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“ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA OVARENSE -FUTEBOL” ALERTA, NO SEU CENTENÁRIO, CANDIDATOS À CÂMARA DE OVAR PARA O RISCO DE FECHAR PORTAS DEVIDO A DÍVIDA DE 200 MIL EUROS

Assumindo-se herdeira e continuadora da bandeira, do emblema e da história com todo o seu vasto património social, cultural e desportivo da então Associação Desportiva Ovarense (ADO), que na primeira década do século XXI veio a perder judicialmente o seu património edificado, como o Parque de Jogos Marques da Silva, em que a atual ADO Futebol vem assumindo os custos (rendas), para utilização do estádio em que jogam as várias equipas masculinas e femininas de vários escalões etários.

Um regresso iniciado através das camadas jovens, que rasgou caminho para voltarem seniores masculinos e femininos, que estão a mobilizar sócios e adeptos a voltarem assistirem aos jogos e a tornarem sustentável esta nova caminhada, cujos projetos na área do futebol renascem das cinzas, desde o seu regresso às competições em 2008, após a insustentável situação financeira do clube com que se deparou no final da época 2005/6, acabando na insolvência da ADO e na despromoção que arrastou o clube para o terceiro escalão do Campeonato de Futebol Português.

 

José Lopes

(texto e fotos)

 

Trata-se de um percurso ainda com vários obstáculos a ultrapassar na passagem dos 100 anos da ADO (1921 – 2021), em que persiste uma dívida do passado à Massa Insolvente da Associação Desportiva Ovarense, no valor de 200 mil euros, como consequência da ocupação irregular do Parque de Jogos Marques da Silva (fevereiro de 2011 a março de 2020), que podem por em causa o esforço de recuperação financeira e desportiva, quando a ADO Futebol se prepara para disputar o Campeonato SABSEG (Associação de Futebol de Aveiro), após a subida conquistada sob a liderança do treinador principal Tiago Leite, que renovou contrato.

Preocupações que a Ovarense está a partilhar como alerta aos sócios e à comunidade local em geral, nomeadamente aos órgãos autárquicos, como a Camara Municipal de Ovar, e nesta fase de apresentação das várias candidaturas autárquicas, reunindo com as várias forças partidárias e movimentos, sensibilizando para o risco do Estádio Marques da Silva fechar portas, caso o Administrador de Insolvência da ADO continue a negar propostas de amortização em prestações. Um passivo agravado por se tratar de uma recente decisão do Tribunal, que condenou a Ovarense a pagar tal divida com juros, totalizando os polémicos 200 mil euros, também contestados pela atual direção do clube.

Nestes contatos com partidos e candidatos, o reeleito presidente da ADO Futebol, António Godinho, que depois de uma visita guiada às instalações do complexo desportivo, expõe às várias delegações visitantes vários elementos do histórico do clube, até à fase atual, tanto na componente económica e desportiva, assim como nos objetivos e projetos que se propõem abraçar, não só na área da formação e promoção da prática desportiva, mas também na vertente social e cultural, com que procura sensibilizar, desde logo candidatos à Câmara ou Assembleia Municipal de Ovar, como foi o caso da delegação do Bloco de Esquerda, se fez representar entre outros, por Ismael Varanda (CMO) e Mário Manaia (AMO), que se inteiraram dos projetos e das atuais dificuldades da Ovarense.

Por parte da Ovarense foram deixados apelos para que o seu projeto de carater social, formativo e desportivo, no âmbito do fomento à prática desportiva dos jovens nos vários escalões, seja mais reconhecido, valorizado e apoiado, para ultrapassar as dificuldades de uma divida contestada em Tribunal pela atual direção, que está a limitar o futuro do clube com uma história centenária ao serviço de modalidades como o futebol entre várias outras, incluindo as que se tornaram autónomas, como o Basquetebol ou a Vela.

Ainda que o presidente da ADO Futebol reconheça a importância de um maior número de sócios e seu envolvimento na vida do clube, o derradeiro alerta do presidente deste clube sem património próprio, vai para as instituições locais, incluindo os partidos políticos e candidatos às eleições autárquicas, que tem procurado sensibilizar para estas graves dificuldades da Ovarense.

Para os candidatos do BE de Ovar, e segundo a sua nota sobre esta visita, foi reconhecida “a importância do trabalho desenvolvido ao nível da formação e fomento da prática desportiva, que exige mais e diversificados investimentos autárquicos”. Partilharam ainda neste encontro com o presidente da Ovarense, a sua preocupação sobre a evolução dos terrenos utilizados pelo clube, em que está localizado o Estádio, no então Parque de Jogos doado à ADO pelo benemérito Marques da Silva, inaugurado em 1930 e com novas instalações inauguradas em 1954.

“Um património que marcou várias gerações de atletas durante quase um século em Ovar, que deveria merecer consenso para a sua aquisição, como um futuro Complexo Desportivo Municipal”. Uma ideia corroborada pela direção da Ovarense, ainda que esta sonhe, poder vir a ser a própria Instituição Alvinegros, a criar condições negociais com os atuais proprietários para que tal património volte a ser da ADO e dos seus adeptos ao serviço da cidade de Ovar.

A delegação do Bloco deixou ainda “o compromisso, de se opor, a exemplo do seu posicionamento já manifestado na Assembleia Municipal de Ovar, a qualquer tentativa de pressão urbanística e imobiliária sobre os terrenos do Parque de Jogos Marques da Silva, área em que está integrado o Pavilhão Gimnodesportivo, reclamando da Câmara Municipal de Ovar garantias de salvaguarda, que inviabilizem projetos que descaraterizem a componente essencialmente desportiva dos terrenos em que a atual Ovarense, nos diferentes escalões etários, voltou a dar vida à prática e competição desportiva”. 

As dúvidas sobre o destino que terão os terrenos em que está instalado o Estádio Marques da Silva, foram colocadas pelo grupo municipal do BE na Assembleia Municipal de Ovar na sessão do dia 26/02/2021, em que o executivo camarário foi questionado sobre, “que salvaguardas existe ao nível das competências municipais para viabilizar projetos nomeadamente de cariz imobiliário, que garantam a não descaraterização do espirito do benemérito, como um património de promoção desportiva e competitiva de várias gerações em diferentes modalidades.

No fundo, que perspetivas tem a Camara Municipal sobre o futuro daqueles terrenos, tendo em consideração os eventuais propósitos e interesses dos seus proprietários naquela área apetecível da cidade de Ovar, conhecidos que foram outros projetos megalómanos equacionados noutras épocas e com outros protagonistas”.

Assim “que alternativas concretas tem a Camara para se continuar a garantir a promoção desportiva em espaços adequados e condizentes com a mobilização de praticantes nas diferentes modalidades, que estarão certamente para além do futebol e basquetebol”, foram as questões então enumeradas por este partido, que agora reafirmou perante os anseios e inquietações de uma Instituição centenária, que acredita que cabe à Camara Municipal de Ovar papel determinante no desbloquear do processo com os credores para continuar a usufruir do Estádio Marques da Silva e o futuro do clube não ficar em risco.

 

01ago21

 

 

 

 

 

 

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