastos, Ludovina Vieira, Márcio, Marco Gomes, Marco Rei, Maria do Céu Andrade, Maria Eugénia Coelho, Maria Jesus Carlos, Maria José Soares, Maria Manuel Silva, Maria Sameiro Costa, Marília Cunha, Mário Gomes, Ricardo Teixeira, Ricardo Gomes, Rúben Cunha, Serafim Silva, Sérgio Moreira, Sérgio Rodrigues, Sílvia Onofre, Soraia Carvalho, Vitória Silva, Wilson Santos Direção Artística Helena Oliveira e Maria João Mota Direção Musical Miguel Ramos Coordenação do Projeto/Produção Executiva Patrícia Costa, Rede Inducar Projeto financiado pelo Programa Partis da Fundação Calouste Gulbenkian.

Texto: JFB / EeTj

01fev18

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