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Uma sociedade justa…

Humberto Martins

 

O Estado e a dita Sociedade Humana atual em que vivemos! A Educação desta Sociedade erradamente induz que você vale o que consome, você não vale pelo seu caráter! Você vale pelo seu património, você não vale pela sua sensibilidade! Depois impera o contrassenso entre a ânsia de ter e o tédio de possuir.

A sociedade é formada dessa maneira desde os bancos da escola, e é aí, que começa o erro, a competição. Uma competição atroz que vai determinar quem são os vencedores e os vencidos. Os derrotados desta injusta e sinistra competição serão os excluídos da mesma sociedade no futuro, e, assim, começa a criar-se os Pobres e os Indigentes. As pessoas indefesas e abandonadas, as que são vistas como lixo, ou, ainda pior, como os invisíveis, aqueles por quem a maioria passa e nem dá pela presença deles, isto é uma consciência cruel, todos veem isso, sabem que é assim, e não se importam e não fazem absolutamente nada.

Noutro dia, numa reflexão com amigos, a respeito desses assuntos, um deles perguntou: Mas de que lado tu estás?
“No sentido de Esquerda ou Direita”! A minha resposta foi: do lado de fora! Não quero uma Sociedade Humana deste modo! Não quero pertencer a ela! Quero denunciá-la e derrotá-la e se possível acabar com ela! Se irei conseguir? Talvez não! É uma batalha enorme para um homem só! Ou um pouco mais, mas morrerei tentando.

Uma sociedade realmente humana é aquela que coloca a comida no prato, só depois de todos estarem servidos, a prioridade é primeiro os que estão com fome e sofrendo. Uma Sociedade como deve ser não pode encher os bolsos dos banqueiros, como acontece com o fundo de resolução em Portugal, para dar Milhares de Milhões de euros aos BPN, BANIF e Novo Banco só comem os ricos e sempre com o prato cheio, para os excluídos da nossa Sociedade “Os Reformados” por exemplo, com pensões de 265 e 300 euros por mês, prato vazio, Fome, miséria. A indignação é enorme porque isto é demasiado.

Primeiro, e unicamente, é colocado o prato de comida, cheio para alguns, e cerca de dois milhões de portugueses – os tais reformados de 265 e 300 euros por mês – ficam com o prato vazio e nada comem. Se comem, comem umas migalhas. Acrescentando a esta triste lista, os cerca de 54% de trabalhadores portugueses que têm salários até 760 euros. Para estes não há recursos financeiros, é a conversa do costume, depois admiram-se de estarmos na cauda da Europa. Ressalvo aqui uma frase de um grande filósofo que tem todo sentido: “O lugar de qualquer Homem Honrado nessa sociedade é dentro da cadeia, violando as regras”.

Mas a justificação dos políticos que nos governam é que tem de ser assim, não se pode deixar cair um banco, se não põem em causa todo o sistema financeiro, isso é tudo treta para encher chouriços, podiam fechar dois ou três que não faziam falta nenhuma, nem colocava nada em perigo, grandes bancos nos Estados Unidos e na Europa fecharam e a vida continuou, mas a promiscuidade entre banqueiros e políticos é enorme e os interesses individuais levam a estas negociatas. Por isso prolifera a Corrupção em Portugal.

 

Foto: pesquisa Web

 

01mar21

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2 Comments

  1. Patricia Cardoso

    Também estou do” lado de fora ” desta sociedade que tanto precisa de mudanças. Pois é deste lado que se vê tudo o que está errado o que falta e onde temos de mudar. PARABÉNS pelo seu artigo.

  2. Gualter Sarmento

    Preocupações legítimas de quem tem um espirito solidário. Valores que devem ser cultivados. Parabéns pelo artigo.

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