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NOVA ESQUADRA DE CEDOFEITA (PORTO) INAUGURADA PARA DEVOLVER “SENTIMENTO DE SEGURANÇA” À POPULAÇÃO LOCAL

Quase sete anos após o encerramento da antiga esquadra de Cedofeita, decorreu na manhã do passado dia 02 de junho, a inauguração das novas instalações policiais na mesma zona da cidade, passo fundamental para devolver o sentimento de segurança à população local.

A superesquadra está instalada num edifício que pertence à União de Freguesias do Centro Histórico do Porto e, após obras de remodelação e adaptação, reúne todas as condições para acolher o efetivo policial, viaturas e equipamentos, dispondo ainda de uma localização privilegiada e de boas acessibilidades. Em 2013, Rui Moreira tinha identificado este como o melhor local para a PSP manter o vínculo de proximidade a Cedofeita, num processo que depois seguiu o seu curso, com as negociações entre o Ministério da Administração Interna (MAI) e a Junta de Freguesia, e a Câmara do Porto a intervir como facilitadora.

Localizado no n.º 16 da Praça de Pedro Nunes, o edifício que acolhe a nova esquadra de Cedofeita foi projetado em 1934 por Júlio de Brito, um dos grandes arquitetos e engenheiros da cidade do Porto da primeira metade do século XX, autor também da construção do Teatro Rivoli, entre outras obras de relevo.

Na cerimónia oficial de inauguração, o presidente da Câmara do Porto recordou um processo que remonta ao verão de 2013, quando a antiga esquadra foi encerrada, por estar em péssimas condições e por ser um edifício que o Ministério da Administração Interna mantinha arrendado a um privado.

“Há quase sete anos, quando ganhámos as eleições à Câmara Municipal do Porto, uma das grandes preocupações na cidade era o anúncio do encerramento da esquadra de Cedofeita”, assinalou Rui Moreira. A solução para este problema foi, na verdade, fácil de identificar. Nesse ano, as autárquicas coincidiram com a reorganização administrativa das freguesias e “rapidamente se chegou à conclusão que a Junta poderia dispensar este edifício para aqui ser instalada a esquadra”, continuou o autarca, esclarecendo que as conversações foram desencadeadas entre o Município, a PSP e a União de Freguesias, através do seu presidente, António Fonseca.

Para esta escolha convergiram vários fatores: além de ser um edifício público, “com história”, tinha outras vantagens: “excelentes acessibilidades, um estacionamento interessante, a dimensão considerada adequada e um ‘vizinho’ importante, o liceu Rodrigues de Freitas”, referiu.

Depois de realizadas obras de remodelação e adaptação às necessidades da PSP , “hoje temos o prazer de ter uma esquadra condigna para esta zona da cidade, e condigna para aquilo que é a visibilidade e o respeito que a população tem pela PSP”, sublinhou o autarca. “Este é o formato de esquadra que interessa ter. Não interessa ter uma profusão de esquadras”, declarou o presidente da Câmara, assentando que é essencial garantir a visibilidade das forças policiais nas ruas.

Colaboração do Município com MAI e PSP tem sido “exemplar”

No período da pandemia, o entendimento entre autoridades locais, policiais e população saiu reforçado, afirmou ainda presidente da Câmara do Porto na sua intervenção.

“Estes tempos difíceis de pandemia acho que reforçaram muito os laços existentes entre a população, a PSP, a Polícia Municipal e a GNR. As pessoas perceberam que a presença do Estado também se faz através da proteção e segurança dos cidadãos”. E se a população teve “um comportamento exemplar”, Rui Moreira considera que em grande parte se deveu “à intervenção pedagógica das forças policiais”, nomeadamente PSP e Polícia Municipal, a quem agradeceu o empenho.

O agradecimento estendeu-o ainda ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que nesta crise foi “exemplar”, destacou. No entanto, “ainda muito falta fazer”, avisou o presidente da Câmara do Porto, denunciando que “durante a pandemia houve um mercado que não encerrou: o mercado da droga”.

Por seu turno, o ministro da Administração Interna sublinhou que “depois de três meses particularmente difíceis” este “é um momento importante para o Porto, para a PSP e MAI”, além de corresponder ao marco da primeira cerimónia pública realizada após o período mais crítico. Fazê-lo no Porto simboliza a “reconquista da liberdade” que em tantos períodos históricos a Cidade Invicta encabeçou, completou.

Eduardo Cabrita referiu, por outro lado, que “ontem foi um dia feliz para o Porto e Região”, considerando que não houve registo de qualquer novo caso de infeção, e deixou ainda a mensagem de que, durante os últimos meses, “provou-se no Porto e no país que a autoridade do Estado não significa autoritarismo”.

Na cidade, entre os cerca de 1.900 efetivos policiais, 76 polícias foram infetados pelo novo coronavírus, o rácio mais alto a nível nacional, mas o ministro considera que a forma como o comando metropolitano lidou com o problema, pôde igualmente dissipá-lo com ligeireza.

O diretor nacional da PSP, o superintendente-chefe Magina da Silva, assinalou que a “abertura de instalações policiais é sempre um momento alto, porque são a casa dos polícias”. A dignidade do edifício da nova esquadra de Cedofeita, as condições que oferece, incluindo os “meios de cobertura de rádio”, também “são motor de motivação” para os polícias, considerou.

Assinalando que a abertura de uma nova esquadra implica sempre mais meios humanos – pelas suas contas serão menos 12 polícias que não estarão nas ruas – o responsável máximo pela PSP concordou com Rui Moreira ao referir que é muito importante aumentar o policiamento nas ruas para aumentar o sentimento de segurança, e que isso só se consegue através de “uma abordagem racional e lógica do dispositivo nacional e das esquadras”.

A Área Metropolitana do Porto dispõe de 44 esquadras para servir cerca de 1,3 milhões de pessoas, o que comparativamente com a região de Madrid (em Espanha), que tem 33 esquadras para cerca de 7,5 milhões de habitantes, apresenta um rácio muito superior, informou o superintendente-chefe que agradeceu ainda a colaboração da Câmara do Porto no patrulhamento das ruas, com a entrega recente de dez novas viaturas.

Na cerimónia, em que também interveio o presidente da União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, António Fonseca, que disse ser este “um dia feliz”, de um “processo concluído” ao fim de seis anos, participaram ainda o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, António Luís, o presidente da Assembleia Municipal do Porto, Miguel Pereira Leite, a vereadora da Fiscalização e Proteção Civil, Cristina Pimentel, a comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, Paula Peneda, o comandante territorial do Porto da GNR, Ludovico Bolas, o comandante da Polícia Municipal do Porto, António Leitão da Silva, entre outros dirigentes.

Após a inauguração, Rui Moreira e Eduardo Cabrita, bem como alguns elementos das suas equipas, almoçaram na Casa do Roseiral, a convite do presidente da Câmara do Porto.

 

Texto: Porto. / EeTj

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

01jul20

 

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