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CDS questiona Governo sobre encerramento de Extensões de Saúde em Sever do Vouga

Os deputados do CDS, João Pinho de Almeida e Ana Rita Bessa, questionaram a ministra da Saúde sobre o encerramento de Extensões de Saúde em Sever do Vouga.

No requerimento enviado à tutela, os deputados do CDS questionam se as Extensões de Saúde de Silva Escura e de Rocas do Vouga estão com funcionamento suspenso ou encerradas.

João Pinho de Almeida e Ana Rita Bessa querem depois saber se é verdade que foi colocada uma médica na ES de Silva Escura, mas que, por decisão do ACES Baixo Vouga, esta profissional terá ficado Unidade de Saúde de Sever do Vouga, ao invés de assumir o lugar e se é verdade que foram transferidos material e equipamentos da ES de Silva Escura para a USSV.

Numa outra questão, pergunta se é verdade que, ao se dirigirem à USSV, os utentes da ES de Silva Escura estão, sob a forma de inquérito, a ser convidados a inscrever-se como utentes da USSV, se estão os utentes a ser devidamente esclarecidos quanto ao propósito desse suposto inquérito e, ainda, estando inscritos na ES de Silva Escura, com que finalidade está a ser feita esta alteração.

Sendo que a USSV não tem condições para mais utentes, os deputados do CDS questionam também quando é que será retomada a prática clínica de cuidados de saúde primários nas ES encerradas e se é verdade que não há médicos disponíveis para assumir essa prática.

Finalmente, João Pinho de Almeida e Ana Rita Bessa querem saber que medidas está o Ministério da Saúde a tomar para resolver esta situação.

Os habitantes do concelho de Sever do Vouga encaram com preocupação o eventual encerramento das Extensões de Saúde (ES) de Silva Escura, de Rocas do Vouga e de Pessegueiro do Vouga. Tanto a ES de Silva Escura como a ES de Rocas do Vouga já se encontram sem Médico de Família, por motivo de reforma dos anteriores, estando suspenso o seu funcionamento, alegadamente por indisponibilidade de médicos para o posto.

A 1 de abril de 2021, segundo dados disponíveis no SNS BI-CSP, a Unidade de Saúde de Sever do Vouga (USSV) tinha 3227 utentes sem Médico de Família (cerca de 25,92% da população), a que acresce os utentes das ES sem médico no ativo.

A população de Silva Escura inscrita na ES ronda os 1500 utentes, dos quais mais de 300 são hipertensos e mais de 150 são diabéticos, necessitando de acompanhamento continuado. O CDS sabe que há utentes de Silva Escura – doentes crónicos – que não têm consultas de acompanhamento desde outubro de 2020. Também ao nível da saúde materno infantil apenas estão assegurados os serviços mínimos.

O Grupo Parlamentar do CDS tem conhecimento de que no dia 27 de abril terá sido colocada uma médica na ES de Silva Escura, mas que, por decisão do ACES Baixo Vouga, esta profissional terá ficado USSV, ao invés de assumir o lugar em Silva Escura, tendo mesmo sido realizada a deslocação de material e equipamentos da ES de Silva Escura para a USSV.

Sabe também o GP CDS que, ao se dirigirem à USSV, os utentes da ES de Silva Escura estarão a ser convidados a preencher um inquérito que mais não será que a inscrição como utentes da USSV. A ser verdade, em breve este processo terá como consequência o decréscimo de utentes inscritos na ES de origem, justificando-se assim, com o número insuficiente de utentes, o seu encerramento.

Silva Escura tem uma população envelhecida, não havendo rede de transportes no concelho que permita o acesso aos cuidados de saúde primários, pondo em causa o acompanhamento de idosos e doentes crónicos, assim como todos os outros. Aliás, o concelho de Sever do Vouga é tido como o mais envelhecido do distrito de Aveiro, com mais de 43% de população idosa dependente (fonte SNS BI-CSP).

Atualmente (desde novembro) os utentes da ES de Silva Escura (e das restantes ES sem Médico de Família) têm de se deslocar à USSV para marcar consulta. A deslocação tem de ser efetuada diariamente para garantirem uma das oito vagas diárias disponibilizadas para a totalidade da população do concelho de Sever do Vouga sem Médico de Família, criando-se filas intermináveis, com idosos e doentes sem local para se sentarem.

A população desloca-se de madrugada para, eventualmente, lhe ser marcada uma consulta ao final do dia. Ou seja, as pessoas doentes têm de se deslocar duas vezes no mesmo dia, das suas freguesias à USSV, se necessitarem de consulta.

Acresce a toda esta situação o facto de o espaço da USSV apresentar falta de condições para receber mais utentes, fazendo com que estes aguardem no exterior quer pelas marcações da consulta quer pela própria consulta. O edifício da USSV também não possui estrutura para que seja efetuado o acompanhamento adequado aos utentes – com sala de espera muito pequena e poucas salas para a prestação de cuidados de saúde. Face a todos estes dados o CDS entende ser pertinente obter esclarecimentos por parte da Ministra da Saúde.

 

CDS/PP – Grupo Parlamentar

 

 

01jun21

 

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