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Metro do Porto estuda ligação da Praça do Império à Boavista e nova linha da Casa da Música a Santo Ovídio já tem desenho a concurso

Os concursos para elaboração de projetos para o “Bus Rapid Transit” – BRT Império-Boavista e para a nova linha de metro Casa da Música-Santo Ovídio vão ser lançados durante o presente mês de maio. Os dois investimentos totalizam cerca de 364,7 milhões de euros. O anúncio foi feito pelo presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, na reunião do executivo da Câmara Municipal, realizada no passado dia 19 de abril.

A ligação de BRT Império-Boavista (ou ligação metrobus), com previsão de lançamento do concurso para a elaboração do projeto a 21 de maio, vai ter uma extensão de 3,70 quilómetros e sete novas paragens. Nos planos o cruzamento com a rede atual faz-se à Boavista, com rebatimento na estação da Casa da Música. O investimento ronda os 66 milhões de euros, suportados pelas estimativas da procura estrutural com transbordo, que apontam para uma média diária anual próxima dos 300 mil clientes.

Tiago Braga justificou a opção da empresa pública de transportes por este novo trajeto, em detrimento da linha que há muito tempo a cidade discute para o Campo Alegre, considerando que “a Galiza já será servida no início da circular, na Linha Rosa”. Por outro lado, considerou o responsável, “o Campo Alegre acaba por estar implantado num ponto que acaba por servir as faculdades de Ciências, Letras e Arquitetura”.

Nesta altura, adiantou ainda Tiago Braga, estão a ser desenvolvidos os trabalhos de implantação “em termos de perfis e de adaptação e customização ao território”.

O metrobus (que se aproxima do conceito de Corredores de Autocarros de Alta Qualidade – CAQQ) sucede à solução inicialmente pensada para o Campo Alegre. O percurso será feito pela parte superior da Avenida da Boavista, intersetando com a Marechal Gomes da Costa, até à Praça do Império, não estando prevista, nesta fase, a continuidade para Matosinhos.

O vereador do PSD, Álvaro Almeida, e a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, lamentaram o facto de a BRT não prever a passagem pela zona do Campo Alegre. Rui Moreira também não excluiu que essa linha seria a ideal. Porém, de acordo com o que a Metro do Porto, seria estruturalmente difícil fazer a ligação da zona do Hotel Ipanema Park ao Campo Alegre em BRT. “Não sei como se fazia essa ligação”, admitiu.

Texto: Porto. / Etc e Tal jornal

Fotos: Miguel Nogueira (Porto.)

 

DESENHO DA LINHA CASA DA MÚSICA/SANTO OVÍDIO A CONCURSO

Um dos pontos essenciais do plano da terceira fase de expansão da rede do Metro reside na criação de uma nova ligação a unir os concelhos do Porto e de Gaia. Aquela que é informalmente conhecida como a “segunda linha de Gaia” vai desde a estação da Casa da Música até à estação de Santo Ovídio, desenhando uma circular Sul. O concurso para a elaboração do projeto desta linha foi lançado na última semana do passado mês de abril e publicado em Diário da República, tendo um preço de referência de 4,8 milhões de euros. O prazo para apresentação de propostas decorre até 7 de Junho. Este é mais um passo decisivo para a materialização desta linha que, recorde-se, representa um investimento estimado em 299 milhões de euros, totalmente financiados pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), e será executada entre 2023 e 2026.

A obra vai proporcionar, entre outras vantagens, o alívio da Linha Amarela – a mais concorrida do Metro. Para tal, serão criadas seis novas estações: Campo Alegre, Arrábida, Candal, Rotunda VL8, Devesas e Soares dos Reis. No seu conjunto, o percurso terá uma extensão superior a seis quilómetros. Prevê-se ainda que esta linha venha a conseguir atrair para a rede uma média diária de cerca de 325 mil clientes (quase 120 milhões por ano).

A concretização do projeto pressupõe, ao mesmo tempo, a construção de uma nova ponte sobre o Douro, num investimento de 50 milhões de euros. Esta ponte fará a ligação entre o Campo Alegre e o Candal e localizar-se-á a cerca de 500 metros a nascente da Ponte da Arrábida, e servirá apenas o Metro e a circulação pedonal. Para este desafio de cariz internacional, cujo concurso de ideias está em marcha, a Metro do Porto tem vindo a registar o envolvimento de muitos dos melhores projetistas de pontes de todo o mundo.

Os trabalhos com vista à elaboração de toda esta empreitada (nova linha e nova ponte), iniciar-se-ão em 2023 e serão concluídos no ano de 2026. Recorde-se que a obra foi incluída pelo Governo como parte do Plano de Recuperação e Resiliência, o que comprova a sua importância estratégica não só para a Área Metropolitana do Porto, como para todo o país.

Texto e imagem: Metro do Porto / Etc e Tal jornal

 

METRO E SINDICATO DA CONSTRUÇÃO CELEBRAM PROTOCOLO NO ÂMBITO DAS OBRAS DE EXPANSÃO DA REDE

A Metro do Porto e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção e Madeiras, Mármores e Pedreiras, Cerâmicas e Materiais de Construção de Portugal uniram forças para garantir a sinistralidade zero nas obras de expansão da rede do Metro, num acordo assinado esta manhã. Esta é uma notícia que adquire particular relevância tendo em conta que, nestes trabalhos, estarão envolvidos milhares de trabalhadores e que, ao mesmo tempo, atesta mais uma vez o compromisso da empresa com a total segurança dos que com ela colaboram.

Deste modo, ambas as entidades assumem, entre outros pontos acordados, desenvolver os melhores esforços, no sentido de que nas empreitadas das novas linhas (como de outras) a cargo do consórcio Ferrovial/ACA, possam ser permanentemente observados por todos os trabalhadores as Normas de Higiene e Segurança no Trabalho em vigor.

Tiago Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, fez questão de explicar e salientar a importância deste protocolo: “Queremos dar o exemplo na relação com os trabalhadores envolvidos nesta empreitada. Estamos todos a remar para o mesmo lado. Este protocolo é muito importante para criar condições de trabalho saudáveis, em todas as dimensões”. O presidente da Metro do Porto garantiu ainda que “o objetivo é a sinistralidade zero” e que a empresa irá, em conjunto com o parceiro sindical, “criar todas as condições para que essa meta seja alcançada”.

Do lado do sindicato, Albano Ribeiro, o presidente, manifestou igualmente a sua satisfação e desejou que tudo corra da melhor forma, à semelhança do que aconteceu no passado: “As obras da segunda fase são diferentes da primeira fase do Metro do Porto, que correu muito bem. Temos todos a responsabilidade de fazer com que desta vez corra também muito bem. Está no ADN do sindicato trabalhar para isso – somos um parceiro social envolvido e exigente”.

 

Texto e foto: Metro do Porto / Etc e Tal jornal

 

01mai21   

 

 

 

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